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	<title>Ary Ramos &#8211; Ary Ramos</title>
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	<description>A grandeza não está naqueles que recebem honras, mas sim naqueles que as merecem. - Aristóteles</description>
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		<title>Donos do mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 18:41:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coluna Semanal]]></category>
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					<description><![CDATA[Vivemos numa sociedade marcada por novos valores internacionais, as regras estão sendo transformadas todos os dias, os modelos de negócios, anteriormente exitosos, estão sendo contestados diuturnamente, as instituições globais criadas, no pós-segunda guerra mundial, para criar um espaço de crescimento econômico e de desenvolvimento social estão sendo desmontadas e os governos hegemônicos usam seus poderes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos numa sociedade marcada por novos valores internacionais, as regras estão sendo transformadas todos os dias, os modelos de negócios, anteriormente exitosos, estão sendo contestados diuturnamente, as instituições globais criadas, no pós-segunda guerra mundial, para criar um espaço de crescimento econômico e de desenvolvimento social estão sendo desmontadas e os governos hegemônicos usam seus poderes bélicos e militares para subjugar outros povos, impondo seus interesses e garantindo seu poder no xadrez internacional.</p>
<p>Estamos sentindo na pele o surgimento de novas formas de organização produtiva, a ascensão do mundo digital está criando novas estruturas econômicas e produtivas, organizações criadas há poucos anos estão sendo negociadas e comercializadas no cenário internacional, por bilhões de dólares, destruindo modelos econômicos tradicionais e organizações consolidadas, além de colocar  em xeque milhões de empregos, afetando famílias e comunidades inteiras, além de espalhar sentimentos conflituosos, agressividades represadas e violências crescentes.</p>
<p>Estamos vivendo uma sociedade marcada pelo grande poder do mercado financeiro internacional, são eles os donos no mundo contemporâneo, definem a política econômica das nações, comandam as taxas de juros das Autoridades Monetárias, estruturam os instrumentos de pagamentos, comandam os rumos dos Bancos Centrais colocam as taxas de câmbio nos patamares mais rentáveis e, muitos ainda, acreditam, que vivemos numa sociedade democrática e temos liberdade de expressão e de pensamento. </p>
<p>Os três maiores gestores de ativos do mundo, Black Rock, Vanguard e Fidelity administram mais de US$ 30 trilhões, valores maiores de que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, detêm ações de empresas nas mais variadas regiões de mundo, controlando recursos e comandando direta ou indiretamente, muitas organizações são vistas como empresas de capital nacional e, na verdade, são braços controlados por estes conglomerados estrangeiros gestores de ativos e dotados de grande poder econômico e financeiro, com influência marcante sobre os governos, as autoridades monetárias e os fundos de investimentos.</p>
<p>Destacando o xadrez do poder internacional, precisamos destacar a força e a influência das grandes empresas de tecnologia, as chamadas Big Techs, onde destacamos Meta (Facebook e Instagram), Alphabet (Google), Microsoft, Amazon, Apple, Nvídia e Tesla, todas organizações dotadas de grande poder e seus valores de mercado são assustadores, todas empresas norte-americanas e usam seu poder para manter seu poderio e impedir que os governos nacionais usem instrumentos institucionais para regular, afetar seus ganhos e limitar sua capacidade de influenciar os cidadãos, vender seus produtos, valorizar suas ações e garantir lucros estratosféricos.</p>
<p>Vivemos num momento de grandes transformações na sociedade internacional, a riqueza, antes atrelada a valores materiais passou a ser associada ao conhecimento científico, a imaterialidade e a reflexão crítica, neste ambiente, a sociedade brasileira está tendo a oportunidade de construir novos horizontes, somos detentores de produtos imprescindíveis para a economia do século XXI, possuímos energias renováveis, somos detentores de minerais críticos e terras raras, além de sermos uma sociedade criativa e empreendedora, precisamos apenas construir um projeto de futuro e canalizar nossas energias em discussões produtivas e lucrativas, abandonando visões atrasadas, entreguistas e rechaçar os defensores do complexo de vira latas que perpetuam nosso subdesenvolvimento e nosso atraso moral.</p>
<p>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.</p>
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		<title>Novos ventos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 23:12:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coluna Semanal]]></category>
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					<description><![CDATA[Nestas últimas décadas percebemos inúmeras transformações na economia mundial, o processo de globalização alterou fortemente as estruturas produtivas, novos comportamentos se espalharam para todas as regiões do globo, a globalização reconfigurou as estruturas produtivas internacionais, tudo isso, contribuiu imensamente para o surgimento de novos valores, novos comportamentos e uma nova volatilidade. Desde os anos 1980 [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Nestas últimas décadas percebemos inúmeras transformações na economia mundial, o processo de globalização alterou fortemente as estruturas produtivas, novos comportamentos se espalharam para todas as regiões do globo, a globalização reconfigurou as estruturas produtivas internacionais, tudo isso, contribuiu imensamente para o surgimento de novos valores, novos comportamentos e uma nova volatilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde os anos 1980 a sociedade internacional passou por grandes alterações estruturais, novos valores e novas formas de organização produtiva, a