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Medo do Futuro

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Vivemos momentos de grandes transformações na sociedade internacional, em todas as regiões estamos percebendo o aumento da riqueza agregada, novas tecnologias e novos modelos de negócios e, ao mesmo tempo, um incremento da desigualdade, do medo e da preocupação com o futuro, gerando insatisfação, insegurança e ressentimento.

Na Europa, estamos percebendo o crescimento de movimentos que estão se espalhando para inúmeras capitais do velho continente e, posteriormente, essas movimentações tendem a se espalhar para toda a sociedade global, deixando claro, a insatisfação dos jovens e dos adolescentes e a preocupação sobre o futuro, onde os valores da solidariedade, do respeito e da harmonia social, vêm sendo substituídos rapidamente, por valores transitórios baseados no individualismo, no imediatismo e no hedonismo.

Nesta nova sociedade, cunhada e constituída pelas estruturas dos donos do capital, os valores se baseiam na concorrência e na competição, se esquecendo, que os indivíduos partem de oportunidades e trajetórias diferentes. Na contemporaneidade, todas as estruturas sociais estão sendo devastadas, as famílias perderam a centralidade na vida dos indivíduos, o mundo do trabalho passa por grandes transformações, a tecnologia está construindo novas ocupações e destruindo empregos tradicionais, os relacionamentos amorosos e sentimentais estão vivendo uma verdadeira revolução, tudo isso, contribui, direta ou indiretamente, para compreender os desequilíbrios emocionais e afetivos, além das frustrações econômicas, salários reduzidos, ausência de empregos de qualidade e o medo crescente do futuro, dos relacionamentos humanos e das transformações no meio ambiente.

Estamos vivendo uma sociedade onde o futuro é cada vez mais incerto e indeterminado, neste ambiente, a imprevisibilidade se tornou a grande tônica dominante, onde as famílias perdem as certezas que foram construídas anteriormente, o futuro é cada vez mais sombrio e, ao mesmo tempo, percebemos desfilar, nas redes sociais, indivíduos, famílias e criadores de conteúdos pregando uma vida marcado pela ostentação, desfilando um cenário impossível de realização, criando um ambiente de ressentimento e angústia constante e, desta forma, para viver estas experiências, as pessoas fazem de tudo, absolutamente tudo, para participar deste ambiente de festas, ostentações variadas, ganhos materiais, desperdícios crescentes, orgias e prazeres constantes, deixando de lado a ética, a moral e se esbaldam nos valores transitórios dos donos do capital.

Os jovens e os adolescentes vivem este ambiente de ambivalência, os prazeres decantados estão distantes da maioria da população, a compra da casa própria está cada vez mais distante, a aquisição de seu primeiro automóvel se tornou um sonho impossível, o ensino superior se tornou um valor longínquo, afinal, numa economia que cresce pouco e grande parte da riqueza é auferida por poucos grupos, o diploma superior pode gerar retornos monetários reduzidos e contribuindo, diretamente, para a indiferença e a frieza dos jovens.

Neste cenário, estamos hipotecando o futuro da sociedade global, estamos criando um ambiente sombrio e preocupante, onde poucos grupos sociais tendem a sobreviver de forma digna e decente, criando uma multidão de descontentes, fomentando um caldo de revoltas, de agressões e ressentimentos. Os jovens e os adolescentes que, neste momento, estão movimentando a Europa, embora muitos setores critiquem chamando-os de ociosos, preguiçosos e improdutivos, podem, neste momento, estar catalisando um movimento global contra a ditadura do capital financeiro e improdutivo, além de garantir nuvens de esperanças de um futuro melhor e mais consistente.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Pessimismo

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A sociedade internacional vem vivendo momentos ricos e cheios de movimentações, o desenvolvimento tecnológico está transformando o sistema econômico e produtivo, criando novas ocupações, gerando novos desafios para as organizações e para os trabalhadores, nascem diuturnamente novos modelos de negócios, grandes conglomerados perdem espaço nos mercados e estão sendo superados por empresas menores, dinâmicas e mais flexíveis, estamos imersos em uma verdadeira revolução, onde os mais flexíveis, ágeis e preparados saem na frente, enquanto aqueles mais acomodados perdem espaço e são substituídos rapidamente.

