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	<title>Carta Mensal &#8211; Ary Ramos</title>
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	<description>A grandeza não está naqueles que recebem honras, mas sim naqueles que as merecem. - Aristóteles</description>
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		<title>Carta Mensal – Fevereiro/2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Dec 2024 19:56:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carta Mensal]]></category>
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					<description><![CDATA[O mês de fevereiro de 2024 nos trouxe grandes novidades que tem todo potencial para se prolongar por todo ano, com impactos generalizados nas lógicas econômica e política, gerando debates calorosos entre a oposição, na maioria Bolsonaristas, e os grupos intitulados de progressistas. Neste mês, as investigações da Polícia Federal sobre o golpe de Estado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mês de fevereiro de 2024 nos trouxe grandes novidades que tem todo potencial para se prolongar por todo ano, com impactos generalizados nas lógicas econômica e política, gerando debates calorosos entre a oposição, na maioria Bolsonaristas, e os grupos intitulados de progressistas.</p>
<p>Neste mês, as investigações da Polícia Federal sobre o golpe de Estado ganharam elementos novos, com o surgimento de novos áudios, conversas vazadas que colocaram o ex-presidente Jair Bolsonaro no centro das preparações para o golpe de Estado, gerando graves constrangimentos políticos e levaram-no a adotar uma política mais defensiva e, posteriormente, organizando novos movimentos de apoio, que culminaram num evento na avenida Paulista no final de fevereiro, marcados por variados grupos de apoiadores. Neste momento, percebemos que o movimento a favor do ex presidente perdeu algum apoio, mesmo sabendo que poucos políticos teriam condições de organizar um evento como este, mesmo percebendo uma queda de apoio,precisamos destacar que ainda mantem um público cativo e fiel, mesmo sabendo das investigações em curso e, principalmente as variadas evidências de participação, desvios de recursos e variados questionamentos.</p>
<p>Neste mês percebemos a entrada dos militares nas investigações, com prisões de alguns e a criação de um clima de perseguições, lembranças das movimentações históricas ocorridas no período pós-governo militar que aumentaram os espaços de anistias gerais e irrestritas, desde então, os militares nunca foram punidos por um capítulo sangrento da história nacional, deixando uma lacuna negativa para a compreensão das memórias nacionais.</p>
<p>Percebemos algum tipo de cisão nos movimentos da extrema-direita, onde surgem grupos com interesses diferentes, com novas bandeiras, novos comportamentos e o surgimento de novos atores, desta forma, percebemos novos confrontos dos mais tradicionais defensores das pautas conservadores e o crescimento de novos grupos, com novas pautas e com confrontos com ideias anteriores, gerando nítidas cisões políticas e interesses diferenciados.</p>
<p>No campo da política monetária, encontramos novas movimentações do Serviço Especial  de Liquidação e Custódia (SELIC), a taxa de juros que remunera os títulos públicos. Em fevereiro, a Autoridade Monetária reduziu para 11,25%, iniciando uma consolidação da queda dos juros, com impactos positivos sobre a atividade econômica e um respiro para os setores produtivos, atores importantes para o comportamento econômico e, ao mesmo tempo, destravando investimentos relevantes para aumentar a geração de emprego, melhora dos salários e incremento da renda nacional.</p>
<p>Neste período, encontramos graves conflitos entre o governo federal e os setores que receberam desoneração no período da pandemia, onde o Ministro da Fazendo adotou políticas mais efetivas para encerrar as isenções fiscais dos setores de eventos, setor este que foi agraciado por benefícios fiscais temporários, mas muitas das medidas  que eram vistas como temporárias passaram a ser permanentes, gerando graves constrangimentos fiscais do governo federal, iniciando uma queda de braços entre o governo e a iniciativa privada, onde os últimos foram abraçados pelos congressistas da oposição e utilizaram seu poder político para impor ao Ministro da Fazendo uma derrota que, posteriormente, trariam graves constrangimentos para a sociedade brasileira.</p>
<p>Olhando pelos indicadores econômicos, muitos setores do mercado acreditavam que a economia brasileira estava perdendo dinamismo, o crescimento econômico estava dando mostras de fragilização, que poderiam culminar em desequilíbrios nos setores produtivos. A queda de braço entre o governo federal e os condutores da política econômicas e os atores do mercado estavam se mostrando cada vez mais nítida e evidente, onde os primeiros buscavam fortalecer as bases fiscais, com mais arrecadação, e reduzir as necessidades de contingenciamentos futuros e os mercados colocavam em xeque as medidas arrecadatórias que priorizavam as receitas e pouco limitavam as despesas.</p>
<p>Destacamos um assunto que gera graves repercussões na sociedade mundial, o crescimento dos conflitos militares entre nações e confrontos dentro das nações, neste momento, em fevereiro de 2024, a guerra entre Ucrânia e Rússia, completava mais de dois anos, com baixas em todos os lados, mas os grandes perdedores deste conflito eram os ucranianos e muitos europeus, que perderam suas fontes de energia barata e tiveram que pagar muito mais para acessar fontes energéticas mais caras e mais distantes, enpobrecendo sua população e gerando graves constrangimentos da população.</p>
<p>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e Professor Universitário.</p>
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		<title>Carta Mensal – Janeiro 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Feb 2024 20:37:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carta Mensal]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[O ano de 2024 começou com avanços substanciais na economia nacional e boas perspectivas para o ano novo, mas percebemos que essas modificações positivas estão assentadas em estruturas frágeis, temos um governo fraco, com uma sustentação no Congresso Nacional limitada e com uma oposição muito empoderada que impõe ao governo federal perdas homéricas, levando o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ano de 2024 começou com avanços substanciais na economia nacional e boas perspectivas para o ano novo, mas percebemos que essas modificações positivas estão assentadas em estruturas frágeis, temos um governo fraco, com uma sustentação no Congresso Nacional limitada e com uma oposição muito empoderada que impõe ao governo federal perdas homéricas, levando o presidente a negociar todos os momentos, alterando projetos e cedendo espaços ao centrão como forma de conseguir aprovar projetos estratégicos para que o governo nacional tenha governabilidade.</p>
<p>As negociações entre o governo federal e o Legislativo é sempre complexa e marcada por inúmeros conflitos, afinal, nestes últimos seis anos, os presidentes eram fracos nas negociações políticas. O presidente Temer era visto como um presidente bastando, sua ascensão estava ligada a um golpe parlamentar para retirar do governo uma presidenta legítima, neste período, o Presidente Temer sempre foi refém do legislativo, sua bancada sempre foi reduzida e marcada pela ascensão do Centrão, que passou a controlar grande parte do orçamento, desta forma seu governo e sua legitimidade sempre foram limitados, levando o governo a entregar partes substanciais do governo como forma de governabilidade, perdendo sua capacidade de gestão e sua reduzida capacidade de liderança. </p>
<p>O governo Bolsonaro tentou inicialmente alguma autonomia política, rechaçando o Centrão inicialmente como forma de gestão diferenciada, mas os resultados foram sofríveis, levando seu governo a entregar, por completo, toda e qualquer negociação política nas mãos do Centrão, empoderando o Congresso Nacional, que passou a controlar e manipular grande parte do orçamento, criando a emenda do relator  ou orçamento secreto e dando mais poderes aos congressistas, desta forma, o Congresso Nacional que saiu nas eleições de 2022 é visto como o mais conservador e reacionário da história nacional. Tudo contribuiu para o empoderamento do Legislativo e fragilizou o Executivo, reduzindo a capacidade do Presidente Luís Inacio Lula da Silva de gerir com maior autonomia e soberania seu governo.</p>
