Reflexões cotidianas sobre a Doutrina Espírita

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Percebemos no movimento Espírita atual, grandes controvérsias e constrangimentos entre pessoas que se dizem espíritas e tentam impor suas ideias e pensamentos, esquecendo-se que a Doutrina é um espaço edificante de discussões e diálogos constantes, marcadas pelo respeito e pela comunhão de ideias e questionamentos, sob pena de desmoronar o maior avanço intelectivo e moral dos últimos séculos, cuja missão é a transformação da humanidade, o respeito edificante e a redenção do homem velho, transformando-se em homem novo, com ideais novos e sentimentos renovados centrados sempre em Jesus, nosso mestre e governador do planeta Terra.

O sectarismo e a ortodoxia em cursos podem causar um grande racha na Doutrina dos Espíritos, criando graves constrangimentos entre seus adeptos e dando espaço para que seus detratores aumentem suas críticas e fragilizem o movimento, esta fragilidade só serve para aqueles que vêem no espiritismo um impeditivo para a difusão de ideais menores, marcados por revanchismo e desintegração, espíritos que se comprazem com a maldade e se nutrem da desunião e das dores dos seres humanos, infelizes irmãos nossos que, infelizmente, ainda não entenderam que as oportunidades neste mundo estão chegando ao fim, enchem seus corações de ódio e desesperança, mas que brevemente, a continuarem como estão, serão conduzidos a outros mundos, assim como, em épocas anteriores, muitos espíritos foram exilados de capela pois mantinham seus corações aturdidos e revoltados, numa época que estes sentimentos já não mais faziam parte deste planeta, exilados contribuíram para o crescimento de outros mundos e outras civilizações foram construídas, mas tiveram seus corações entristecidos por tal experiência, que lhes causaram dores imensas e ranger de dentes, mas como toda experiência lhes trouxeram oportunidades de crescimento e elevação, mostras claras da misericórdia de Deus, que dá a seus filhos todas as oportunidades, mesmo sabendo que muitos ainda se comprazem com sentimentos menores, com as intrigas e com a desunião.

Grandes vultos da doutrina espírita estão sendo deixados de lado nos últimos anos, nomes de peso como Allan Kardec, o codificador, Emmanuel, Leon Denis, Bezerra de Menezes, Humberto de Campos, Yvonne Pereira, Eurípedes Barsanulfo, entre outros, marcados pela envergadura moral e por valores elevados cujas contribuições para a Doutrina dos Espíritos e para a humanidade de uma forma geral com seus livros, obras e exemplos, estão sendo substituídos por livros superficiais de autores iniciantes, que trazem a públicos livros fisicamente belíssimos, com um projeto gráfico de alta qualidade, com fotos e imagens diferenciadas, mas que deixam no plano secundário as ideias e os pensamentos transformadores que são características centrais dos bons livros espíritas e se concentram num mercado editorial em expansão na sociedade contemporânea, onde os indivíduos abobados com as dificuldades do cotidiano e cada vez mais distantes dos ensinamentos divinos tentam, em momentos de reflexão, ler e tentam se apegar a ensinamentos mais edificantes.

Cabe aos espíritas, como nos foi dito por Allan Kardec, instruir-nos constantemente, acompanhar as mudanças na sociedade e trabalharmos para construirmos no nosso cadinho espaços mais equilibrados e edificantes, marcados por sentimentos mais serenos de amor, paz e esperanças, atuando no nosso trabalho e entendendo que a mesma dedicação que temos à nosso profissão, que nos dá os recursos necessários para nossa sobrevivência material, temos que despender para com nosso trabalho espiritual, na casa espírita, pois é este trabalho que dá ao nosso espírito o alimento necessário para sua sobrevivência e transformação.

A leitura e o estudo dos grandes autores da doutrina dos espíritas é missão central para todos que se dizem espíritas, como entender sua estrutura e suas ideias sem o estudo de Allan Kardec, o grande codificador que nasceu Hyppolite Leon Denisard Rivail e ficou conhecido no mundo todo como Allan Kardec, sua trajetória é uma lição de dedicação e esforço que emocionam a todos, depois de anos se dedicando à ciência e, principalmente a pedagogia, o codificador se debruçou sobre questões poucos compreendidas na época e, num período inferior a duas décadas apresentou a sociedade francesa a Doutrina dos Espíritas, onde descortinou a existência do mundo espiritual, revelando a pluralidade das existências, a Lei de Causa e Efeito e passou a disciplinar a mediunidade, dando a esta um caráter natural e fazendo com que os médiuns deixassem de serem tratados como loucos ou doentes mentais e passassem a ser compreendidos como seres humanos normais dotados de uma sensibilidade maior e uma oportunidade única de trabalhar em benefício dos mais carentes e sofredores.A Doutrina dos Espíritos não surgiu pra dividir a humanidade, muito pelo contrário, nasceu dos espíritos e foi estruturada para melhorar os seres humanos, a terceira revelação como espaço integrado de ciência e religião não pode se deixar levar por ortodoxias, que tentam diminuir o espiritismo como se este fosse apenas uma doutrina especulativa como tantas outras, o Espiritismo não é especulativo, suas bases foram construídas pelos espíritos, fizeram parte da codificação um grande números de espíritos das mais altas esferas espirituais, espíritos que quando estavam na carne se transformaram em baluartes da moral e da boa conduta, espíritos que se tornaram santos nas fileiras da igreja católica e estão integrados na caravana criada e conduzida por Jesus Cristo, nosso mestre e modelo, que por aqui passou, foi muitas vezes tentado e, em momento algum se deixou levar pelas paixões mundanas e pela ilusão da matéria, pois sabia, e deixou claro inúmeras vezes que seu reino não era deste mundo e que para vivê-lo era necessário nascer de novo, demonstrando que a reencarnação, defendida pela doutrina dos espíritos, é mais do que uma hipótese, é uma lei natural e todos nós temos que prestar contas em algum momento da vida, portanto, como seres inteligentes que somos e dotados de livre arbítrio, tomemos cuidado com nossas escolhas e com os caminhos por nós escolhidos pois, em algum momento, teremos que prestar contas a um ser superior: Jesus Cristo.

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