Neste momento percebemos o incremento de grandes movimentações nos países europeus, onde milhares de pessoas, liderados por jovens e adolescentes, estão saindo de suas casas para protestar contra as péssimas condições de sobrevivência, o aumento dos custos de vida e uma queda vertiginosa dos salários, gerando uma insatisfação generalizada, um medo crescente do futuro, uma desesperança, além de agitações sociais e grandes preocupações para os governos de plantão.

No Oriente Médio percebemos um aumento das guerras e dos conflitos militares, onde os governos atacam diretamente seus vizinhos, estimulando matanças indiscriminadas, devastando cidades e regiões inteiras, gerando custos materiais elevados, deixando famílias destruídas, criando um ambiente de ressentimento, medo e desesperança, neste cenário, a construção da paz e da prosperidade demandam investimentos variados de toda a comunidade internacional.

Na América Latina percebemos o incremento de governo de extrema-direita, reeditando uma política econômica ultraliberal, entreguista e subserviente, reduzindo o papel do Estado na economia, diminuindo os investimentos sociais, arrochando os salários, degradando as aposentadorias e levando a classe média a uma inanição, estimulando o caos econômico, vendendo patrimônio a preço de banana, devastando e cultuando governos autoritários e preservando os donos do poder econômico, garantindo as benesses financeiras, os subsídios fiscais e tributários e perpetuando as imunidades crescentes que mancham a trajetória do judiciário.

Destacamos ainda, o incremento da degradação do meio ambiente, o aumento da temperatura dos oceanos está impactando em todos os continentes, calotas de gelo estão desprendendo e percebemos a descoberta de novos vírus e bactérias pré-históricas, adormecidas há milênios, liberando volumes elevados de gases de efeito estufa (como metano e CO₂) e elevando o nível dos oceanos. Neste cenário, percebemos o crescimento de uma visão ultrapassada e equivocada da importância da ciência para a humanidade e, fortalecendo, erroneamente, um negacionismo e uma ignorância crescente nos indivíduos que flertam, abertamente, com a degradação da vida humana e destruindo a civilização.

As guerras permeiam a sociedade internacional, nestas últimas décadas percebemos inúmeros conflitos bélicos e militares que se espalham para todas as regiões do mundo, com impactos variados sobre cidades e regiões. Na contemporaneidade, marcada por novas tecnologias e novas formas de destruição, assistimos ao prelúdio de inúmeras guerras fratricidas entre potências nucleares, lideradas com governantes insanos cujas consequências podem levar a extinção total do planeta.

Neste ambiente, percebemos um cenário de desafios e oportunidades, gerando pessimismos, insanidades e desesperanças. Os desafios contemporâneos são inúmeros e variados, cultivar o otimismo é fundamental para superarmos os desafios atuais, mas, antes de tudo, precisamos construir um novo consenso social, enfrentar a polarização insana e reescrever os valores humanitários, lutando pela justiça e pelo bem-estar coletivo. Acredito que, recentemente, demos um passo positivo.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciência Econômica e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Escassas esperanças

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A comunidade internacional passa por momentos de grandes preocupações, o desenvolvimento tecnológico construiu novos horizontes para a estrutura econômica, a competição cresce de forma acelerada, novos modelos de negócios surgem constantemente, o mundo do trabalho se altera de forma estrutural e as perspectivas são imprecisas, gerando ansiedades, depressões e incertezas crescentes, vide as agitações e reivindicações dos trabalhadores franceses.

Neste ambiente, percebemos que a comunidade internacional observa o Brasil com um misto de esperanças e grandes preocupações. Somos uma nação gigantesca, dotada de grandes recursos naturais, reservas petrolíferas no subsolo, somos detentores de uma vegetação variada e fortemente produtiva, possuímos a segunda maior reserva de terras raras e minerais críticos, além de possuirmos recursos naturais elevados e diversificados, gerando uma grande cobiça e uma inveja crescente, neste cenário, marcado por grandes instabilidades internacionais, onde as nações investem, fortemente, em armas e equipamentos bélicos e entram em conflitos militares buscando novos territórios e riquezas naturais, precisamos construir consensos para defendermos nossa condição estratégica, fortalecer nossos instrumentos de defesa, garantindo nossa autonomia e consolidarmos nossa soberania.