<p>O ano começou com grandes medos e preocupações no nosso vizinho na América do Sul, com a eleição de Xavier Milei na presidência da Argentina, um ultradireitista radical que, desde a campanha trazia propostas desestabilizantes, tais como o fim do Banco Central Argentino, privatização de todas as empresas estatais, acabar com o Mercosul, alinhamento automático com os Estados Unidos e Israel, além de dolarizar a economia argentina, medidas pouco viáveis economicamente, mas que podem gerar graves constrangimentos nas relações bilaterais com os grandes parceiros da Argentina, Brasil e China.</p>
<p>Nestes primeiros dias de governo, o Presidente Milei enviou ao Congresso Nacional mais de 600 alterações de lei, com a criação de um decreto presidencial respaldando inúmeras medidas liberais ou neoliberais, com alterações de venda de empresas nacionais, abertura econômica, redução da burocracia, diminuindo os poderes dos sindicatos, retirando benefícios sociais e previdenciárias, além de extinguir subsídios, encarecendo o preços dos produtos e as mercadorias, tudo isso, mesmo que esses medidas estejam em conversação no Congresso, os resultados imediatos para a economia da Argentina são preocupantes, com incremento da inflação e graves constrangimentos com os maiores parceiros comerciais da Argentina, Brasil e China. É importante destacar, que o presidente argentino carece de poder no Congresso, sua coalizão abarca menos de 15% de um total de 257 deputados, para conseguir aprovação de suas medidas, são necessárias muita capacidade de negociação.</p>
<p>Internamente, destacamos a adoção de uma política industrial, a Nova Indústria Brasil (NIB), que se baseou no conceito criado pela economista italiana Mariana Mazzucato, que se baseia nas chamadas Missões, centrada na busca crescente de produtividade e competitividade, se afastando das chamadas teorias de substituição de Importação. </p>
<p>No novo modelo de Política Industrial, as Missões estavam diretamente ligado a integração em variadas áreas e setores, onde destacamos setores de sustentabilidade, saúde, cadeias agroindustriais, bioeconomia, energias renováveis, dentre outros, que indicam que o Brasil do século XXI vai buscar, efetivamente, se inserir em um mercado de grande potencial, mostrando ao mundo uma forte capacidade de organizar suas estruturas econômicas e produtivas, se destacando em toda a economia internacional.</p>
<p>A política industrial trazida pelo governo federal deve ser visto como um avanço, pois anteriormente falar essa política era vista como um afronta aos economistas liberais, que detonavam os governos e suas políticas intervencionistas. Mas com o Novo Consenso de Washington que está surgindo na comunidade internacional, as políticas industriais passaram a ser aceitas e são recomendadas, uma mudança estrutural.</p>
<p>Embora percebamos que o mês de janeiro é marcado por férias da classe política, percebemos inúmeras descobertas referentes as questões policiais da Polícia Federal com variadas operações que visam investigar vários malfeitos do governo anterior, malfeitos que estavam ligados a financiadores, religiosos, militares e divulgadores de fake News, levando a prisões, perseguições, delações e conflitos variados. Depois de 13 m3ses do novo governo, as investigações policiais estão gerando graves descobertas, confrontos políticos, narrativas, discursos e confrontos, tudo isso, contribuíram para que o Brasil esteja sendo visto como um exemplo positivo de investigações judiciais contra tentativas de golpes de Estados e da ascensão da extrema direita mas acaba gerando mais incertezas e instabilidades no cenário econômico e produtivo, reduzindo investimentos produtivos.</p>
<p>Outro assunto que precisamos destacar é o incremento do conflito entre Israel e o grupo Hamas, um confronto que passou dos 90 dias, com mortes de quase 30 mil pessoas, sendo que a maior parte são mulheres e crianças, destruições generalizadas na infraestrutura, cortes de energias e alimentos, gerando uma crise humanitária na região, gerando protestos internacionais de todas as regiões que pedem um cessar fogo, retomada das conversações diplomáticas e uma reconfiguração geográfica da região.</p>
<p>O mês de janeiro começou com esperanças reduzidas, a mídia comercial está cada vez mais atrelada aos interesses israelenses e dos norte-americanos, desta fora, as esperanças de acabar com o conflito nos parece cada vez mais distante e a destruição nos parece cada vez mais assustadora e imediata.</p>
<p>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e Professor Universitário.</p>
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		<title>Carta Mensal – Dezembro 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Feb 2024 01:59:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carta Mensal]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[O mês dezembro de 2023 foi caracterizado por grandes movimentações da sociedade brasileira, de um lado, ao olharmos as questões econômicas encontramos um grande discussão sobre as questões fiscais do Estado Nacional, uns defendendo a possibilidade de buscarmos o déficit zero, mesmo sabendo que está meta seja improvável e fortemente desafiador, onde teríamos que impor [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mês dezembro de 2023 foi caracterizado por grandes movimentações da sociedade brasileira, de um lado, ao olharmos as questões econômicas encontramos um grande discussão sobre as questões fiscais do Estado Nacional, uns defendendo a possibilidade de buscarmos o déficit zero, mesmo sabendo que está meta seja improvável e fortemente desafiador, onde teríamos que impor um arrocho fiscal violento, incrementando graves desequilíbrios sociais com impactos imediatos sobre a popularidade do governo Lula.</p>
<p>Depois destas discussões o governo destacou a necessidade de, em 2024, encontramos o déficit zero, alegrando os setores ligados ao mercado financeiro, recebendo aplausos dos setores bancários e gestores de fortunas em detrimento de setores mais ligados aos trabalhadores, que são os grandes prejudicados pelo arrocho do Estado Nacional.</p>
<p>Desta forma, percebemos que o governo federal está acenando para os donos dos recursos financeiros e as lideranças dos setores financeiros, adotando políticas que alegram esses setores, desta forma, acreditam que vão conseguir o apoio deste setor, sabendo que não conseguem governar sem o apoio destes setores da economia. Sabendo que estes são os grupos que foram os agentes que estiveram na linha de frente do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, desta forma, o governo Lula três está buscando agradar os donos do poder como forma de evitar de desagradar esse setor e evitando as represálias dos donos do poder, uma estratégia arriscada que podem levar o governo a perder o apoio dos grupos mais fragilizados economicamente.</p>
<p>No mês de dezembro, o governo se utilizou de instrumentos para mostrar todas as políticas que foram implementadas no decorrer do ano, um período marcado pela adoção de uma estratégia de reconstrução de muitos setores da sociedade que foram esquecidos no governo anterior e retomando políticas sociais, tais como projetos que foram reduzidos e renomeados pelo governo de Jair Bolsonaro. Neste ano de 2023, o governo retomou o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), visto como um projeto fortemente gerador de empregos, responsável pela movimentação de variados setores da economia, com injeção de investimentos, movimentação do mercado de trabalho, financiamentos subsidiados, estimulando os setores bancários, além de seguro, logística, construção civil, dentre outros.</p>
<p>Destacamos ainda a retomada de recursos financeiros para os setores de educação, segurança pública, saúde e cultura, setores que seus recursos foram arrochados, gerando forte degradação para variados setores da economia, além de destacarmos programas de reindustrialização, todos setores que foram muito degradados e o presidente se comprometeu com a retomada dos investimentos para a recuperação.</p>
<p>No mês de dezembro foi marcado por uma grande discussão sobre a segurança pública, uma área que os governos progressistas não apresentaram índices positivos, desta forma surge novamente uma discussão se era prudente separar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, criando o Ministério de Segurança Pública para atacar uma das maiores feridas da sociedade contemporânea brasileira, os índices elevados de violência que crassa as cidades nacionais.</p>
