Remédio amargo

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O termo lockdown ganhou espaço no vocabulário nos últimos meses, podemos defini-lo como a versão mais rígida do distanciamento social e quando a recomendação se torna obrigatória. Neste período muitos especialistas destacaram-na como a forma de auxiliar no combate ao coronavírus, responsável por uma das maiores crises sanitárias do país.

Neste momento precisamos construir laços sociais, políticos e econômicos para garantir o isolamento de todos os grupos sociais, empresas e instituições, levando-as para, literalmente, reduzir suas atividades. Nos exemplos mais exitosos de Lockdown, todos os grupos sociais atenderam ao chamado das autoridades, cabendo ao poder público construir uma estratégica de comunicação eficiente, garantindo auxílios monetários e financeiros, aumento e rapidez da vacinação. Na sociedade brasileira, marcada por grandes desigualdades e crises de emprego e queda da renda, percebemos que os conflitos são generalizados, confrontos políticos, falsos argumentos e incompetência na gestão, com isso, percebemos que caminhamos rapidamente para o colapso e para as convulsões. O lockdown é necessário e imprescindível, depois de contabilizarmos 300 mil mortes, com uma gestão pública caótica, adotá-lo é a única forma de diminuir o colapso que se avizinha para a sociedade. Além do lockdown, precisamos acelerar o auxílio emergencial e acelerar a vacinação. Sem organização e na ausência de liderança os problemas tendem a piorar rapidamente.

Ary Ramos da Silva Júnior, Economista, Mestre e Doutor em Sociologia. Publicado no Jornal Diário da Região, Caderno Economia, 28/03/2021.

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