Embora sejamos detentores de grandes recursos naturais, somos dotados de riquezas estratégicas para a nova economia contemporânea, neste cenário, precisamos  construir novos horizontes de crescimento econômico, precisamos vislumbrar esperanças de um futuro melhor e mais sustentável, onde a pobreza e a indigência não sejam naturalizadas, onde o debate político seja construído e centrado pelo respeito, aceitando as diferenças, pensando e atuando coletivamente e deixando de lado nossos interesses mais mesquinhos e imediatos, rechaçando uma sociedade cada vez mais centrada no individualismo, no hedonismo, nos ganhos pessoais e nos perguntando, abertamente, o que está acontecendo com os seres humanos e seus valores éticos e morais que foram fundamentais para sustentar a civilização?

Nesta sociedade, as esperanças estão, cada vez mais, escassas. Há poucos dias, a sociedade homenageou os professores, uma data especial para toda a comunidade, afinal, o trabalho desta categoria é fundamental para garantir um futuro digno e decente para as nações. Todos os países que alçaram seu desenvolvimento econômico e garantiram melhorias das condições de vida de sua população tiveram, nesta classe de trabalhadores, um papel relevante, estratégico e imprescindível.

Nesta sociedade, onde as esperanças estão cada vez mais escassas, o papel dos professores perdeu a relevância, as universidades foram deixadas de lado e suas estruturas estão sendo degradadas, salas esvaziadas e alunos desinteressados, violências crescentes e generalizadas, a sedução do magistério acabou e a atratividade desta categoria foi reduzida, demonstrando, claramente, nossa indigência moral e os valores que estamos cultivando. Como destacou o grande intelectual e professor universitário Leandro Karnal em artigo recente: “Quando a admiração pelo professor passa ao influenciador, a crise não é da escola – é da sociedade”.

Nesta sociedade, estamos fazendo escolhas preocupantes, pouco valorizamos os professores, votamos em candidatos desqualificados e depois criticamos a ineficiência dos governantes, pagamos bilhões para enriquecer poucos grupos privilegiados e negamos recursos para educação, para ciência e para a tecnologia, adoramos importar tecnologias e desvalorizamos a produção nacional, aumentamos nossa dependência externa, abandonamos a educação e deixamos de lado os agentes da mudança, os professores: aqueles que podem criar um clima de esperança, mesmo sabendo que vivemos num mundo de escassas esperanças.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Parasitismo

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A sociedade contemporânea tem atitudes interessantes e reveladoras do atraso civilizacional, de um lado, percebemos um estímulo crescente da competição, onde as crianças e os jovens estão crescendo em um ambiente concorrencial, sem privacidade, estimulados pelo consumo desenfreado e os ganhos materiais se transformaram em um verdadeiro prêmio que fica disponível para os melhores e os mais capacitados e, de outro lado, percebemos uma sociedade embrutecida, marcada pelo ódio e pelo ressentimento, onde os cidadãos sentem, na pele, os desequilíbrios emocionais e afetivos, o aumento da ansiedade e da depressão, gerando uma geração assustadora, apática e agressiva.

Ao estudarmos o capitalismo nacional percebemos um discurso centrado na defesa da concorrência nos setores econômicos nacionais, uma defesa constante da liberdade e da escolha dos agentes econômicos e, percebemos que essa concorrência é algo, totalmente, surreal, somos uma nação nascida na exploração de uma metrópole atrasada e fortemente conservadora, gerando uma elite econômica reacionária e imediatista. Construímos variados monopólios estatais, usamos a estrutura do Estado para construir uma sociedade mais moderna, defendemos o protecionismo governamental e sobrevivemos graças aos mais variados subsídios dos governos de plantão. Na real, percebemos que construímos uma elite parasitária, que sobrevive pregando empreendedorismo e inovação, pouco investe em ciência e em tecnologia, adora as nações empreendedoras e se satisfaz comprando produtos sofisticados no mercado internacional para satisfazer seus anseios de consumismo desenfreado.