<p>Essa discussão aparece com maior força com a indicação do Ministro da Justiça Flávio Dino para o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e de Paulo Gonet para Procurador Geral da República (PGR). Ambos foram sabatinados no Senado Federal e foram conduzidos aos cargos indicados pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Um dos grandes feitos do governo federal em 2023 foi a reforma tributária, medida que estava parada desde décadas anteriores, que geravam grandes constrangimentos para todos os setores econômicos e produtivos, essa medida foi aprovada e promulgada em dezembro pelo presidente da República, movimentando o Congresso Nacional. </p>
<p>Embora percebamos que essa reforma tributária está distante de uma reforma mais abrangente e com impactos generalizados para a economia nacional, a adoção desta nos traz algum alento de melhoras tributárias, com medidas mais progressivas para os setores sociais, reduzindo as medidas esdrúxulas que permanecem em todo o arcabouço tributário nacional. Um dos grandes avanços trazidos pela Reforma foi taxação de fundos exclusivos, além do IVA nacional, desta forma o Brasil entra no rol das nações que atuem essa forma de tributação.</p>
<p>Percebemos ainda, internamente, uma economia que já nos dá sinais claros de desaceleração econômica, onde os estímulos do primeiro semestre estão se enfraquecendo e deixando mostras de incertezas fiscais para o final do ano. Muitos defendem um maior gasto público como forma de estimular o crescimento dos investimentos, fomentando os setores produtivos, aumentando o emprego, incrementando a renda agregada e retomando o crescimento da economia. De outro lado, percebemos que os indicadores fiscais estão preocupantes e precisamos criar uma nova estratégia para melhorarmos os indicadores fiscais, sem isso, o fiscal pode se espalhar para a economia e gerar graves constrangimentos para todo o sistema econômico, gerando incertezas crescente e redução dos investimentos, levando a Autoridade Monetária a elevar as taxas de juros e reduzindo as atividades econômicas e com impactos para a economia nacional.</p>
<p>No campo internacional, os conflitos militares entre Ucrânia e Rússia, percebemos poucas movimentações, onde os ucranianos estão cotidianamente passando a sacolinha para arrecadar recursos para financiar a guerra, onde os governos europeus e os Estados Unidos estão menos afeitos aos investimentos do conflito. No campo da guerra, percebemos que os russos estão mais na frente, ganhando novos territórios e avançando mais efetivamente, mesmo sabendo que o presidente Putin sente que a vitória deste conflito está cada dia mais próximo. </p>
<p>Neste cenário, percebemos as movimentações da Otan, Organização do Tratado do Atlântico Norte, que geram preocupações para os rumos do conflito, isto porque a organização está dando sinais claros de estar se preparando para entrar nesta guerra, com custos altíssimos financeiros e graves constrangimentos para todas as nações, será que estamos visualizando a proximidade de uma terceira guerra mundial? Só o tempo pode nos responder.</p>
<p>Outro grave conflito em curso na sociedade internacional, a guerra entre Israel e Hamas, cujo conflito já deixou mais de 25 mil pessoas mortas, com devastação em todas as regiões da Palestina, com destruição da infraestrutura, matanças generalizadas e críticas internacionais de todas as regiões do mundo. </p>
<p>Esse conflito pode gerar graves constrangimentos para a sociedade mundial, a guerra pode se espalhar por todo Oriente Médio, levando muitas nações a adentrar ao conflito e podendo gerar uma verdadeira guerra mundial, arrastando os países mais desenvolvidos, como os europeus e os Estados Unidos e toda a comunidade árabe e chegando a Rússia, a China e outras nações, desta forma arrastando o mundo a uma terceira guerra mundial, com destruição generalizada.</p>
<p>O mês de dezembro nos mostra as grandes dificuldades para encontrarmos o comportamento correto econômico e necessário para retomarmos o crescimento da economia, no campo político percebemos grandes incertezas e instabilidades, fortalecimento de grupos de extrema direita com posições fortemente fascistas, crescimento de ideias e pensamentos que defendem retrocessos da democracia, estimulando intervenções militares e disseminando fake news como forma de gerar graves constrangimentos, cancelamentos e violências crescentes, gerando uma nação dividida e fortemente degradada. </p>
<p>Neste cenário, percebemos que depois de mais de 12 meses de um governo dito progressista ainda patinamos para reduzir as polarizações que alimentam a degradação e um ambiente de hostilidade e agressividade, sem reduzirmos essas polarizações dificilmente encontraremos o caminha para a reconstrução e o caminho correto para retomarmos o crescimento econômico.</p>
<p>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e Professor Universitário.</p>
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		<title>Carta Mensal – Novembro 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2024 17:22:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carta Mensal]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[O mês de novembro de 2023 foi marcado por grandes discussões referentes ao crescimento do poder do Congresso Nacional, o crescimento do conflito entre o Hamas e o Estado Israelense, além de questões econômicas internas, as brigas entre o governo federal e a oposição, onde percebemos que o embate é mais ideológico entre grupos com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mês de novembro de 2023 foi marcado por grandes discussões referentes ao crescimento do poder do Congresso Nacional, o crescimento do conflito entre o Hamas e o Estado Israelense, além de questões econômicas internas, as brigas entre o governo federal e a oposição, onde percebemos que o embate é mais ideológico entre grupos com visões de vida diferente. No front econômico, percebemos que a economia nacional vem passando por grandes modificações, pela primeira vez percebemos que o governo federal se esforça pra efetivar uma reforma tributária, com o objetivo de rever medidas que impactam sobre o consumo das famílias, com o intuito de simplificar o sistema tributário, visto como um dos mais detalhista do mundo, responsável por grandes imbróglios jurídicos e graves constrangimentos para todos os grupos que tentam empreender na economia brasileira. Depois de grandes embates, os grupos econômicos e políticos conseguiram chegar a um acordo prévio, quase consensual e marcar a votação para o mês seguinte. Se isso acontecer e a reforma for aprovada, a sociedade será beneficiada, com pontos positivos para a economia nacional. Neste embate entre o governo e a oposição, percebemos grandes confrontos no centro do poder, com ameaças de todos os lados, onde cada um deste grupo tentam mostrar seu poder e aumentar a sua capacidade de controlar o outro. Neste embate constante, percebemos que o maior prejudicado é a população, postergando medidas imprescindíveis para alavancar o crescimento econômico e produtivo, atrasando investimentos estratégicos para a economia brasileira e para a melhora dos indicadores econômicos gerais. Mostra ainda, que o governo não possui condições de governabilidade total, sua força política no Legislativo é limitada, não conseguindo passar políticas públicas e mudanças constitucionais que acreditam ser importantes para seu governo e seu projeto político. Contrariamente, percebemos que os grupos oposicionistas são mais fortes do que acreditavam, com força política para fragilizar o governo federal e gerar graves constrangimentos na gestão política. Atualmente, o governo federal vem perdendo espaço em detrimento do fortalecimento do Legislativo, este último está numa posição cômoda, não tem o ônus da gestão pública e fica com todos os bônus das propostas. Destacamos ainda, que o crescimento do Legislativo federal está diretamente ligado o surgimento de governos fracos, tais como os governos Temer e Bolsonaro, este último delegou ao legislativo papeis importantes que deveriam ser feitos pelo Executivo. No front externo, percebemos variados problemas que podem levar a economia a uma retração produtiva. De um lado, o conflito entre Ucrânia e a Rússia, que muitos especialistas acreditavam que levaria os russos a graves constrangimentos internos e seria atropelado pela junção da Ucrânia e os exércitos da Otan (Organização do Tratado