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	<title>Indicadores &#8211; Ary Ramos</title>
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	<description>A grandeza não está naqueles que recebem honras, mas sim naqueles que as merecem. - Aristóteles</description>
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		<title>Produto Interno Bruto (PIB) – 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2025 18:53:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Indicadores]]></category>
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					<description><![CDATA[O ano de 2024 foi marcado por grandes alterações no ânimo da economia brasileira, percebemos grandes pressões para fragilizar a política econômica, com setores fortes e influentes se alterando para que a economia entrasse em crise, com recessão e o incremento da fragilização política, que poderiam inviabilizar a reeleição do Presidente da República. Nestes escaninhos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ano de 2024 foi marcado por grandes alterações no ânimo da economia brasileira, percebemos grandes pressões para fragilizar a política econômica, com setores fortes e influentes se alterando para que a economia entrasse em crise, com recessão e o incremento da fragilização política, que poderiam inviabilizar a reeleição do Presidente da República. Nestes escaninhos ouvimos todas as críticas, xingamentos, notícias falsas e até o ressurgimento do impedimento do presidente Lula, que na opinião, se acontecesse, jogaria a sociedade brasileira em graves desajustes institucionais.</p>
<p>Ao analisar a sociedade brasileira, percebemos uma fragilização institucional preocupante, de um lado vislumbramos uma justiça lenta e onerosa, onde os bagrinhos estão encarcerados e os poderosos continuam se safando de suas responsabilidades, gerando uma sensação de impunidade crescente e uma perda de credibilidade do sistema judiciário. De outro, percebemos um sistema que apresenta grande partidarização, muitos buscando uma candidatura para uma futura carreira política, comprometendo toda uma institucionalidade.</p>
<p>Hoje, o assunto do momento foi a divulgação, feita pelo IBGE, do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao ano de 2024, com um crescimento de 3,4%, um dos melhores resultados da última década e, no cenário global, nos colocando na colocação de 16◦, uma notícia alvissareira para a sociedade e, principalmente para o governo federal, num momento em que a popularidade do presidente não é das melhores.</p>
<p>Embora percebamos um dado positivo para a economia nacional, observamos uma desaceleração no último trimestre do ano anterior, com uma quase estagnação econômico, fazendo com que o novo ano nos traga informações de um possível baixo crescimento econômico, gerando redução dos investimentos produtivos e reduzida criação de emprego.</p>
<p>A <strong>indústria da transformação</strong> foi um dos destaques positivos, com crescimento de <strong>3,8%</strong> no acumulado de quatro trimestres, a melhor taxa em uma década. O setor de <strong>serviços</strong> também teve forte expansão, impulsionado por <strong>TI, comunicação e comércio</strong>. A <strong>agropecuária</strong> trouxe dados preocupantes, recuou <strong>3,2%</strong> no ano, mas seu impacto sobre o PIB foi limitado, dado que o setor representa <strong>7,8%</strong> da economia.</p>
<p>Outro dado interessante foi o <strong>consumo das famílias, que</strong> subiu <strong>4,8%</strong> no ano, sustentado pelo mercado de trabalho aquecido e pelo crédito ainda disponível, apesar dos juros elevados. Já os <strong>investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo)</strong> avançaram <strong>7,3%</strong>, representando um dos pontos mais positivos da economia no período.</p>
<p>O setor externo da economia brasileira apresentou dados que nos geram preocupações, ainda num momento de instabilidades do comércio global em decorrência das decisões do governo norte-americano, as <strong>exportações desaceleraram no quarto trimestre</strong>, enquanto as <strong>importações cresceram quase 15%</strong> no ano, resultando em um déficit em conta corrente de aproximadamente <strong>2,5% do PIB</strong>.</p>