teoria econômica dominante passou a defender mais mercados e menos Estado, onde os ideários econômicos e políticos passaram a divulgar conceitos como privatização, desregulação, abertura econômica, redução do papel do Estado na economia, dentre outras, ideias ligadas ao pensamento neoliberal, todas estas medidas eram vistas como o instrumento para que as nações subdesenvolvidas conseguissem alavancar seu crescimento econômico, com incremento da produtividade do trabalho, melhora nas condições de vida da população e levando estas nações ao tão sonhado desenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Países como o Brasil e a América Latina, abraçaram, sem titubear, este novo ideário econômico, motivado e estimulado pelos países desenvolvidos ocidentais, desta forma, passaram a diminuir o papel do Estado na Economia, iniciaram a venda do patrimônio público nas mais variadas áreas e setores, reduzindo as regras, as fiscalizações e as regulações dos sistemas econômicos, passando a abrir espaço para os setores privados, onde os mercados passaram a ser os grandes condutores e alavancadores da economia, gerando, como num passe de mágica, mais prosperidade, mais riqueza e bem-estar para a sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos 1990, as instituições multilaterais, dependentes das nações desenvolvidas ocidentais, passaram a pressionar os governos nacionais a abrirem suas economias e atraindo grandes conglomerados internacionais, desta forma, esta abertura trouxe, como efeito colateral, a fragilização dos setores produtivos nacionais, a chamada desindustrialização, que transformou as estruturas produtivas e contribuíram, ativamente, para a perpetuação de um modelo econômico agroexportador baseado em produtos de baixo valor agregado, aumentando a dependência da importação de máquinas, equipamentos e tecnologias externas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, percebemos que este ideário neoliberal vem perdendo espaço na agenda econômica global dos países desenvolvidos, como demonstrou o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), sugerindo que o mundo está entrando em uma nova fase, onde nações como França, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos, Rússia, dentre outras, estão nacionalizando empresas de energia, ferrovias, saneamento básico, telecomunicação, siderurgias, além disso, muitos governos passaram a controlar recursos minerais estratégicos, como terras raras, lítio, ouro, urânio, níquel, etc&#8230; produtos fundamentais para o domínio das cadeias globais de produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As alterações do sistema econômico mundial são violentas e exigem, dos setores produtivos, uma integração com governos nacionais, precisamos construir uma nova governança entre Mercado e Estado, deixando de lado as teorias neoliberais ultrapassadas e entreguistas. As nações que embarcaram cegamente nestas ideias foram penalizadas, perderam espaço no sistema econômico global, foram superadas por outras nações e viram seus poderes locais e regionais se reduzirem e, ao mesmo tempo, foram ultrapassadas por nações asiáticas que se afastaram do neoliberalismo, centrando no planejamento, no intervencionismo governamental, nas políticas públicas, atraindo tecnologias, com subsídios estatais e exigências para investidores internacionais. Neste cenário, onde os defensores do pensamento neoliberal estão mudando de ideia e revendo políticas, percebemos que, no Brasil, ainda estamos abraçados neste pensamento e, infelizmente, estamos perpetuando nossa dependência, nosso entreguismo e ainda, acreditamos que somos modernos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.</strong></p>
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		<title>Ilusões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 21:07:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vivemos momentos nebulosos e transformadores, marcados por inúmeras oportunidades e desafios e, ao mesmo tempo, dificuldades e aprendizagens constantes, onde os seres humanos estão em movimentos cotidianos, marcados por incertezas, desequilíbrios íntimos e novos comportamentos sentimentais, afetivos e emocionais. Neste cenário, percebemos o crescimento de ilusões constantes e variadas, onde as redes sociais passaram a [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Vivemos momentos nebulosos e transformadores, marcados por inúmeras oportunidades e desafios e, ao mesmo tempo, dificuldades e aprendizagens constantes, onde os seres humanos estão em movimentos cotidianos, marcados por incertezas, desequilíbrios íntimos e novos comportamentos sentimentais, afetivos e emocionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário, percebemos o crescimento de ilusões constantes e variadas, onde as redes sociais passaram a ganhar relevância na vida dos indivíduos e das organizações, criando valores novos, necessidades crescentes, desejos pessoais e comportamentos variados, levando os sistemas econômicos e produtivos a se reinventarem, exigindo novas estratégias para atingir seu público, instrumentos novos de monetização e, no mundo digital, novos espaços de curtidas e <em>like</em>s constantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste ambiente, percebemos o crescimento e a consolidação do mundo digital, as pessoas estão namorando no mundo virtual, os indivíduos estão estudando, se qualificando e se capacitando à distância, as conversas pessoais perdem a relevância e a centralidade, passando a ser substituídas por conversas nos meios digitais, criando novas formas de sociabilidade, gerando desafios inéditos e, ao mesmo tempo, criando novas oportunidades, uma verdadeira revolução está acontecendo na sociedade contemporânea, com grandes progressos e, ao mesmo tempo, variados retrocessos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste novo ambiente, a concorrência cresce de forma acelerada, os agentes econômicos e produtivos sentem um incremento na competição, levando estes agentes a estarem sempre abertos para as movimentações dos mercados, este