Profissão, qualidade e desenvolvimento econômico

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A sociedade vem passando por grandes transformações nos últimos anos, com impactos generalizados para toda a comunidade, levando as empresas a repensar seus modelos de negócios, os indivíduos estão perdendo os espaços no mundo do trabalho e os governos estão buscando novos instrumentos de desenvolvimento, com isso, numa sociedade em constantes transformações todos os agentes econômicos se mostram ansiosos e assustados com estas mudanças.

Estamos vivendo a quarta revolução industrial, desde o final do século do XVIII, o mundo passou por mudanças assustadoras, as estruturas foram destruídas e outras formas de sobrevivência nasceram e desenvolveram, desde então os indivíduos perderam seus eixos de comparação, estimulando as capacitações e qualificações constantes como forma de sobrevivência. Estas alterações impactam para todos os indivíduos, as empresas e o Estado Nacional, construindo novas concorrência e novos espaços de competitividade, reduzindo momentos de ociosidade e aumentando o tempo de qualificação, deixando uma diminuição crescentes das horas em convivência familiares.

Com o incremento da revolução industrial, novas ocupações e profissões surgem para impulsionar o desenvolvimento industrial, exigindo novos escolas e universidades na capacitação dos profissionais, surgindo novos cursos e modelos de negócios, impulsionando novos negócios na educação, crescendo e se consolidando na esteira das novas demandas do mercado do conhecimento. Novas ciências nascem neste intuito de estimular a consolidação das pesquisas e reflexões sociais, exigindo professores qualificados e remunerados, diminuindo até acabar com modelos de ensinos nas casas e nas residências, crescendo os investimentos em escolas públicas e particulares, se transformando a educação em um negócio muito atrativo e interessante para os donos do capital.

Setores educacionais crescem e impulsionam novos investimentos e atraindo setores privados e garantindo espaços na construção de conteúdos e metodologias. Estes investimentos contribuíram para o crescimento de estruturas educacionais e garantindo empregos e remunerações para professores e profissionais da educação, impulsionando novos setores que estão integrados para o setor educacional, angariando vários investimentos correlatos e deixando claros a importância dos setores educacionais e formação profissional.

Os setores educacionais foram fundamentais para impulsionar o crescimento das economias, levando economias ao caminho do desenvolvimento econômico, capacitando profissionais e contribuindo para o bem-estar social da sociedade, melhorando o salário da população, incrementando a renda, o consumo de todos os grupos sociais.

Nos últimos anos, ao analisar o caso brasileiro, perdemos o incremento acelerado de investimentos em setores educacionais, desde que o governo estimulou o crescimento destes setores, surgindo novos fundos de investimentos, criando grandes grupos econômicos, que despejaram recursos na aquisição de escolas, faculdades e universidades em todas as regiões do país. Estes investimentos contribuíram para aumentar a inclusão de estudantes nas universidades. Devemos destacar ainda, que este crescimento deve ser creditado pelas políticas públicas do governo federal, com investimentos maciços do setor educacional, onde devemos destacar o Programa Universidade para Todos (PROUNI) e o crescimento do FIES, que abriu espaços para negros, pobres e marginalizados socialmente a entrarem nas universidades. Além desta política, devemos destacar o incremento do governo federal de novas universidades federais em variadas regiões e o incremento dos institutos federais, criando novos campis em todas as comunidades, contratando professores e garantindo espaços para cidadãos que, sem estes investimentos, dificilmente teríamos condições de ter acesso ao ensino superior ou cursos de nível técnico de qualidade e excelência.

Estes movimentos foram interessantes e aumentaram a qualificação da população, garantindo muitos grupos sem recursos financeiros e condições de demandar espaços no ensino superior, destacando nomes de relevo da intelectualidade e de empreendedores sociais, tais como destacamos Silvio Almeida, Djamila Ribeiro, autora dos livros “Lugar de fala”, “Quem tem medo do feminismo negro?” e “Pequeno manual antirracista”, dentre outros livros. Devemos destacar o intelectual e professor Silvio Almeida, advogado, professor universitário e jurista, autor dos livros “Racismo Estrutural” e “Racismo sem racistas”. Estes autores que fazem sucesso nas discussões contemporâneas só podem ser compreendidos através de políticas públicas que angariaram espaços para muitos negros e indígenas nos bancos escolares e das universidades, aumento a inclusão nas universidades públicas e fortalecimento a democracia, dando espaços para várias vozes e construindo novas oportunidades de ascensão social.

O papel da educação é fundamental para o desenvolvimento da sociedade, nenhum país se transforma em uma sociedade desenvolvida sem estudos de qualidades, empregos mais dignos e salários decentes, nestes países percebemos a importância dos investimentos educacional, desde os ensinos fundamental, ensino médio e ensino superior. Devemos salientar que a educação é fundamental para todo este crescimento, mas precisamos destacar que se faz fundamental da adoção de políticas de desenvolvimento industrial e tecnológico. Sem estes investimentos no conhecimento, na pesquisa científica e na melhora educacional, perceberemos que teremos uma sociedade com quantidade de bacharéis sem empregos dignos, levando uma leva de trabalhadores altamente qualificados para se vender aos empregos precarizados, sem carteira de trabalho assinados, sem FGTS, sem férias, sem descanso semanal, como estamos percebendo os novos empregos no mundo contemporâneo, como aqueles atrelados com os da Uber, os chamados uberizados.

Destacamos ainda, que cabe aos investimentos em educação a construção de uma sociedade desenvolvida e qualificada, onde as universidades públicas e privadas precisam formar indivíduos capacitados e conscientes dos desafios da sociedade do conhecimento, a educação é uma concessão pública e devem ser cobradas das empresas privadas a entrega de uma mercadoria de qualidade, queremos educação de qualidade para todos os setores econômicos, sociais e políticos, desde que cumpram com seu papel de serviço de alta qualidade, não apenas setores que buscam lucros e crescimentos econômicos elevados, sem preocupações com a formação profissional, acadêmica e moral da sociedade.

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