<p>O aumento das taxas de juros no Brasil e a tendência de desaceleração global devem afetar o crescimento, com projeção abaixo de <strong>2%</strong> para este ano. Além disso, o impacto da política fiscal mais contracionista e a alta nos preços dos alimentos no final de 2024 podem afetar o consumo, além de perder apoio político de setores importantes para a eleição de 2022.</p>
<p>Ao olhar para o cenário mundial, percebemos que os EUA criaram <strong>150.000 vagas</strong>, dados que estavam dentro das expectativas. Esse movimento pode impactar a política do <strong>Federal Reserve</strong>, aumentando a expectativa de cortes na taxa de juros ao longo de 2025.</p>
<p>O governo <strong>zerou tarifas de importação</strong> de diversos alimentos, como café, açúcar e biscoitos, para aliviar a inflação, que gerou graves constrangimentos e preocupações referente a popularidade do governo federal, perdendo apoio de setores significativos para a eleição de 2026, todas essas medidas visam a redução dos preços do consumidor final, mas levanta debates sobre sua eficácia e o impacto na indústria local.</p>
<p>O cenário agora é de apreensão, com a observação sobre como a economia reagirá à combinação de desaceleração global, política monetária mais restritiva, mudanças no comércio exterior e ajustes fiscais. Apesar dos indicadores trazidos pelo IBGE, o crescimento do PIB foi positivo e, ao mesmo tempo, precisamos refletir sobre o comportamento econômico em 2025.</p>
<p>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre e Doutor em Sociologia.</p>
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		<title>Inflação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jan 2025 02:22:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Indicadores]]></category>
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					<description><![CDATA[Inflação é o aumento generalizado de preços em uma economia, tudo isso, acaba criando variados impactos sobre a economia nacional, gerando incertezas e instabilidades, levando os agentes econômicos e produtivos a diminuírem seus investimentos na economia, reduzindo os empregos, diminuindo a renda e o salário nacional. A economia brasileira conviveu com inflação durante muitas décadas, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Inflação é o aumento generalizado de preços em uma economia, tudo isso, acaba criando variados impactos sobre a economia nacional, gerando incertezas e instabilidades, levando os agentes econômicos e produtivos a diminuírem seus investimentos na economia, reduzindo os empregos, diminuindo a renda e o salário nacional.</p>
<p>A economia brasileira conviveu com inflação durante muitas décadas, para muitos especialistas, o crescimento industrial e as transformações na estrutura produtiva foi financiado com a geração de inflação, levando o governo nacional a imprimir moedas e, consequentemente, incrementou os preços nacionais, levando o sistema a criar instrumentos de defesa, nascia a tão famosa indexação dos preços internos.</p>
<p>Depois de décadas convivendo com a inflação desenfreada, os governos democráticos, pós 1985, transformaram o combate a inflação um mantra emergencial, afinal, aumento generalizado de preços na economia geravam graves distorções na economia nacional.</p>
<p>Neste embate contra os preços, os governos nacionais utilizaram um variado repertório para reduzir a inflação, tais como o congelamento de preços, tablitas, controles constantes de preços, troca de moedas, dentre outros, mas todas estas medidas não foram suficientes para controlar os preços relativos e melhorar o ambiente econômico e produtivo.</p>
<p>Em 1994, o governo federal lançou o Plano Real, cujo êxito sobre o controle dos preços levou a uma reviravolta na sociedade, a inflação perdeu força e o país passou a ganhar novos espaços na economia mundial, aumentando a abertura da economia, com a redução do Estado, incremento das privatizações, aumento das concessões públicas, fortalecimento das parcerias públicas e privadas, desregulamentação&#8230; que culminaram num abraço caloroso com os defensores dos ideários neoliberais.</p>