do Atlântica Norte), mas a realidade está se mostrando diferente, onde os ucranianos estão destruídos economicamente, com sua infraestrutura massacrada e com a morte de milhares de combatentes, gerando uma verdadeira degradação da nação. No campo russo, os embargos que foram feitos para destruir a Rússia, mas na realidade, aconteceu o inverso. Muitas empresas ocidentais foram absorvidas por empresas russas, muitas empresas foram vendidas a preços módicos e fortaleceu o setor produtivo russo. A guerra levou os países europeus a apoiar a Ucrânia e levou os russos a aumentarem  o preço da energia, impactando fortemente os preços dos combustíveis, gerando aumento de preços internos e o incremento da inflação, obrigando os governos, como o alemão, a subsidiar a energia interna e, para isso, reduziu os repasses para as políticas públicas governamentais, gerando graves constrangimentos internos, queda da renda da população, redução dos investimentos produtivos e um maior desemprego, um verdadeiro constrangimento político que está contribuindo para p fortalecimento dos grupos políticos de extrema direita. No outro front externo, é fundamental destacar que o conflito entre Hamas e Israel vem gerando constrangimentos para a sociedade internacional, motivando variados grupos políticos a confrontos generalizados, uns defendendo as políticas de Israel, destacando que como o país judeu foi atacado por Hamas com mais de 1,2 mil mortes sangrentas, tem o direito de se defender e partir para cima do Hamas como forma de retaliar os ataques recebidos.  <a href="https://millioncounter.com/" target="_blank">katie holmes nude</a> De outro lado, destacamos que a retaliação de Israel foi muito agressiva e desproporcional, atacando toda a região, matando milhares de civis, principalmente mulheres e crianças, destruindo a região da Faixa de Gaza e levando a morte de mais de 20 mil palestinos, uma desproporção pouco vista na história militar da humanidade. Esse conflito vem gerando graves constrangimentos para toda a comunidade, motivando todos os setores, todas as nações a se posicionarem de um lado ou outro, levando a África do Sul representar contra o governo de Israel, onde o país africano defende que o Tratado Penal Internacional puna Israel pelo genocídio dos palestinos. O Brasil adotou uma posição a favor da representação da África do Sul, motivando críticas imensas entre os judeus e a posição do governo brasileiro. Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e Professor Universitário.</p>
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		<title>Carta Mensal – Outubro 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 19:47:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carta Mensal]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[O mês de outubro foi marcado pela recuperação do presidente do Luís Inácio Lula da Silva, depois de uma operação no final de setembro, neste período o Executivo ficou acéfalo, um momento, onde as grandes decisões foram postergadas para o retorno do presidente da República. No campo econômico, percebemos que o Ministério da Fazendo teve [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mês de outubro foi marcado pela recuperação do presidente do Luís Inácio Lula da Silva, depois de uma operação no final de setembro, neste período o Executivo ficou acéfalo, um momento, onde as grandes decisões foram postergadas para o retorno do presidente da República.</p>
<p>No campo econômico, percebemos que o Ministério da Fazendo teve que usar todo seu repertório para defender suas bandeiras, onde podemos destacar o programa Desenrola, medida pensada desde o período eleitoral como uma forma de aliviar uma parcela da população brasileira, já que mais de 70 milhões de consumidores estavam negativados e, desta forma, perderam a condição de consumir normalmente, impossibilitando de acessar crediário e menor cidadania. </p>
<p>Destacamos ainda, neste setembro de 2023, o Ministro da Fazenda Fernando Haddad mandou para o Congresso Nacional as propostas de tributação dos Fundos Exclusivos, que pagavam pouco tributo, gerando fortes deformações no sistema tributário brasileiro, garantindo grandes atrativos para poucos cidadãos em detrimento de toda a comunidade nacional, perpetuando um sistema altamente degradado e gerador de fortes privilégios.<br />
No front econômico, o governo federal vem fazendo uma verdadeira cruzada para encontrar mais recursos para cumprir as promessas de déficit zero para o próximo ano, sabendo que o mercado não acredita e já precificou um déficit na casa dos 0,75% do produto interno bruto, mesmo assim, o Ministério da Fazendo acredita que consegue alcançar seu intuito, desde que consiga aumentar os recursos oriundos das alterações no sistema tributário, com taxação dos fundos e medidas em estudo.</p>
<p>No campo político devemos destacar o fortalecimento do poder do Congresso Nacional em detrimento do poder Executivo. Na última eleição seus resultados foram interessantes, a população elegeu um governo federal progressista e elegeu um Legislativo conservador, na verdade, um Congresso Nacional fortemente conservador, levando o presidente da República a ser obrigado a negociar todos os projetos de interesse do Executivo, tolhendo muitas propostas presidenciais e levando-o a ceder nacos de poder, com grandes recursos e partes substanciais do orçamento como forma de manter a governabilidade.</p>
<p>O crescimento do legislativo está diretamente ligado a ascensão dos governos de direita e de extrema direita, os governos Temer e Bolsonaro, que foram responsáveis pelo fortalecimento deste poder como forma de manter sua governabilidade, muitas vezes terceirizando seu poder para conseguir governar, garantindo bilhões de recursos para manter uma estrutura fortemente degradada, como podemos destacar os recursos do fundo partidário que foram responsável pela perpetuação de grupos políticos e a manutenção de seus privilégios espúrios, garantindo várias reeleições de seus grupos políticos.</p>
<p>O mês de outubro nos trouxe grandes constrangimentos para a sociedade internacional, o ataque do Hamas aos civis israelenses deflagrou um guerra que culminou na morte mais de milhares de pessoas, um conflito que teve repercussões globais, motivando grupos e personalidades a apoiarem um dos lados, gerando constrangimentos diplomáticos, acusações generalizadas em todos os lados, invasões e interesses imediatos, muitos deles são motivados por questões econômicas, além de conflitos religiosos e políticos. A guerra é sempre uma forma degradante de resolver divergências em todas as épocas da humanidade, os resultados são sempre os mesmos, uma forte destruição de variadas regiões, mortes, perseguição de grupos sociais, incremento de xenofobias e graves distorções nos direitos humanos, no limite aumentam os constrangimentos na sociedade internacional.</p>
<p>Esse conflito levou as nações a adotarem posições, ao lado dos judeus encontramos os europeus e os Estados Unidos, com o envio de bilhões de dólares para Israel, além de equipamentos militares, porta aviões, tropas especiais e variados instrumentos militares. De outro lado, percebemos uma defesa com menor ímpeto, embora os discursos dos governos defendam um cessar de fogos e a construção de corredores humanitários para socorrer feridos e enterrar mortos, percebemos que as populações das nações árabes apresentam uma visão mais assertiva em defesa dos palestinos, desta forma, percebemos o crescimento das rivalidades, das agressões e dos discursos acalorados, que podem culminar em movimentos estratégicos e militares que podem escalar o conflito.</p>
<p>Neste cenário, percebemos os constrangimentos de instituições multilaterais como a Organização das Nações Unidas (ONU), que perderam a capacidade de mediar o conflito, perdendo relevância na sociedade global, deixando de auxiliar os momentos de incertezas mundiais e, desta forma, essa instituição precisa de uma reforma para que a chama do pós-guerra mundial possa reacender, dando-a novamente, centralidade no cenário internacional.</p>
<p>Depois de um período de conflito entre Israel e Hamas os resultados do combate são assustadores, milhares de mortos, principalmente crianças e mulheres, milhares de pessoas sem residências e sem condições dignas de sobrevivência, devastação da infraestrutura da Faixa de Gaza, destruição de hospitais e postos de saúde, dentre outras destruições, criando um rastro de devastação na região.</p>