mercado que não se restringe aos concorrentes locais ou regionais, agora percebemos que a competição contemporânea é global, nossos concorrentes estão alojados em todas as regiões do mundo, aumentando os desafios, os medos e as instabilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste ambiente marcado por intensa competição que exige uma verdadeira estratégia de atuação, onde as organizações, os governos e os trabalhadores precisam atuar conjuntamente, onde todos os setores devem se comprometer, os governos precisam desburocratizar, combater os desperdícios e a corrupção generalizada, investir fortemente em infraestrutura e aumentar os dispêndios em ciência, pesquisa e tecnologia. No lado das organizações, precisamos reduzir os subsídios e os protecionismos, investir fortemente em uma integração constante com as universidades e os centros de pesquisas, angariando informações e dados estratégicos para a competição internacional. Aos trabalhadores, é importante investir fortemente no incremento da produtividade do trabalho, capacitando a força de trabalho e exigindo uma melhoria dos setores educacionais, criando oportunidades e espaços de construção de utopias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas nações que alcançaram grandes níveis de desenvolvimento econômico, os setores produtivos se integraram imensamente, criando estratégias de crescimento produtivo e sofisticação tecnológica, aumentando a complexidade dos sistemas e deixaram de lado a ilusão de que os mercados, por si só, tendem a levar a economia ao desenvolvimento, vide os exemplos dos países asiáticos que fizeram grandes apostas nos Estados Nacionais como instrumento indutor do crescimento econômico, gerando melhorias produtivas, aumentando a renda e melhorando as condições sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nações como o Brasil ainda estão apostando no mito de que o mercado vai levar ao desenvolvimento econômico, vivendo numa ilusão estrutural e se perpetuando no subdesenvolvimento e normalizando as desigualdades sociais, acreditando que sempre conseguiremos comprar tecnologias de ponta como exportadores de produtos primários, extraindo do nosso solo produtos fundamentais para a economia do século XXI e vendendo a preço de banana, beneficiando poucos grupos sociais, os mesmos setores que vendem o país no mercado internacional, entrega nossas riquezas e conseguem angariar apoio de desavisados, mal-informados e entreguistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ary Ramos da Silva Júnior, bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.</strong></p>
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		<title>Desemprego e informalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 19:31:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coluna Semanal]]></category>
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					<description><![CDATA[O crescimento e o desenvolvimento tecnológicos vem ganhando espaço na sociedade contemporânea, gerando, de um lado, entusiasmo, excitação e expectativas positivas, mas do outro lado, percebemos uma grande preocupação com as mudanças no mundo do trabalho, contribuindo, imensamente, para a instabilidade e as incertezas que crescem na sociedade global. No cenário internacional, a sociedade brasileira [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O crescimento e o desenvolvimento tecnológicos vem ganhando espaço na sociedade contemporânea, gerando, de um lado, entusiasmo, excitação e expectativas positivas, mas do outro lado, percebemos uma grande preocupação com as mudanças no mundo do trabalho, contribuindo, imensamente, para a instabilidade e as incertezas que crescem na sociedade global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No cenário internacional, a sociedade brasileira é compradora de tecnologias, somos importadores de produtos, bens e mercadorias sofisticadas que dominam o ambiente global e, ao mesmo tempo, somos exportadores de matérias primas de baixo valor agregado, avançamos pouco em alguns mercados competitivos, mas continuamos dependentes de tecnologias externas, compramos máquinas, softwares e equipamentos refinados, nossos investimentos em ciência e tecnologia são pífios e, ao mesmo tempo construímos um ecossistema de inúmeras universidades públicas, altamente qualificadas e dotadas de grande conhecimento em variadas áreas e setores, mesmo assim, degradamos nosso patrimônio, destruímos nossa infraestrutura científica e expulsamos pesquisadores qualificados para outras regiões do mundo, desta forma, continuamos dependentes do mercado internacional e perpetuamos, internamente salários precarizados, informalidade elevada e péssimas condições de sobrevivência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, percebe-se que a estrutura de emprego e renda permanece marcada pela precariedade. Embora os dados oficiais indiquem a geração de inúmeros postos de trabalho e apontem para baixos índices de desemprego, observa-se que grande parte dessas vagas é caracterizada por baixos salários, jornadas de trabalho intensas, elevada rotatividade e reduzida proteção social. Como consequência, perpetua-se um cenário de deterioração das relações de trabalho, marcado pelo crescimento da informalidade, pela redução dos rendimentos dos trabalhadores e pelo aumento da exploração da força de trabalho. Além disso, essa realidade exerce forte pressão sobre o sistema de seguridade social, podendo comprometer sua sustentabilidade financeira nas próximas décadas e impor desafios significativos às futuras gerações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Percebemos ainda, governos que estimulam o crescimento econômico através de uma política fiscal expansionista e, ao mesmo tempo, utilizam uma política monetária restritiva, ou seja, aumentamos os gastos públicos, geramos empregos e informalidade e utilizamos taxas de juros elevadas que impulsionam o endividamento da população, com isso, os governos adotam políticas públicas para reduzir o endividamento, criando inúmeros refis, o desenrola I, II&#8230; até quando?