Nos últimos meses estamos visualizando uma grande transformação na sociedade mundial, estes movimentos são estimulados pelo forte poder dos Estados Unidos da América, com medidas unilaterais, pressões generalizadas, adoção de tarifas comerciais, com ofensas de amigos e de parceiros tradicionais, além de ofensas internas e demissões sumárias, gerando uma grande instabilidade no cenário internacional e afetando a imagem da nação, da moeda, das tradições e das instituições, sempre vistas como um exemplo de estabilidade, credibilidade e confiabilidade.
Neste momento, vivemos um período de grandes incertezas na sociedade internacional, movimentando conflitos militares em variadas regiões, agitando o mercado de armas e tecnologias bélicas, levando as nações a investirem grandes somas monetárias para a defesa nacional, acreditando que os inimigos estão em outras regiões ou aqueles que batem as suas fronteiras nacionais, como os imigrantes, que saem de suas nações vitimadas pela miséria e pela exploração, gerando um ambiente de medo e de desesperança, não compreendendo que os maiores adversários estão dentro de nossas fronteiras nacionais, grandes grupos financeiros que se comprazem com lucros estratosféricos, com taxas de juros escorchantes e setores empresariais que pagam salários desumanos e que pregam, usando seus instrumentos de comunicação, o patriotismo nacionalista e são, verdadeiros entreguistas, que vendem seu país, defendem golpes militares ou parlamentares e se comprazem com a miséria da população nacional.
Recentemente, circulou nos meios de comunicação de massa, matérias que mostravam o aumento da desigualdade econômica na sociedade internacional, publicações que mostravam este verdadeiro escárnio mundial, onde as raízes desta situação de degradação se faz, cada vez mais evidente, onde os bilionários crescem rapidamente e dominam a sociedade global, comandando as instituições políticas e garantindo seus benefícios imediatos, controlando as estruturas econômicas e produtivas, garantindo isenções fiscais e financeiras para suas próximas gerações e difundem a ideia, bem construída, da meritocracia e o poder do empreendedorismo, falácias do mundo dominado pelo grande capital improdutivo.
As discussões mais importantes para estruturar a sociedade mundial estão sendo deixadas de lado, as conversas que prosseguem servem para estimular ódios e ressentimentos, grupos muito bem-organizados que investem grandes somas de recursos monetários para degradar a reputação dos indivíduos que pensam diferente, vídeos que fomentam a mentira e a desinformação crescem e são alavancadas por empresas de tecnologias, visando estimular inverdades, provocar violências, medos e conflitos generalizados. Neste cenário, os verdadeiros assuntos que poderiam melhorar as condições de vida da população, discussões que mostram as verdadeiras lacunas nacionais e internacionais estão sendo escondidas ou escamoteadas para perpetuar as condições de vida existentes na contemporaneidade, um verdadeiro conflito generalizado de todos contra todos, o resultado de tudo isso, todos conhecemos, uns poucos mais ricos e poderosos e uma grande massa de degradados, empobrecidos e sem perspectivas de melhorias futuras. Assim caminha a humanidade…
Vivemos um momento estratégico para a sociedade brasileira, os conflitos crescem, as violências aumentam e a pobreza cresce, neste instante, precisamos saber o que queremos do futuro, será que queremos vender nossos patrimônios e nossas riquezas, entregando nossos rumos a outra nação ou precisamos compreender que estamos num momento interessante e devemos tomar conta da nossa soberania e de nossa autonomia. Acorda Brasil…
Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel de Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e Professor Universitário.