<p>Vivemos momentos de instabilidades e incertezas todos os dias, muitos acreditavam que o controle da pandemia que vitimou mais de 6 milhões de pessoas, apenas no Brasil foram responsáveis por mais de 700 mil mortes, traria uma sociedade mais prudente e mais solidária, mais empática e mais responsável, nada disso aconteceu, estamos numa selva marcado pelo individualismo e o imediatismo, os resultados não serão positivos.</p>
<p>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Especialista em Economia Criativa, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.</p>
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		<title>Carta Mensal – Setembro 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Nov 2023 14:33:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carta Mensal]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O mês de setembro se caracterizou por grandes incertezas e instabilidades, de um lado, percebemos que o comportamento da economia brasileira apresentou alguma melhora, criando grandes esperanças e expectativas positivas, levando o governo federal a espasmos de euforia. Neste período foram enviados ao Congresso Nacional, medidas econômicas importantes e imprescindíveis para o comportamento da economia nacional, partindo do pressuposto de que o novo governo está tentando alterar ou reverter o modelo econômico criado pelo governo anterior, deixando de lado as privatizações, desestimulando medidas liberais ou ultraliberais centradas da diminuição do governo nacional, que foram adotadas em períodos recentes.</p>
<p>Vivemos um momento importante para a economia nacional, com modelos econômicos se digladiando, um mais entreguista, mais internacionalista, mais privatizante, centrado em redução do Estado na economia, com menos políticas públicas e baseado em um discurso fortemente moral e religioso. De outro lado, encontramos uma discussão mais intervencionista, mais centrado em políticas públicas, com mais Estado Nacional e mais atuação no contexto internacional. </p>
<p>Na verdade, os dois modelos econômicos e políticos são diferentes, com trajetórias opostas e podem ser definidos, um mais de centro esquerda e o outro mais de direita, embora sabemos que essas definições são pouco precisas, pois ambas adotam políticas que perpassam vários campos políticos e ideológicos, essa discussão gera grandes constrangimentos para a economia nacional.</p>
<p>Destacamos as mais repercussões políticas das descobertas da CPMI do 08 de janeiro, que levaram várias personagens ao crivo de depoimentos e constrangimentos variadas, com ex-Ministros de Estado, representantes militares, policiais, políticos e variados pessoas importantes pelos governos anteriores, acionando conflitos constantes nos mais variados campos políticos, aumentando os confrontos entre grupos sociais e políticos e contribuíram para a piora do ambiente institucional.</p>
<p>Destacamos as discussões no campo político, de um lado encontramos um governo com frágil força política no Congresso Nacional, sabendo que o Executivo possui apenas algo em torno de 140 deputados, que exigem uma constante negociação política, que na verdade não seria um grande problema se as discussões fossem mais qualificadas, infelizmente, percebemos uma discussão pobre e centrado em ganhos imediatos, sem uma visão mais consistente para a sociedade nacional, apenas interesses mesquinhos e individualistas.</p>
<p>Percebemos no front externo que o Brasil vem fazendo bonito nas foros internacionais, discursos exaltados, abordando temas de grande relevância para a comunidade internacional, levando assuntos importantes que a própria sociedade global não tem interesse de abordar com profundidade, destacamos as questões energéticas, a economia verde, os recursos globais que deveriam ser canalizados para as economias em desenvolvimento em prol da sustentabilidade, além da miséria global, o crescimento da exclusão mundial, as questões relacionadas aos conflitos militares que crescem no mundo contemporâneo, gerando incertezas adicionais, não esquecendo que vivemos numa sociedade centrada em grandes destruições e incertezas elevadas.</p>
<p>Na economia nacional, percebemos que o governo federal vem fazendo variados esforços para recuperar a economia nacional, mas muitos indicadores apresentam dificuldades de melhorarem no curto prazo, mesmo percebendo a queda nas taxas de juros, que caíram para 12,75% no mês de setembro, percebemos que a queda é insuficiente para incrementar o crescimento da economia brasileira. Muitos analistas liberais e profissionais de mercado acreditam que a questão fiscal é o grande nó da economia nacional, embora nosso endividamento não esteja nas estrelas como acontecem em economias mais desenvolvidas, essa discussão é rechaçada por esses economistas.</p>
<p>Outro assunto que movimentou as discussões nacionais no mês de setembro foi as questões relacionadas ao Novo Ensino Médio, que mobilizou os especialistas na área da educação, com pareceres variados e relatórios de instituições ligadas ao tema, como forma de influenciar a discussão. Desta discussão, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta que podem gerar grandes debates, movimentando interesses variados e conversas acaloradas. Neste cenário, surgiram novas informações referentes a educação superior, onde foram divulgados dados preocupantes, onde mais de 66% dos graduandos nas faculdades estão nos cursos a distância, além de percebermos que cinco instituições privadas abrigam mais de 27% das matrículas, um dado assustador com grandes repercussões para a educação nacional, onde essas cinco instituições possuem mais matriculados do que todos os graduandos nas universidades federais.</p>
<p>Depois de nove meses do terceiro governo Lula, percebemos que o governo federal apresenta grandes dificuldades de impor sua agenda para a nação, os grupos oposicionistas se juntam para atrapalhar o governo, com acusações maldosas e inconsistentes, convocando Ministros para gerar constrangimentos, são pessoas pouco qualificadas pelo cargo que assumiram, sem propostas e, na imensa maioria, conseguiram ser eleitos com uma agenda de ultradireita, defendendo confrontos constantes, posse de armas para a população e discussões infrutíferas como as da escola de partido, um verdadeiro atraso institucional que tende a gerar grandes retrocesso para a sociedade brasileira.</p>
<p>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Especialista em Economia Criativa, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.</p>
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		<title>Carta Mensal – Agosto 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2023 13:35:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carta Mensal]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[O Mês de agosto de 2023 deve ser visto como um momento marcado por algumas novidades econômicas positivas para a economia brasileira, depois de meses de manutenção nas taxas de juros em patamares elevados, que inviabilizavam a melhora do ambiente econômico e produtivo, o Banco Central iniciou uma trajetória de queda dos custos do capital, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Mês de agosto de 2023 deve ser visto como um momento marcado por algumas novidades econômicas positivas para a economia brasileira, depois de meses de manutenção nas taxas de juros em patamares elevados, que inviabilizavam a melhora do ambiente econômico e produtivo, o Banco Central iniciou uma trajetória de queda dos custos do capital, com uma redução de 13,75% para 13,25%, uma redução pequena mas bastante significativa para o ambiente produtivo, isso porque, essa queda pode melhorar o ambiente econômico, elevar as perspectivas para o sistema produtivo e estimular os investimentos produtivos, que podem movimentar a geração de emprego, da renda e dos salários.</p>
<p>Neste cenário de taxas de juros elevadas acaba inviabilizando os investimentos econômicos e produtivos, gerando conflitos entre as Autoridades Monetárias e o governo federal, principalmente pelas críticas constantes sobre a atuação do Banco Central, responsável pelas taxas elevadas de juros que inviabilizavam o crescimento da economia e, pelas críticas do presidente, que impedia a recuperação da economia nacional, mantendo investimentos produtivos muito reduzidos e postergavam a geração de emprego, além de fortalecer a apetite do sistema financeiro, fortalecendo os setores bancários, os especuladores e os rentistas, em detrimento dos trabalhadores e empresários que precisam estimular o sistema econômico e produtivo nacionais.</p>