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos um verdadeiro ornitorrinco, estimulamos a economia, aumentamos os investimentos públicos, construímos políticas públicas exitosas, aumentamos o emprego formal, movimentamos o sistema produtivo, agitamos o mercado de consumo e, posteriormente, percebemos pressões fortes dos preços e o retorno do conhecido mostro da inflação. Neste cenário, as pressões de preços pressionam a Autoridade Monetária a aumentar as taxas de juros, elevando o endividamento das empresas, dos governos e dos indivíduos, ou seja, estamos correndo atrás do rabo, postergamos decisões estratégicas há décadas, gerando uma verdadeira classe de rentistas e financistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos perpetuando um modelo deletério para a sociedade brasileira, precisamos atacar desequilíbrios estruturais da economia nacional, não aumentaremos a produtividade do trabalhador sem fortes investimentos em ciência, pesquisa e tecnologia, não conseguiremos reduzir as variadas desigualdades sociais que se espalham na sociedade sem uma verdadeira reforma tributária que impacte sobre a renda e a propriedade, não conseguiremos eleger representantes capacitados e conscientes de suas responsabilidades sociais sem uma verdadeira transformação educacional, onde os filhos dos pobres possam ter as mesmas oportunidades dos filhos dos ricos, como infelizmente todos os requisitos listados anteriormente nos parecem distantes, neste momento de eleições, precisamos escolher entre os candidatos, os menos piores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ary Ramos da Silva Júnior, Doutor em Sociologia e professor universitário.</strong></p>
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		<title>Dilemas econômicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2026 23:28:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coluna Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[O mundo contemporâneo nos impõe grandes desafios e oportunidades, este ambiente marcado pelo crescimento da tecnologia, pelo aumento da concorrência e por um cenário de grandes incertezas exigem uma grande liderança com capacidade de compreender as mudanças econômicas, as transformações políticas e geopolíticas, sob pena de ficarmos para trás nos novos arranjos econômicos e produtivos, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O mundo contemporâneo nos impõe grandes desafios e oportunidades, este ambiente marcado pelo crescimento da tecnologia, pelo aumento da concorrência e por um cenário de grandes incertezas exigem uma grande liderança com capacidade de compreender as mudanças econômicas, as transformações políticas e geopolíticas, sob pena de ficarmos para trás nos novos arranjos econômicos e produtivos, perdendo espaço nas cadeias globais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário, encontramos uma economia marcada por grandes dificuldades e inúmeros dilemas, de um lado, sabemos que precisamos crescer economicamente para incluir a população no mercado de consumo e, de outro lado, o governo não possui força política para mudar este modelo econômico. O crescimento da economia demanda taxas de juros reduzidas, estabilidade das regras, capital humano capacitado e boas condições de investimentos produtivos, tudo isso contribui diretamente para que a economia cresça e se diversifique, gerando emprego e desperte o espírito animal dos setores produtivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos num ambiente econômico, onde as taxas de juros elevadas foram escaladas para evitar que os preços não aumentem de forma exagerada e a inflação não ganhe espaço no cotidiano da população, inflação essa que reduz a renda e empobrece a população, gerando graves constrangimentos políticos e eleitorais para os governos. No caso nacional, com estas taxas de juros elevadas, vivemos estimulando um ambiente descrito pelos economistas como <em>stop and go, </em>a economia cresce um pouquinho e depois perde tração e os governos são obrigados a aumentar as taxas de juros internas para evitar o crescimento inflacionário. Com o aumento dos juros a renda da população se reduz, o desemprego cresce e o salário dos trabalhadores perde espaço, desta forma os grandes ganhadores deste modelo são os rentistas e os financistas, não investem nenhum centavo, controlam os meios de comunicações, manipulam comentaristas econômicos com mesadas generosos e difundem que os vilãos desta situação são os ganhadores das políticas públicas governamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos 1990, o governo brasileiro seguiu o receituário liberal dominante na época, que preconizava o livre fluxo de capitais externos, onde os recursos estrangeiros poderiam entrar e sair rapidamente nas economias, sem restrições tributárias e sem amarras institucionais, desta forma os “investidores” externos tinham mais liberdade e poderiam escolher os ambientes mais atrativos, locais que garantissem grandes retornos econômicos, privatizações de ativos governamentais e aberturas econômicas, além de facilidades de movimentações financeiras, todas essas vantagens que beneficiam os rentistas existem desde então, os governos (alguns vistos como de esquerda e outros de direita) se alternaram nestes trinta anos e nenhum se mobilizou para reduzir essa liberalização financeira e seus custos econômicos e produtivos para a economia nacional, este modelo econômico e financeiro estimula a jogatina interna e transforma o país num verdadeiro paraíso fiscal e impede a construção de um verdadeiro projeto nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos num ambiente onde os juros elevados estão no centro do modelo econômico implantado nos anos 1990 como forma de remunerar os capitais especulativos e limitando os investimentos produtivos, isso acontece porque ao reduzir os juros internos os capitais estrangeiros fogem do país, desvalorizando o câmbio e pressionando os preços internos, exigindo juros elevados para estabilizar o câmbio e reduzir os preços. Estamos vivendo um dos grandes dilemas econômico e não vislumbro uma solução definitiva, para resolver este dilema precisamos de força política, algo impensável num ambiente polarizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.</strong></p>