<p>O Plano Real comemorou 30 anos e trouxe grandes benefícios para a sociedade brasileira, mas trouxeram, como tudo, outros grandes desajustes na estrutura econômica e produtiva, tais como a valorização excessiva do câmbio, taxas de juros elevadas, a entrada em demasia de produtos importados e, tudo isso, contribuíram, enormemente para a tal desindustrialização da economia nacional, cujos efeitos deletérios são sentidos ainda atualmente.</p>
<p>No ano de 2024, a inflação chegou a 4,83%, se compararmos com os números dos anos 1990, o número atual é inexpressivo, mas muitos especialistas acreditam que, se continuarmos nesta toada, a inflação tende a crescer de forma acelerada, uns dizendo que o país poderia voltar aos índices inflacionários dos anos 1990, um verdadeiro terrorismo e uma inverdade.</p>
<p>Para esclarecimento, no começo do século, as Autoridades Monetárias criaram um modelo chamado de Meta de Inflação, onde o governo nacional autorizava o Banco Central a buscar o centro da meta, se utilizando de todos os instrumentos da chamada política monetária, aceitando uma variação para baixo ou para cima, no caso brasileiro nossa meta de inflação definida institucionalmente era de 3,0%.</p>
<p>Lembro-os que os indicadores inflacionários nos mostram que o centro da meta inflacionária de 2024 era de 3,0%, com tolerância de 1,5% a 4,5%, desta forma, a inflação estourou o teto da meta, levando o Banco Central Brasileiro a apresentar uma carta endereçada ao Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com justificativas das razões que levaram a inflação a ter ficado acima da meta.</p>
<p>Segundo o Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o estouro da meta inflacionária está ligado ao aumento do dólar, uma economia em crescimento e o clima, que geraram graves constrangimentos sobre os preços relativos, levando ao aumento da inflação.</p>
<p>A desvalorização cambial impacta fortemente sobre os preços relativos, levando a um aumento dos custos produtivos que são repassados para os consumidores, gerando preços mais em ascensão e impactando negativamente sobre a renda dos trabalhadores, criando uma verdadeira sensação de empobrecimento do salário nacional.</p>
<p>Outra justificativa para o aumento da inflação em 2024 foi as alterações climáticas, que impactaram fortemente sobre toda a agricultura nacional, com quebra de safras e redução nas plantações, reduzindo a oferta de produtos e levando o governo nacional a aumentar a importação, com impacto sobre a balança comercial, tudo isso contribuíram para a redução do superávit na balança comercial, que chegou a US$ 80 bilhões.</p>
<p>Outro motivo destacado pelo presidente do Bacen, foi o crescimento da economia nacional. No começo do ano de 2024 as expectativas de crescimento da economia nacional eram de 0,8%, 1,0% ou até 1,5%, mas o crescimento do produto interno bruto (PIB) superou todas as previsões dos economistas de mercado, os chamados ortodoxos, chegando a 3,5%. Com esse crescimento econômico os preços foram pressionados, afinal, a estrutura produtiva não conseguiu aumentar a produção, obrigando a Autoridade Monetária a aumentar as taxas de juros para esfriar o crescimento econômico nacional.</p>
<p>Juros altos reduz ou posterga os investimentos produtivos, fragilizando a geração de emprego, fundamentais para a melhora do ambiente econômico, tudo isso, melhoraria os indicadores econômicos e sociais, reduzindo as desigualdades que sempre caracterizaram a sociedade brasileira, uma nação rica em recursos naturais e dotado de um solo valoroso, mas ao mesmo tempo, uma nação marcada pelas desigualdades crescentes, uma estrutura fundiária atrasada e uma elite industrial que se compraz com ganhos elevados no mercado financeiro, perdendo a vocação ao empreendedorismo e a inovação.</p>
<p>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre e Doutor em Sociologia.</p>
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		<title>Desemprego</title>
		<link>https://www.aryramos.pro.br/desemprego-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Dec 2024 15:23:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Indicadores]]></category>