<p>No mês de agosto, percebemos o encontro dos países membros dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e, posteriormente África de Sul), que nasceram como um acrônimo criado por um economista de um grande banco de investimento, Goldman Sachs, John O’ Neil, que criou a expressão se referindo aos chamados países baleias, que tinham em comum grandes extensões de terras, alto contingente populacional e que, segundo esse teórico, seriam as economias que dominariam a economia no século XXI. Deste acrônimo, os países criaram o Bloco dos Brics, com sede na China e ganhou relevância da economia internacional, força política e importância estratégica e geoestratégica, lembrando-os que neste grupo, estão os chineses, vistos como a maior economia do mundo em paridade de poder de compra, ultrapassando a economia norte-americana.</p>
<p>Neste encontro, foram aceito novos membros no bloco dos Brics e passaram a ser vistos como o Brics Plus, onde foram incorporados a Argentina, o Egito, a Arábia Saudita, Emirados Árabes, Etiópia e Irã, desta forma, o bloco ganhou musculatura e se espalhou para outras regiões do mundo, lembrando que além destes países que ganharam assento nos Brics mais de trinta nações demonstraram interesses em participar deste bloco renovado, angariando poder no cenário global e aumentando a maior influência política em questões internacionais.</p>
<p>Alguns analistas acreditam que a entrada de tantos países no grupo levou o Brasil a perder relevância no bloco, mas acreditamos que é ao contrário, mais países, mais diversificação cultural e mais força geopolítica tende a impulsionar os países membros originais e aumentar sua capacidade de recuperar sua economia, incrementando os investimentos externos e contribuindo diretamente para a geração de empregos, renda e trabalho.</p>
<p>Destacamos ainda, que o mês de agosto foi marcado por grandes conversas e discussões referentes a tributação de fundos exclusivos, proposta pelo governo federal como forma de aumentar a carga tributária, reduzindo as desigualdades nos impostos e melhorar o ambiente tributário, angariando novos recursos para reduzir os déficits fiscais e equilibrando a carga tributária, sempre impactando diretamente sobre a classe média e os setores mais fragilizados em detrimento dos endinheirados, que pouco pagam de tributos e se tornam cada vez mais ricos numa sociedade paupérrima.</p>
<p>Neste movimento, percebemos que os ricos endinheirados e seus representantes foram rapidamente para difundir sua preocupação com essa tributação do fundos exclusivos, destacando que esse instrumento irá afugentar os recursos dos investidores, gerando incertezas entre os investidores e terá efeito negativos para o sistema econômico e produtivo, gerando grandes controvérsias nos editoriais dos jornais e da mídias comerciais, com teses variadas e pensamentos antagônicos, uma discussão interessante e imprescindíveis para todos aqueles que vislumbram anos melhores para a economia nacional.</p>
<p>Destacamos ainda, as inúmeras discussões e acordos políticos para que o governo federal consiga a sua base política de sustentação no Legislativo, com a entrada de novos ministros, novos partidos, para garantir força política e capacidade de arregimentar medidas progressistas, um desafio hercúleo, ainda mais que sabemos que estamos numa composição altamente conservador e retrógrado do Congresso Nacional.</p>
<p>Destacando ainda, as dificuldades crescentes do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que desde o começo de seu governo não consegue se posicionar dentro do espectro político, com desgastes constantes com seus antigos afetos e muitos de seus constantes desafetos, um cálculo importante que podem mirar o atual governador no maior estado brasileiro. Outro ponto que foi sendo destacado no decorrer do mês de agosto foram os graves confrontos do secretário da Educação do estado, Renato Feder, com o livro didático, seu desgaste e seus equívocos para tentar adotar uma política no livro digital, visto pelo secretário como um avanço na educação do estado, algo muito criticado pelos especialistas da área, desta forma, estamos atrasando mais uma vez os rumos da educação nacional.</p>
<p>O mês de agosto foi marcado por grandes embates no cenário político, com uma polarização que apresenta grande potencial de conflito no cenário político e eleitoral, mas percebemos que a recuperação da economia está em curso e estamos caminhando a passos largos para um crescimento na casa do 3,2%, uma notícia muito positiva para uma nação que se acostumou a um crescimento econômico ridículo. </p>
<p>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Especialista em Economia Criativa, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.</p>
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		<title>Carta Mensal – Julho 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Aug 2023 12:49:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carta Mensal]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[Julho deve ser visto como um mês de comemorações no front econômico, com melhoras no ambiente da economia nacional, redução da inflação, alivio do câmbio, melhora no emprego, retomada de políticas públicas, mas com grandes desafios no front político, com dificuldades de fortalecer a base política de sustentação do governo federal. O mês de julho [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Julho deve ser visto como um mês de comemorações no front econômico, com melhoras no ambiente da economia nacional, redução da inflação, alivio do câmbio, melhora no emprego, retomada de políticas públicas, mas com grandes desafios no front político, com dificuldades de fortalecer a base política de sustentação do governo federal.</p>
<p>O mês de julho de 2023 foi marcado por grandes expectativas sobre a taxa de juros definida pela Banco Central, neste cenário, os agentes econômicos se debruçavam constantemente para conversar sobre os rumos que a Autoridade Monetário definiria, se manteria as taxas de 13,75% ou faria algum tipo de movimento para baixo ou para cima, para cima me parece algo absurdo&#8230;</p>
<p>Juros altos pode ser visto como um instrumento adotado pelo Banco Central para debelar as pressões de preços, o objetivo de uma política monetária restritiva é diminuir o ímpeto da inflação. Mas essa taxa de juros neste patamar impacta fortemente sobre as decisões econômicas e produtivas, levando os empresários, investidores e consumidores a repensar sobre as decisões estratégicas de seus negócios.</p>
<p>Neste momento, encontramos variadas críticas do governo federal para que a Autoridade Monetária reduza as taxas de juros, mostrando que o governo adotou políticas concretas para que os riscos fiscais fossem debelados, tais como o arcabouço fiscal e a Reforma Tributária, que devem ser vistas como uma vitória do governo mas, é importante destacar, que esses projetos ainda carecem de um aprovação completa posterior, já que os projetos foram aprovados na Câmara dos Deputados mas precisam passar pelo Senado Federal e, se for necessário, passar novamente para a Câmara dos Deputados.</p>
<p>Devemos destacar o começo do desenrola, política adotado pelo governo federal para melhorar os altos índices de endividamento da população, essa política foi adotada com consonância dos setores produtivos, bancos e varejistas, para que a população em condição de endividamento pudesse aliviar suas finanças e voltar as compras, contribuindo para movimentar o sistema econômico. Um balanço inicial feito pelos analistas econômicos e políticos foram muito positivos para a economia nacional, com milhões negócios efetivados, limpando os respectivos nomes e trazendo novos consumidores para o mercado de consumo.</p>
<p>Neste mês encontramos uma das grandes fragilidades do governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, percebemos efetivamente a pouca força política no Congresso, notadamente na Câmara dos Deputados, que abarca apenas 130/140 votos num universo de mais de 513 deputados, desta forma, a maior fragilidade é conseguir apoio para passar seus projetos, levando o governo a negociar voto a voto para angariar a aprovação de medidas defendidas pela coalizão governista.</p>
<p>Neste cenário, o governo com uma presidência da Câmara dos Deputados com grande força política, uma oposição marcada por grande ressentimento, com forte capacidade de gerar constrangimentos para fragilizar a gestão governista, com grande capacidade de criar constrangimentos para impedir a adoção de políticas públicas e aprovar gastos públicos, vistos como desperdícios e prejuízos para a economia nacional, tudo isso, limita a capacidade e agilidade do governo federal.</p>