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		<title>Desigualdade Social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 21:45:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um dos maiores desastres brasileiros é a desigualdade social que crassa a sociedade nacional, somos um país caracterizado por uma das naturezas mais extraordinárias do globo terrestre, somos detentores de clima agradável, recursos naturais que enchem os olhos de outras nações, somos detentores de um verdadeiro ecossistema de recursos naturais e sustentáveis, estamos no centro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um dos maiores desastres brasileiros é a desigualdade social que crassa a sociedade nacional, somos um país caracterizado por uma das naturezas mais extraordinárias do globo terrestre, somos detentores de clima agradável, recursos naturais que enchem os olhos de outras nações, somos detentores de um verdadeiro ecossistema de recursos naturais e sustentáveis, estamos no centro das discussões contemporâneas referentes a energia limpa e sustentabilidade, possuímos recursos minerais estratégicos para a economia do século XXI e, mesmo assim somos um dos países mais desiguais do mundo, uma verdadeira vergonha internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta trajetória de atraso e dependência estrutural, desde o descobrimento somos uma nação marcada pela pilhagem e pela exploração constantes, mais de trezentos anos de extração econômica pela metrópole europeia, somos uma nação constituída pela escravidão e pela espoliação do trabalho negro, uma classe social fortemente marginalizada e marcada por salários aviltantes, péssimas condições de vida, habitação degradante e indigna, desprovida de saneamento básico e das mínimas condições de sobrevivência, além de uma exploração constante, tudo isso gera uma nação marcada pela atraso institucional e civilizacional, com uma pequena “elite” detentora de benefícios hereditários, isenções tributárias e subsídios fiscais que servem para reproduzir essa situação de indignidade e vergonha generalizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados recentes divulgados pelo Relatório da Desigualdade Global divulgado em 2025 pelo World Inequility Lab, liderado pelo economista francês Thomas Piketty, colocam o Brasil na quinta posição entre os 216 países em desigualdade de renda, uma situação vergonhosa internacionalmente, mostrando que, mesmo sendo detentores de grandes riquezas naturais e minerais, não somos capazes de transformar nossas riquezas em melhorias substanciais de vida para nossa população, muito pelo contrário, nossa condição destacada no relatório mostra nosso secular atraso institucional, nossa acomodação social e a incapacidade de indignação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente o Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que o Brasil apresentou um aumentou de 1,3% no Gini, indicador utilizado para medir desigualdade, de 2024 e 2025, mesmo assim, somos, há décadas um dos países mais desiguais do mundo e não temos sinais de sair dessa posição. Numa sociedade marcada por grandes transformações estruturais, com a tecnologia ganhando espaço na sociedade e onde a desigualdade cresce de forma acelerada na sociedade global, o Brasil precisa criar novos instrumentos para reduzir os indicadores de desigualdade social que impactam sobra a sustentabilidade dos grupos sociais, sem isso, as crises em curso na sociedade contemporânea podem gerar constrangimentos e podem levar a sociedade a conflitos inevitáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil conseguiu perder o bônus demográfico e, infelizmente, não conseguirmos levar a sociedade brasileira a um tão sonhado desenvolvimento econômico, com melhoras significativas para a população, os desafios são elevados e reais, reformar a previdência é urgente e atacar os privilégios de castas incrustados no Estado, além de aumentar os investimentos em educação básica, fomentar a pesquisa, ciência e a tecnologia, sendo esses os grandes motores de desenvolvimento das nações, mas antes de tudo, precisamos compreender o que queremos nas próximas décadas, será que queremos continuar como exportadores de produtos primários de baixo valor agregado e importadores de tecnologias?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário de grandes incertezas, as nações estão buscando reconfigurar seus setores econômicos e produtivos e angariar uma maior envergadura para encarar os desafios contemporâneos, passou da hora de encararmos a desigualdade que permeia a sociedade brasileira, limita o desenvolvimento e corrobora para nosso atraso civilizacional.<strong>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Vulnerabilidades internas</title>
		<link>https://www.aryramos.pro.br/vulnerabilidades-internas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 15:39:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coluna Semanal]]></category>