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					<description><![CDATA[Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados referentes ao desemprego do Brasil no ano de 2024, perfazendo 6,1%, chamando atenção a melhora do emprego no decorrer do ano, trazendo grande capital político do governo federal e agitando as discussões econômicas no final do ano. O ano de 2024 está chegando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados referentes ao desemprego do Brasil no ano de 2024, perfazendo 6,1%, chamando atenção a melhora do emprego no decorrer do ano, trazendo grande capital político do governo federal e agitando as discussões econômicas no final do ano.</p>
<p>O ano de 2024 está chegando ao final e as discussões econômicas crescem de forma acelerada, estimulando conversas equivocadas e comentários maldosos e defesas acaloradas, sem ponderações equilibradas e defesas passionais, parciais e fragilizadas, sem lastro na teoria econômica.</p>
<p>Vivemos, a nível global, uma grande crise de emprego em todas as regiões do mundo, as transformações tecnológicas estão impulsionando fortes movimentos no mundo do trabalho, as agitações nas organizações motivadas pela concorrência e a pela competição constantes estão exigindo dos atores econômicos e produtivos novos comportamentos, alterações nos modelos de negócios e uma maior profissionalização, exigindo maiores dispêndios de recursos monetários em pesquisa, ciência e tecnologia, uma verdadeira transformação no âmbito das organizações.</p>
<p>No caso brasileiro, precisamos nos atentar com as características locais e a estrutura do mundo do trabalho, onde percebemos uma grande informalidade, grande número de trabalhos precários e degradantes, que geram salários reduzidos e de baixa qualificação e com reduzida produtividade, tudo isso, contribuem diretamente para compreendermos as desigualdades crescentes que visualizamos na sociedade brasileira.</p>
<p>Neste ano, percebemos a redução do desemprego, algo muito positivo para a sociedade no geral, mas acaba criando novos desafios para a política econômica, afinal, desemprego baixo pressiona os preços e “obriga” a Autoridade Monetária a elevar as taxas de juros.</p>
<p>Com juros em 12,25% ao ano, definidos na última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), e com perspectivas de incrementos maiores nos próximos meses, a economia nacional tende a diminuir o ímpeto de crescimento e aumenta o endividamento do governo federal, além de reduzir os investimentos produtivos, postergar novas contratações, aumentar as dispensas e estimular os investimentos especulativos, afinal, numa situação de grandes incertezas quais os atores econômicos que investiriam na economia nacional, sabendo que com uma taxa de juros estratosférica que garantem ganhos substanciais, imediatos e sem riscos?</p>
<p>Vivemos numa anomalia econômica bastante interessante e preocupante, depois de liderar a recuperação do emprego nacional, com indicadores macroeconômicos positivos, a economia tende a reduzir sua recuperação em decorrência do incremento das taxas de juros, taxas estas motivadas por um Banco Central supostamente independente, mas na verdade, independente do governo federal, aquele que foi eleito democraticamente pela população nacional e nunca independente dos barões do mercado financeiro, onde encontramos os maiores ganhadores das movimentações conduzidas pela Autoridade Monetária.</p>
<p>Sabemos que os indicadores fiscais brasileiros são ruins, mas não são catastróficos, como querem passar os atores do mercado financeiro, que exigem do governo um ajuste rápido e violento, com impactos generalizados nos gastos sociais e se “esquecendo” da regressividade tributária nacional que garante grandes benesses dos setores mais aquinhoados nacionais, uma elite que pouco paga imposto, detentores de grandes desonerações e usufruem dos juros escorchantes.</p>
<p>Neste momento, percebemos que as taxas de juros elevadas travam o crescimento e a recuperação nacionais e fazem com que, novamente, percamos uma oportunidade sublime de levantarmos a economia, gerando novos horizontes positivos e reduzindo as desigualdades sociais que fazem parte da história nacional.</p>
<p>Ary Ramos da Silva Júnior, Economista, Administrador, Gestor Financeiro, Mestre, Doutor em Sociologia e Professor Universitário.</p>
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		<title>Instabilidades cambiais</title>