<p>Neste momento, percebemos o avanço de várias investigações referentes ao governo anterior, políticas públicas degradadas anteriormente, desvios de recursos na Caixa Econômica Federal (CEF) referentes ao consignado visto como uma política que trouxe grandes prejuízos para os cofres públicos. Destacamos ainda, os avanços nas investigações da Polícia Federal (PF) referentes as joias recebidas pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, onde foram descobertos inúmeros produtos oriundos da Arábia Saudita para presentear o mandatário anterior, com grandes indícios de corrupção e outras ilegalidades. O mês de julho foi farto em denúncias e descobertas de malfeitos no governo anterior.</p>
<p>Outro ponto bastante discutido no mês de julho foi as descobertas referentes aos vínculos das Forças Armadas em questões constrangedoras, que colocam o Exército em condição indigna, com um posicionamento equivocado e com desvios crescentes de desvios de condutas, que fragilizam a instituição, com isso, percebemos que em momentos anteriores, de regimes militares, deveriam ter sido feito uma verdadeira justiça de transição para punir equívocos, corrupções e crimes cometidos pelas Forças Armadas, a ausência de uma investigação mais elaborada, feita por instituições civis, para que todos os responsáveis por crimes fossem punidos como forma de evitar os erros e equívocos contemporâneos.</p>
<p>Um assunto que pipocou na sociedade brasileira, foi a indicação do economista Márcio Pochmann para a presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa indicação foi muito criticada pela mídia corporativa, que levantou questionamento do economista da Unicamp, visto como um negacionista e quando presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Economia Aplicada) foi acusado de constranger pesquisadores renomados na instituição com visões diferentes do presidente do órgão. Essas críticas foram rebatidas pelos representantes do governo federal e antigos presidentes do IBGE que destacamos a solidez da instituição e a impossibilidade de alterar dados e informações, destacando que o IBGE é uma instituição séria, respeitada, transparente e dotado de credibilidade e confiabilidade. </p>
<p>O mês de julho trouxe grandes discussões referentes aos desafios sobre a sociedade internacional, onde o Brasil se colocou em grandes conversações internacionais, dialogando com várias nações, entrando em confrontos verbais, falas equivocadas sobre a assuntos globais, reclamações mundiais referentes a comportamento de nações desenvolvidas, reprimendas internas da mídia corporativa, além de discussões desnecessárias.</p>
<p>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Especialista em Economia Criativa, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.</p>
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		<title>Carta Mensal – Junho 2023</title>
		<link>https://www.aryramos.pro.br/carta-mensal-junho-2023/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 02:08:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carta Mensal]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[O mês de junho de 2023 completou seis meses do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva, um momento de grandes expectativas no cenário econômico, além de grandes incertezas políticas e inseguranças sociais, geradas por movimentos de polarizações constantes, que levaram o governo a adotar políticas serenas com o objetivo de gerar maiores instabilidades [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mês de junho de 2023 completou seis meses do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva, um momento de grandes expectativas no cenário econômico, além de grandes incertezas políticas e inseguranças sociais, geradas por movimentos de polarizações constantes, que levaram o governo a adotar políticas serenas com o objetivo de gerar maiores instabilidades no campo econômico, cujo potencial é elevado e pode criar graves constrangimentos para o governo e, ao mesmo tempo, um conjunto de medidas que deveriam iniciar o sepultamento de políticas anteriores criadas e estimuladas no governo anterior.</p>
<p>Destacamos neste mês grandes desafios no campo econômico, onde destacamos as votações do chamado Novo Arcabouço Fiscal (NAF), medida criada pelo governo com o intuito de substituir o modelo anterior, chamado de Teto de Gastos, implementado no governo de Michel Temer e que congelava os gastos públicos num período de vinte anos, mesmo sabendo que os recursos fiscais fossem aumentados, gerando impactos sobre os chamados gastos sociais e públicos. </p>
<p>Depois de uma costura cotidiana, onde o Ministro da Fazendo Fernando Haddad, conseguiu aprovar o novo arcabouço, contando com o forte apoio do governo federal, além de seus integrantes e do Presidente da Câmara, Arthur Lira, o grande e poderoso no cenário nacional, detentor de forte representatividade na eleição de fevereiro no Congresso Nacional.</p>
<p>O chamado Novo Arcabouço Fiscal (NAF) pode ser visto como uma forte vitória do governo Lula da Silva, angariando força política perante os mercados e um fortalecimento do Ministro da Fazendo, visto como muitos políticos e empresários, o próximo candidato para a próxima eleição presidencial, se o atual governante não aceitar uma reeleição.</p>
<p>O NAF pode ser visto como um acerto entre o governo e o mercado, como forte potencial de elevar os indicadores econômicos nacionais, onde destacamos a valorização da moeda nacional, que o dólar saiu de mais de R$ 5,40 no começo do ano e, no momento, está na casa dos R$ 4,80, um movimento interessante que está contribuindo ativamente para melhorar o ambiente de negócio e reduzir as taxas de inflação, aliviando os preços internos e melhorando a renda do consumidor nacional e criando novos horizontes para o segundo semestre.</p>
<p>Outro assunto que precisamos destacar é os dados referentes a inflação, que está dando sinais claros de redução, depois de anos de forte crescimento e que levou o Banco Central a elevar as taxas de juros ao patamar de 13,75%, a maior taxa de juros entre as economias internacionais, que contribuiu para que o comportamento da economia nacional fosse preocupante e assustador, reduzindo os investimentos produtivos e elevando os recursos ligados aos setores rentistas da economia nacional.</p>
<p>A queda da inflação está ligada a variados movimentos, onde destacamos a chegada de um novo ambiente externo marcado por viagens internacionais e novos acordos comerciais com outras nações, onde destacamos as medidas adotadas na viagem da China, onde várias empresas estão sinalizando novos investimentos produtivos para o Brasil, destaque para o setor automobilístico, que está recebendo novos projetos bilionários, como a chegada da empresa BYD, conglomerado chinês líder em baterias elétricas, além de carros, caminhões e outros produtos variados. </p>
<p>A chegada de novos investimentos deve se somar aos novos acordos com a renovação do Mercosul, com conversas bilaterais e os acordos comerciais com a União Europeia que, no momento, está sendo rediscutido e futuramente será implementado totalmente ou parcialmente, só o tempo pode responder essa indagação.</p>
<p>A chegada de recursos internos, valorizou a moeda nacional, além de novos horizontes fiscais, com o NAF, que podem melhorar o ambiente de negócios, melhorando as condições econômicas e produtivas, atraindo investimentos externos e novas levas de geração de emprego.</p>
<p>Destacamos ainda a Reforma Tributária em curso na economia nacional, com potencial de simplificar as questões tributárias, diminuindo os custos com a questão dos impostos, vistos como um grande emaranhado complexo e centrado na ineficiência e nos desperdícios elevados, desta forma, a aprovação dessa reforma na Câmara dos Deputados pode trazer boas sinalizações no horizonte para a economia brasileira e atraindo novos investimentos internos e internacionais.</p>
<p>Muitos foram os avanços neste seis meses de governo, embora muitos críticos acreditem que as mudanças sejam pontuais, percebemos que muitos analistas estão sendo excessivamente críticos com as mudanças neste período, se esquecendo que se o governo anterior continuasse no poder, as questões econômicos seriam muito mais agressivas e degradantes, com isso, percebemos que falta uma maior complacência com um governo que assumiu a poucos meses, depois de um verdadeiro tsunami de degradação e destruição.</p>