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					<description><![CDATA[Aumento nos conflitos bélicos em variadas regiões do mundo, crescimento desenfreado das tecnologias, investimentos gigantescos em armas e equipamentos de defesa, mudanças estruturais nos modelos de negócios, além do aumento de confrontos fronteiriços e mudanças geopolíticas, que estão gerando instabilidades, culminando em intervenções armadas, matanças generalizadas, assassinatos de lideranças civis e militares, captura de presidente, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Aumento nos conflitos bélicos em variadas regiões do mundo, crescimento desenfreado das tecnologias, investimentos gigantescos em armas e equipamentos de defesa, mudanças estruturais nos modelos de negócios, além do aumento de confrontos fronteiriços e mudanças geopolíticas, que estão gerando instabilidades, culminando em intervenções armadas, matanças generalizadas, assassinatos de lideranças civis e militares, captura de presidente, aumentos nas sanções econômicas e pressões políticas, buscando assim manter o seu poder no cenário econômico e consolidando sua força política.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário de grandes confrontos econômicos e tarifários, encontramos uma nação prostrada em desafios urgentes e imediatos, marcada por fragilidades institucionais, poderes em confrontos constantes, uma “elite” alienada e voltada para seus interesses imediatos e uma sociedade inconsciente dos desafios do mundo contemporâneo, gerando um futuro sombrio e preocupante, onde as eleições  que deveriam ser um espaço de discussão dos grandes desafios nacionais, encontramos uma verdadeira conversa de botequim, recheada de fake news e inverdades que dominam o debate público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos numa nação fortemente dependente de tecnologias estrangeiras, somos grandes produtores de produtos primários, somos líderes de commodities globais, mas somos importadores de fertilizantes, combustíveis, máquinas e tecnologias utilizadas nas fazendas nacionais, compramos equipamentos sofisticados, utilizamos satélites estrangeiros e somos explorados pelas traders internacionais que dominam o mercado global, controlam os preços e concentram a maioria dos ganhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste mundo marcado pelo grande desenvolvimento tecnológico somos dependentes de outras nações mais estruturadas e desenvolvidas, precisamos importar equipamentos bélicos  e militares, adquirimos aviões sofisticados de nações menores e mais desenvolvidos tecnologicamente, compramos satélites estrangeiros para monitorar nossas questões climáticas, somos dependentes de grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs, enviamos nossas bases de dados para as nuvens e entregamos um dos maiores tesouros nacionais, os dados agregados nacionais, informações valiosíssimas em todas as nações, mas no Brasil se tornam espaço de negociata e estímulo para a corrupção e para a malversação de recursos públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste mundo globalizado marcado pela circulação de recursos monetários, percebemos que o nosso país renunciou à nossa capacidade de controlar os fluxos monetários externos, os recursos estrangeiros entram e saem de acordo com interesses imediatos, desta forma, os governos nacionais que se alternam, utilizam-se de nossa elevada taxa de juros para atrair recursos especulativos, fechar as contas externas, que pouco contribuem para o desenvolvimento nacional, muito pelo contrário, perpetuando nosso atraso tecnológico, aumentando nossa dependência externa e contribuindo para nosso endividamento. Neste cenário, entregamos um dos mais importantes instrumentos de política econômica para os tubarões do sistema financeiro internacional, com isso, perpetuamos uma taxa de juro absurda e ultrajante, que serve para parasitar o povo brasileiro e destruir o espírito animal dos criadores da riqueza nacional, os verdadeiros empreendedores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As nações apresentam variadas vulnerabilidades internas, muitos países conseguiram enfrentar suas limitações tecnológicas, investindo fortemente em ciência, pesquisa e tecnologia, estimulando o conhecimento científico, investindo fortemente nas universidades e nos centros de pesquisas, angariando espaços significativos no cenário global. Infelizmente estamos degradando as universidades, destruindo a pesquisa científica e devastando a carreira docente e ainda estamos esperando que outras nações nos salvem das escolhas insensatas, imaturas e irracionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ary Ramos da Silva Júnior, bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.</strong></p>
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		<title>Inteligência Artificial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:32:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coluna Semanal]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos últimos trinta anos a sociedade internacional passou por grandes transformações estruturais, com impactos generalizados para todas as nações, modificando comportamentos, alterando hábitos e inaugurando novos modelos de negócios, gerando desafios e oportunidades, além de causar calafrios, desesperos e medos crescentes. Vivemos num mundo dominado pelas grandes tecnologias e pelo poder do capital financeiro, presenciamos [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos trinta anos a sociedade internacional passou por grandes transformações estruturais, com impactos generalizados para todas as nações, modificando comportamentos, alterando hábitos e inaugurando novos modelos de negócios, gerando desafios e oportunidades, além de causar calafrios, desesperos e medos crescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos num mundo dominado pelas grandes tecnologias e pelo poder do capital financeiro, presenciamos cotidianamente o surgimento de máquinas e equipamentos sofisticados, que estão se espalhando para todas as regiões, diante disso, estamos percebendo o surgimento e a disseminação de novos conceitos, alterando o vocabulário dos indivíduos, conceitos como: robótica avançada, computação quântica, data-centers, criptomoedas, tokenização, computação das nuvens, impressão 3D, inteligência artificial, internet das coisas, algoritmos, dentre outras, estes novos conceitos estão aparecendo nas conversas cotidianas, nas discussões acadêmicas, nas matérias jornalísticas e nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas estas tecnologias estão transformando a sociedade internacional, levando os indivíduos a se preocuparem com o futuro imediato, as pessoas estão com medo de se tornarem obsoletas rapidamente. As novas tecnologias estão transformando o mundo do trabalho, gerando novas ocupações, profissões surgem todos os dias e, muitas vezes, as atividades profissionais tradicionais estão sendo devastadas rapidamente e esquecidas pelas novas gerações, gerando um desemprego estrutural e uma verdadeira precarização do trabalho humano, gerando uma fábula da descartabilidade humana, contada e combatida pelos ludistas ingleses no decorrer do século XIX. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como definido pelo Gemini, a “Inteligência Artificial (IA<strong>)</strong> é um campo da ciência da computação dedicado ao desenvolvimento de sistemas e tecnologias capazes de realizar tarefas que, tradicionalmente, exigiriam a inteligência humana. Em termos práticos, em vez de seguirem apenas regras estritas e linhas de código estáticas, esses sistemas aprendem com dados, identificam padrões e tomam decisões de forma autônoma ou semi-autônoma”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O incremento da Inteligência Artificial está se transformando em um dos grandes desafios para a comunidade internacional, encontramos variadas posições sobre o crescimento desta tecnologia. De um lado encontramos os catastrofistas, que acreditam que a Inteligência Artificial vai aumentar as destruições do emprego, fomentando novos conflitos sociais e as previsões são sombrias e preocupantes. De outro lado, encontramos os chamados entusiastas, que acreditam que esta tecnologia vai impulsionar o desenvolvimento da economia global, trazendo melhoras substanciais para a comunidade mundial, impactando a saúde e as políticas públicas, diminuindo os desperdícios e impulsionando as melhorias sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário marcado por dúvidas e discussões, é importante descartarmos as visões extremadas que pululam nos debates contemporâneos e estimularmos a compreensão dos verdadeiros potenciais da Inteligência Artificial, fortalecendo a regulação social desta nova tecnologia, impedindo a monopolização desta tecnologia nas mãos de poucos atores produtivos globais, evitando que os investimentos exagerados levem a construção de uma verdadeira bolha especulativa que pode gerar graves constrangimentos para toda a economia internacional, destruições de empregos, falências de empresas e obrigando a intervenção dos governos nacionais a socializar os prejuízos, gerando graves desfalques nos orçamentos públicos e salvando da bancarrota grupos dominantes que, com sua irracionalidade, levaram crises financeiras ao sistema, com a destruição de empregos e a degradação das condições de vida de milhões de indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia sempre gerou preocupação para os trabalhadores, anteriormente esta tecnologia impactava os trabalhadores pouco qualificados, agora, neste momento, a tecnologia está mirando os engravatados, os consultores e os bem remunerados do capital, neste ambiente, as preocupações com a saúde mental tendem a permanecer por muito tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.</strong></p>
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		<title>Grandes transformações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 18:39:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coluna Semanal]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos últimos anos os indivíduos passaram a se perguntar constantemente sobre o que está acontecendo com a sociedade internacional, afinal são tantas e variadas transformações estruturais que as pessoas estão atônitas, perplexas e preocupadas com os rumos que a sociedade global está tomando, os modelos construídos anteriormente estão sendo transformados muito rapidamente, os valores estão [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos os indivíduos passaram a se perguntar constantemente sobre o que está acontecendo com a sociedade internacional, afinal são tantas e variadas transformações estruturais que as pessoas estão atônitas, perplexas e preocupadas com os rumos que a sociedade global está tomando, os modelos construídos anteriormente estão sendo transformados muito rapidamente, os valores estão sendo devastados, os relacionamentos estão sendo modificados, os comportamentos estão em constante alteração, criando preocupações constantes e medos variados, gerando um verdadeiro calafrio coletivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste espaço, gostaria de analisar quatro grandes transformações simultâneas que, em conjunto, representam uma ruptura maior do que qualquer geração enfrentou nos últimos séculos, gerando grandes preocupações estruturais na sociedade: a ascensão da inteligência artificial, a crise climática e a transição energética, o retorno da multipolaridade e o colapso demográfico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Inteligência Artificial está transformando todos os setores da sociedade, gerando alterações no conhecimento, reescrevendo as regras da economia , modificando a segurança nacional, gerando fortes instabilidades e incertezas no mundo do trabalho, criando inúmeros desafios e exigindo da sociedade contemporânea uma reestruturação educacional, melhorando seu capital humano e fortalecendo a pesquisa, a ciência e a tecnologia, sob pena de ficar para trás e criar graves constrangimentos para a sociedade, desemprego crescente, degradação das condições sociais e criando espaço para grandes revoluções sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crise climática e a transição energética estão criando uma preocupação na sociedade gerando momentos de incertezas e de instabilidades, o modelo energético constituído há mais de duzentos anos, intensivos em combustíveis fósseis, vem impactando fortemente sobre o planeta Terra, o aumento da temperatura está transformando regiões inteiras, criando devastações ambientais, aumentando as enchentes e degradando o solo, com impactos generalizados para a estrutura econômica e produtivo, afetando exportações e incrementando a pobreza e a miséria da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destacando ainda, uma transformação geopolítica em curso na sociedade internacional, o mundo unilateral, centrado no poder unipessoal dos Estados Unidos vem perdendo espaço na sociedade internacional, está