		<link>https://www.aryramos.pro.br/instabilidades-cambiais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Dec 2024 00:27:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Indicadores]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesta semana, a economia brasileira apresentou grandes instabilidades cambiais, com impactos generalizados para todo o sistema econômico e produtivo, com preocupações sobre os níveis de preços e um crescimento inflacionário. O noticiário nacional foi dominado pelas dificuldades econômicas pelas quais o governo estava vivenciando, nas redes sociais os embates cresceram de forma acelerada, os defensores [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta semana, a economia brasileira apresentou grandes instabilidades cambiais, com impactos generalizados para todo o sistema econômico e produtivo, com preocupações sobre os níveis de preços e um crescimento inflacionário.</p>
<p>O noticiário nacional foi dominado pelas dificuldades econômicas pelas quais o governo estava vivenciando, nas redes sociais os embates cresceram de forma acelerada, os defensores do governo anterior destacaram os descaminhos da economia nacional, criticando as promessas do presidente Lula e degradando toda a imagem do governo, com falas deprimente e desrespeitosas&#8230;.</p>
<p>De outro lado, encontramos os defensores do governo do presidente Lula colocando toda a culpa nos barões do mercado financeiro, os financistas e rentistas, que impulsionaram uma degradação da economia nacional, como forma de garantir seus ganhos imediatos e impedir que o presidente Lula cresça e, em 2026, consiga sua reeleição.</p>
<p>Os donos do capital nunca aceitaram Lula como presidente do Brasil, sempre jogaram pesado com seu nome e patrocinaram todos os grupos sociais e políticos que trabalhavam para a degradação de seu partido político, o Partido dos Trabalhadores (PT).</p>
<p>Ao analisar os indicadores macroeconômicos brasileiros teremos dificuldade para compreender os motivos da desvalorização crescente da moeda nacional, afinal, estamos num ambiente com desemprego em níveis menores desde 2014, superávit comercial de quase 100 bilhões de dólares, investimento externo crescente, renda salarial em franco em ascensão e perspectivas de quase 4% de crescimento do produto interno bruto (PIB), inflação controlada com indicadores em torno de 4,7% neste ano, um pouco superior a meta, mas nada preocupante.</p>
<p>A escalado do dólar impacta fortemente sobre a economia brasileira, afinal a moeda norte-americana é responsável por grande parte das negociações internacionais, responsáveis por grande quantidade do comércio global e os preços dos produtos consumidos e produzidos internamente.</p>
<p>O chamado ataque especulativo deve ser visto como uma situação em que os agentes econômicos e financeiros se utilizam de seus instrumentos para fragilizar os instrumentos das autoridades monetárias e ganhar com a movimentação dos preços dos ativos, garantindo ganhos substanciais e, com certeza, aumento nos rendimentos financeiros.</p>
<p>Ataque Especulativo são instrumentos conhecidos e utilizados para seus para incrementar os lucros, cabendo aos governos nacionais utilizarem seus instrumentos para controlar os ataques, evitando ganhos imediatos que garantam ganhos substanciais em detrimento de outros atores do mercado financeiro.</p>
<p>Oficialmente, os agentes econômicos não gostaram do pacote fiscal anunciado pelo governo federal, acreditando que essas medidas eram tímidas e insuficientes para debelar as inquietações fiscais, neste momento, os mercados se utilizaram de seu poder financeiro para pressionar o governo, desvalorizando a moeda nacional, estimulando a desvalorização da moeda nacional, aumentando os custos produtivos e motivando aumento dos preços relativos.</p>
<p>As medidas solicitadas pelos agentes econômicos eram reduzir o aumento do salário mínimo, reduzir os gastos sociais, principalmente no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Abono salarial, recursos que impactariam grande parte da população mais carente da sociedade brasileira, estes recursos economizados contribuíram para aumentar as expectativas positivas para a economia brasileira e forçaria uma melhora significativa do ambiente macroeconomia nacional.</p>