<p>Embora destaque as muitas medidas positivas, é importante destacar, que o governo se tornou muito dependente do presidente da Câmara dos Deputados, responsável por grandes vitórias do governo, mas sabemos que todas as vitórias capitaneadas por Arthur Lira, tem uma fatura salgada para o governo nacional, como aconteceu no período da presidente Dilma Rousseff que culminaram no impeachment.</p>
<p>Destacamos ainda os movimentos de reindustrialização da economia brasileira que estão em curso e estão apresentando frutos interessantes, embora saibamos que os verdadeiros frutos tendem a demorar muitos anos, mas é fundamental que essa política seja estimulada por todo governo, uma medida de governo que una todos os setores econômicos, políticos e sociais, como uma forma de transformar um projeto é uma verdadeira Missão, como destaca a economista italiana Mariana Mazzucatto.</p>
<p>Neste cenário, destacamos a desoneração de carros de até 120 mil reais, como forma de estimular a produção, reduzir os estoques das montadoras e dar um alívio para a economia nacional, mobilizando os setores econômicos e produtivos, garantindo empregos e movimentando a economia. </p>
<p>A medida foi criticada por muitos críticos, que acreditam que essa medida piora as condições das cidades, aumentando a quantidade de carros circulando nas vias públicas, aumentando a emissão de dióxido de carbono e estimulando um setor produtivo com forte impacto sobre a economia linear em detrimento da chamada economia circular.</p>
<p>Depois de seis meses, os avanços são visíveis, embora saibamos que os desafios contemporâneos sejam elevados e as perspectivas podem ser positivas, mesmo sabendo que os riscos são elevados e as preocupações são muitas e prescinde de atenção constantes&#8230;</p>
<p>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Especialista em Economia Criativa, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.</p>
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		<title>Carta Mensal – Maio 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jun 2023 02:08:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carta Mensal]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[A sociedade vem vivendo momentos de grandes expectativas, embora um novo governo tenha tomado posse no primeiro dia de janeiro de 2023, percebemos que vivemos em períodos de grandes conflagrações, desequilíbrios políticos e conflitos desnecessários, que limitam a capacidade de organização e de gestão do Estado, além de dificultar a reconstrução da economia nacional, atuando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sociedade vem vivendo momentos de grandes expectativas, embora um novo governo tenha tomado posse no primeiro dia de janeiro de 2023, percebemos que vivemos em períodos de grandes conflagrações, desequilíbrios políticos e conflitos desnecessários, que limitam a capacidade de organização e de gestão do Estado, além de dificultar a reconstrução da economia nacional, atuando diretamente nas questões urgentes e prementes para a sociedade.</p>
<p>Neste ambiente, percebemos inúmeros confrontos econômicos, políticos e ideológicos, onde os atritos ainda prosperam, limitando as políticas públicas e postergando um cenário mais positivo, depois de um período de forte degradações institucional, econômica e política.<br />
O governo do presidente Lula adota como uma estratégia de governabilidade bastante arriscada, de um lado não entra em conflitos abertos com outros grupos antagônicos, evitando brigas abertas com os grupos de direita e de extrema direita, que dominaram o ambiente político no governo anterior e, ao mesmo tempo, costura avanços econômicos para ganhar musculatura e garantir apoios maciços para impor seus ideais e formas de gestão.</p>
<p>A estratégia passa por alavancar a economia, tão degradada neste período anterior, retomando os investimentos públicos como forma de aumentar os investimentos privados, aumentando a geração de emprego, melhorando a renda agregada, reduzindo as taxas de juros e trazendo alívio para o sistema produtivo, criando um clima mais ameno para atrair investidores externos, melhorando o cenário interno e retomando o crescimento econômico.</p>
<p>Neste mais de cinco meses de governo, os saldos são controversos, de um lado, percebemos que os indicadores macroeconômicos estão melhorando sensivelmente, as perspectivas de redução da inflação estão melhorando, embora os juros ainda estejam muito elevados, os níveis de desemprego estão melhorando lentamente, a moeda local está se valorizando, as Bolsas de Valores estão apresentando crescimentos robustos e os ventos externos estão muito positivos, afastando uma visão negativa do Brasil criada no governo anterior, que afastava investimentos produtivos e eram vistos como uma nação pária do sistema internacional.</p>
<p>O arcabouço fiscal enviado pelo governo federal para o Congresso Nacional está avançando, na Câmara dos Deputados as votações foram aprovadas e, atualmente, estão sendo discutidas no Senado Federal, gerando um clima positivo para que as questões sejam equacionadas, embora percebamos que esse novo regime fiscal exige um grande esforço do Estado para aumentar as receitas do governo Nacional para cumprir as regras definidas neste modelo, reduzindo os subsídios e aumentando a arrecadação, trazendo para o centro dos debates econômicos uma agenda tão aguardada e, ao mesmo tempo, postergada para a comunidade nacional, a Reforma Tributária.</p>
<p>É importante destacar ainda, nos últimos dias, um novo assunto está voltando para as discussões cotidianas, a reindustrialização da economia brasileira, um país que se desindustrializou rapidamente, perdendo espaço na indústria internacional, perdendo força na nova configuração econômica global, perdendo empregos mais qualificados e um perda de renda agregada, tudo isso, contribuiu para visualizar um empobrecimento da população nacional em detrimento de um forte crescimento do poderio econômico e financeiro de poucos grupos social, aumentando as desigualdades e fragilizando os desequilíbrios estruturais da sociedade.</p>
<p>O novo governo está trazendo novos ventos para os setores industriais, retomando o crescimento industrial e melhorando as condições de vida da população. No começo do século XX, os industrializantes acreditavam que a indústria traria um forte desenvolvimento econômico para o Brasil, aumentando a renda interna e transformando a estrutura nacional. Apesar da importância do setor industrial, o crescimento industrial foi central para o incremento do produto interno, aumentando as riquezas nacionais, mas ao mesmo tempo não conseguiu elevar a nação ao tão sonhado desenvolvimento econômico.</p>
<p>Nesta trajetória de crescimento industrial, é importante destacar que o desenvolvimento da indústria exige grandes esforços de inovação, de pesquisa científica e tecnologia, com dispêndios crescentes e constantes, afinal a indústria não é um monolito, exige alterações constantes e imediatas.</p>
<p>Outro assunto importante e central nas discussões no mês de maio, foi o papel da mídia comercial e corporativa, seu papel de desestabilização do governo é gigantesco, defendendo um liberalismo atrasado e ultrapassado que não existe em nenhum lugar do mundo, até mesmo os países descritos como liberais, como os Estados Unidos e Europa, abandonaram as defesas constantes de seus ideários, trazendo medidas protecionistas e intervencionistas como forma de fortalecer seu setor produtivo e se capacitar para a concorrência com os países asiáticos, principalmente a China, a Coréia de Sul e Taiwan, países que ganharam espaço e relevância na estrutura global nas últimas décadas, defendendo políticas protecionistas, maciços investimentos em educação, fortes subsídios internos e a busca crescente de novos mercados internacionais.</p>
<p>Neste ambiente, percebemos que o atraso da mídia corporativa e comercial está ligado aos grupos econômicos que os controlam, uma elite atrasada, subserviente e altamente dependente dos centros internacionais sediados nos Estados Unidos e na Europa, um verdadeiro colonialismo cultural, ideológico e financeiro.</p>
<p>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Especialista em Economia Criativa, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.</p>
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