surgindo um novo mundo,  um mundo multipolar, onde os polos de poder não se concentram em apenas uma nação, vários países vem ganhando espaço na geopolítica mundial, onde destacamos a China, a Índia, a Rússia e outros atores que reafirmam a sua soberania, passando a rivalizar com o poderio norte-americano, gerando uma verdadeira transformação geopolítica, trazendo para o cenário global novas discussões, novos valores, novos desafios e novas reflexões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro assunto muito discutido na sociedade contemporânea é o colapso da demografia, que está impactando quase todas as regiões do mundo, gerando preocupações crescentes para os países ricos e para as nações pobres, pois a queda da natalidade está impactando e vai gerar desastres crescentes sobre a previdência social dos países, além de gerar um verdadeiro calafrio sobre a saúde e o mercado de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste ambiente de grandes incertezas e turbulências crescentes, as sociedades precisam construir uma verdadeira e extraordinária resiliência, instituições sólidas e adaptáveis às constantes movimentações, além de uma grande dose de liderança com visão de longo prazo e cidadãos capazes de tolerar incertezas sem ceder ao pânico ou ao populismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário</strong>.</p>
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		<title>Divisões constantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 22:11:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vivemos momentos de grandes divisões na sociedade contemporânea, poucos assuntos criam consensos na sociedade atual, na grande maioria das conversas percebemos o incremento da intolerância, das agressões e das violências generalizadas, evitando debates importantes e, desta forma, postergamos decisões imprescindíveis e inadiáveis, com isso, percebemos a incapacidade de construirmos um projeto de país, vivemos na [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Vivemos momentos de grandes divisões na sociedade contemporânea, poucos assuntos criam consensos na sociedade atual, na grande maioria das conversas percebemos o incremento da intolerância, das agressões e das violências generalizadas, evitando debates importantes e, desta forma, postergamos decisões imprescindíveis e inadiáveis, com isso, percebemos a incapacidade de construirmos um projeto de país, vivemos na incerteza, na escuridão e desdenhamos decisões importantes num futuro imediato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ideias interessantes, discussões ricas e valorosas são deixadas de lado, as redes sociais, palco das discussões estéreis e desnecessárias, estimulam as violências crescentes e impedem uma discussão mais sólida e mais consistente, o que percebemos é o incremento da lacração, o crescimento das mentiras, das <em>fake news</em> e dos ressentimentos, espalhando medos, pavores e cancelamentos, deixando a impressão de que estamos numa nau sem rumo, sem horizontes, sem perspectivas e neste cenário, cada indivíduo defende seus interesses imediatos, criando um guerra de todos contra todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Os setores políticos se digladiam abertamente, todos os dias, os poderes que foram construídos para fortalecer os laços da sociedade, criar um ambiente de respeito e harmonia, para estruturarmos uma sociedade marcada por regras, justiça e solidariedade. Ao contrário, percebemos uma guerra de todos contra todos, cada um observando seus interesses imediatos, cada poder usa seus instrumentos para garantir seus benefícios financeiros, seus penduricalhos, suas emendas parlamentares e suas indicações políticas, gerando uma verdadeira batalha campal entre os poderes da República, onde a sociedade, de forma geral, é o grande prejudicado, desta forma, estamos perpetuando um atraso institucional e aprimorando os privilégios que dominam a sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No setor produtivo este conflito cresce de forma acelerada, estimulando uma divisão estrutural na sociedade. Setores que demandam juros baixos, crédito abundante e ambiente salutar para o investimento produtivo, perdem espaço na sociedade e deixam de gerar empregos de qualidade e melhorar o bem-estar social da comunidade, em detrimento, percebemos o fortalecimento de setores que vampirizam as riquezas nacionais e crescem com taxas de juros estratosféricas, estimulando a agiotagem, as aplicações financeiras improdutivas, as empresas de <em>bets </em>e dos setores ligados asjogatinas desenfreadas, além das fintechs, muitas delas patrocinadas pelo crime organizado que atuam diretamente para lavar dinheiro, financiar corrupção e esconder falcatruas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa sociedade marcada por grandes transformações como a contemporânea, onde a tecnologia está transformando todas as arestas sociais, redefinindo o futuro imediato, alterando os valores e devastando o mundo do trabalho, encontramos uma sociedade cindida, sem projeto para o futuro, onde os grupos se digladiam em busca de seus interesses privados, fugindo das discussões estruturais e naturalizando as agruras sociais que perpetuam nosso atraso histórico e desastre institucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário, encontramos uma sociedade amorfa, uma elite agressiva e individualista, sem nacionalismo aparente, sem projeto de país e louca para leiloar a nação, entregando nossas riquezas naturais e vendendo todo o patrimônio público, esperando valores monetários suculentos, acreditando que, com este leilão será agraciada com recursos financeiros gigantescos e que possam garantir, apenas para seus grupos políticos, uma aposentadoria vultosa e garantida, mais uma vez, uma parceria estratégica com os donos do poder financeiro global, perpetuando uma condição desigual e recorrente, &nbsp;que condena a sociedade a pobreza e ao eterno subdesenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário</strong>.</p>



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