<p>De outro lado, essas medidas impactariam fortemente sobre setores que votaram no presidente Lula e reduziriam o potencial político na próxima eleição presidencial e inviabilizaria nestes próximos dois anos de governo e, desta forma, pavimentaria novos grupos políticos ou traria setores vinculados ao governo anterior, liderados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>
<p>Neste momento, nos encontramos numa verdadeira encruzilhada, onde se o governo sinalizar a adoção de medidas dos donos do capital tenderiam a se distanciar dos grupos mais fragilizados da população e os grandes responsáveis pelo retorno do presidente Lula à Presidência da República, uma escolha importante, mas marcada por grandes incertezas e instabilidades.</p>
<p>Nos chamou a atenção a condução da política monetário do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, suas exposições críticas contra a política fiscal do governo federal, suas participações em eventos privados nacionais e internacionais com discursos críticos na condução da política econômica do Ministério da Fazenda, além de posições desconfortáveis nos períodos eleitorais, quando da eleição presidencial de 2022, o presidente da Autoridade Monetário foi votar usando camiseta da seleção brasileira, uma marca muito atrelada ao então governo Bolsonaro e seus posicionamentos com o governador paulista Tarcísio de Freitas, quando se colocou como seu potencial Ministro da Fazenda nas eleições de 2030.</p>
<p>Outro ponto interessante é salientar as atuações do Banco Central do Brasil num momento de desvalorizações cambiais e degradação da moeda nacional, montado em mais de 350 bilhões de dólares a Autoridade Monetário postergou por muito tempo a atuação no mercado de câmbio.</p>
<p>No governo anterior, o mesmo Banco Central atuou no mercado em mais de cem vezes para diminuir as instabilidades cambiais, ao passo que, atualmente, o Banco Central atuou pouquíssimas vezes, até recentemente as atuações ocorreram em apenas uma vez, uma temeridade. Nesta semana, pressionados por grupos mais a esquerda e assustados os impactos negativos para a economia nacional, o Banco Central voltou a atuar no mercado de câmbio e segurando a cotação da moeda nacional.</p>
<p>Estes posicionamentos nos colocam em grandes questionamentos, muitos economistas liberais e ortodoxos defendem a independência do Banco Central, mas uma pergunta que nos parece muitos atual e contemporânea: Independência do Banco Central para quem?</p>
<p>O que percebemos é que a independência do Banco Central está diretamente ligada as questões políticas, pois a independência efetiva nunca se consolidou, o verdadeiro interesse da política de independência da Autoridade Monetária é limitar o poder político dos governos eleitos democraticamente, afinal quem manda e continua mandando são os donos do capital&#8230;.são eles que empregam posteriormente os atuais diretores do Banco Central, haja vista a origem dos presidentes que sempre vieram da banca privada e posteriormente, retornariam para os postos anteriores, atuando nos bancos Itaú, Santander, Bradesco, Safra&#8230;.</p>
<p>O ataque especulativo é, na verdade, uma grande política entre os donos do poder econômico e os governantes, neste embate os verdadeiros perdedores são, primeiramente, a população mais pobre e mais desprotegida, depois o governo federal de plantão que percebe sua perda de força política e, os grandes vencedores são sempre os mesmos, os financistas e rentistas. Até quando!!</p>
<p><strong>Ary Ramos da Silva Júnior, Economista, Gestor Financeiro, Mestre, Doutor em Sociologia e Professor Universitário.</strong></p>
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		<title>Aperto monetário</title>
		<link>https://www.aryramos.pro.br/aperto-monetario/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Dec 2024 20:20:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Indicadores]]></category>
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					<description><![CDATA[Ontem o Banco Central do Brasil (BCB) elevou as taxas de juros para a economia brasileira de 11,25% para 12, 25%, um crescimento de 1 ponto percentual, com impactos imediatos para a economia nacional, impactando os investimentos e a geração de emprego e de renda. Segundo o Banco Central, o crescimento da taxa de juros [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem o Banco Central do Brasil (BCB) elevou as taxas de juros para a economia brasileira de 11,25% para 12, 25%, um crescimento de 1 ponto percentual, com impactos imediatos para a economia nacional, impactando os investimentos e a geração de emprego e de renda.</p>
<p>Segundo o Banco Central, o crescimento da taxa de juros brasileira está diretamente ligado aos riscos fiscais que estão crescendo de forma acelerada, levando a Autoridade Monetária a adotar políticas imediatas para evitar o estouro das metas inflacionárias.</p>
<p>Nas últimas semanas percebemos que os valores do dólar aumentaram substancialmente, gerando pressões sobre os preços internos e impactando sobre a inflação, movimentando as especulações e os ganhos dos agentes econômicos.</p>
<p>Importante destacar, que os movimentos cambiais estão ligados às movimentações do mercado norte-americano, perspectivas de elevação dos juros nos Estados Unidos que absorvem grande parte do dólar no mercado global e impacta sobre todas as regiões, internamente somos muito prejudicados em decorrência, segundo o “mercado”, dos desequilíbrios fiscais da sociedade brasileira.</p>
<p>Essa discussão está marcada por fortes politizações da economia brasileira, muitos grupos usam seus instrumentos econômicos e políticos para pressionar o governo para aumentar as taxas de juros, destacando que os riscos fiscais são elevados e o governo precisa rever suas estruturas de gasto, reduzindo seus empenhos e organizando as finanças públicas, sob pena de ver os juros futuros em amplo crescimento e inviabilizando a política econômica.</p>
<p>Para equilibrar o orçamento o governo precisa de uma força tarefa para controlar os gastos governamentais, um auxílio do Congresso Nacional e setores representativos da Justiça nacional, mas infelizmente, como o governo federal não dispõe de apoio necessário para organizar as contas e, os setores citados acima, usam seus poderes para prejudicar o controle das contas públicas, evitando a redução de seus gastos e chantageando o governo nacional, mantendo seus ganhos e aumentando-os sorrateiramente,  transferindo para o governo federal o ônus da piora das contas fiscais.</p>
<p>De outro lado, encontramos grupos de economistas e analistas, que acreditam que a situação é ruim para a economia nacional, com taxa de crescimento econômico interno baixa e postergando a recuperação dos setores produtivos, situação que permitiria o aumento da geração de emprego e a melhora substancial da renda agregada. Na situação atual, com taxas de juros mais elevadas, percebemos uma retração dos investimentos produtivos e postergando a recuperação da economia brasileira.</p>
<p>Estes grupos acreditam que o movimento do mercado tem o intuito fragilizar a política econômica e inviabilizar a melhora da economia nacional nos próximos anos do governo Lula, evitando uma reeleição ou, até mesmo, inviabilizando um candidato defendido pelo atual Presidente da República.</p>
<p>Quando falamos de corte de gastos estamos entrando numa seara espinhosa, o chamado mercado defende a redução dos dispêndios sociais, com cortes do Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Abono salarial, as multas do FGTS, dentre outros dispêndios sociais. Nesta conta, o chamado mercado não coloca uma progressividade dos impostos, se esquece da tributação dos lucros e dividendos, uma excrescência que existem em apenas três nações do mundo, e servem para garantir os altos rendimentos do andar de cima.</p>
<p>Deixando de lado as discussões econômicas, as taxas elevadas tendem a reduzir os investimentos e esfriar a economia nacional no próximo ano, postergando novos investimentos internos e elevando os ganhos das aplicações financeiras, gerando ganhos substanciais para poucos grupos econômicos, os chamados rentistas ou os financistas.</p>
<p>As taxas de juros cobradas no Brasil se colocam entre as mais altas do mundo, algo ruim para a economia nacional, neste momento, somos detentores da maior taxa de juros do mundo, estimulando gastos substanciais do orçamento público em prol do rentismo, além de contribuírem negativamente para os indicadores degradantes que vivemos na sociedade brasileira, piora social e dificuldades crescentes de recursos das políticas públicas.</p>
<p>Num momento de recuperação econômica, onde os agentes econômicos que mantinham recursos em caixa estudavam aumentar os investimentos produtivos para aumentar a capacidade de suas empresas, com taxas de juros elevadas os empresários repensam suas estratégias de gestão, pois sabem que juros elevados geram incertezas na produção e leva os agentes a colocarem seus recursos econômicos e financeiros em títulos públicos, cujos retornos rendimentos são muito elevados e evitam perdas dos setores produtivos.</p>
<p>Destacamos ainda, que cada ponto percentual de aumento nas taxas de juros da Selic, definidas pelo Banco Central, correspondem a mais de 30/40 bilhões de reais de gastos do governo federal, recursos que pioram as contas governamentais e postergam a recuperação e o crescimento da economia nacional.</p>
<p>Mais uma vez, estamos vendo, o Brasil perdendo oportunidades históricas de alavancar o crescimento interno, com taxas de juros civilizadas, novas ondas de investimentos produtivas e perspectivas produtivas que culminariam no tão sonhado desenvolvimento econômico.</p>
<p>Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel de Ciências Econômicas, Especialista em Economia do Setor Público, Mestre e Doutor em Sociologia.</p>
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		<title>Crescimento Econômico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ary Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Dec 2024 22:35:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Indicadores]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar das dificuldades constantes das questões fiscais, a economia brasileira apresentou um crescimento de 0,9% no último trimestre, gerando sentimentos interessantes, uns grupos ressaltam o crescimento econômico do período de forma positiva, destacando a resiliência na estrutura produtiva nacional mesmo num ambiente marcado por grandes instabilidades e inseguranças. De outro lado, percebemos grupos econômicos e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar das dificuldades constantes das questões fiscais, a economia brasileira apresentou um crescimento de 0,9% no último trimestre, gerando sentimentos interessantes, uns grupos ressaltam o crescimento econômico do período de forma positiva, destacando a resiliência na estrutura produtiva nacional mesmo num ambiente marcado por grandes instabilidades e inseguranças.</p>
<p>De outro lado, percebemos grupos econômicos e políticos que acreditam que o crescimento econômico está diminuindo, perdendo tração, destacando a fragilização fiscal e que as perspectivas não são muito positivas, apostando que a economia nacional chegou no seu limite máximo e, se continuar crescendo, vai produzir impactos inflacionários que tendem a aparecer com maior força, levando o Banco Central a intensificar o incremento nas taxas de juros, reduzindo os investimentos produtivos, aumentando o desemprego e limitando a renda agregada, como força de reduzir os impactos sobre os preços.</p>
<p>Vivemos num momento de grandes incertezas, o tão sonhado crescimento econômico e a redução do desemprego, visto como muito positivo, tende a pressionar os preços relativos e a inflação cresce com maior rigor e intensidade, gerando pressões crescentes sobre o governo federal para adotar medidas mais profundas para encontrar o equilíbrio fiscal, reduzindo os repasses para os grupos mais fragilizados, esse grupo é visto como o grande responsável pelo retorno do presidente Lula ao governo numa eleição fortemente polarizada.</p>
<p>A economia brasileira apresentou indicadores que sinalizam um crescimento em torno de 4%, um número visto por muitos economistas ortodoxos como algo muito elevado para o potencial da economia nacional. Vivemos momentos de forte crescimento da demanda, motivado pelo consumo crescente e pelos investimentos em ascensão, que tendem a diminuir nos próximos meses, mostrando que para continuar crescendo e com redução no desemprego, precisamos aumentar os investimentos produtivos. Neste cenário, percebemos que, com as taxas de juros que temos , nosso crescimento tende a diminuir de forma acelerada, o chamado voo de galinha, que acontece com a economia nacional a muitas décadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
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