Nesta sociedade, percebemos uma elite, que controla a nação, uma verdadeira ojeriza a investimentos em pesquisa, ciência e tecnologia, investir em educação é visto como um desperdício desnecessário, afinal, essa elite nunca, lembrem disso, correu riscos, sempre estimulou o Estado Nacional a fazer os investimentos mais agressivos e arriscados e, posteriormente, usou seus instrumentos políticos pouco republicanos para degradar os investimentos anteriores, estimulando a terceirização dos ativos estatais e, posteriormente, adquirindo os ativos nacionais via privatização a preço de banana, embolsando grandes lucros, criando monopólios privados e oferecendo serviços de péssimas qualidades.

 Essa mesma elite parasitária que domina a sociedade nacional há séculos e que compactua abertamente com a grande corrupção e a ineficiência administrativa, denuncia em seus canais de comunicação tradicional e em seus canais digitais os dispêndios, vistos como exagerados, das políticas públicas governamentais, as bolsas famílias e seus congêneres, se esquecendo, deliberadamente, dos bilhões de reais adquiridos via taxas de juros estratosféricos e os recursos garantidos através dos subsídios e das isenções governamentais, recursos estes, pouco transparentes e servem para enriquecer poucos grupos privilegiados em detrimento de uma parcela substancial da sociedade que recebe migalhas e, neste cenário atual, podem perder estes benefícios para garantir, perpetuamente, os ganhos dos donos do capital.

Neste cenário internacional marcado pelo desenvolvimento tecnológico e pelos agressivos investimentos em ciência e tecnologia, percebemos que vamos continuar sendo importadores de produtos sofisticados e de alto valor agregado e, vamos perpetuar, nosso papel de exportadores de produtos primários de baixo valor agregado, afinal, abrimos mão, historicamente, de nosso potencial científico e tecnológico, haja vista Embraer, Petrobrás e Embrapa. E neste futuro imediato, muito imediato, essa elite parasitária e predatória, vai continuar garantindo seus grandes recursos, pagando salários miseráveis, explorando a classe trabalhadora, devastando os sindicatos, garantindo seus subsídios elevados e isenções fiscais.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Grandes contradições

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Vivemos um momento marcado por grandes transformações e contradições em todas as regiões do mundo, adoramos a tecnologia e as facilidades do mundo digital e, ao mesmo tempo, nos sentimos ameaçados pelo desenvolvimento da inteligência artificial que pode tolher empregos e diminuir a renda. Sentimos, na pele, as grandes transformações demográficas nos países, estimulamos a longevidade, buscamos postergar nosso envelhecimento, nos matriculamos em academias para termos rigidez muscular e melhorar as condições de vida e, ao mesmo tempo, repelimos os mais idosos, precarizamos suas condições de vida e defendemos políticos que defendem a redução dos rendimentos dos aposentados.

Falamos, constantemente, em questões religiosas, recheadas de citações das famílias e exaltamos as lições nos sermões e, ao mesmo tempo, elegemos candidatos que defendem a violência urbana, se omitem do crescimento do feminicídio e apoiam a venda indiscriminada de armas e armamentos bélicos, criando um verdadeiro faroeste urbano, apoiando um grande banho de sangue, com isso, percebemos o incremento da criminalidade, o fortalecimento das milícias, o aumento da injustiça e da sensação de insegurança.

Neste ambiente marcado por grandes alterações climáticas, onde sentimos na pele as modificações do clima, temperatura elevada, aumento das instabilidades climáticas, vendaval em crescimento constante, terremotos e maremotos em todas as regiões, um verdadeiro caos climático que impacta a comunidade e gerando mais degradação e incertezas. Neste cenário, percebemos que estamos elegendo cidadãos negacionistas que desacreditam das mudanças do clima, pessoas que estimulam a exploração do meio ambiente, degradando a natureza e, ao mesmo tempo, criticamos os órgãos governamentais e nos esquecemos, claramente, que somos os responsáveis pela escolha de nossos governantes, terceirizamos nossas escolhas e não aceitamos nossas responsabilidades.

Estamos presenciando uma sociedade tomada por graves desequilíbrios emocionais e dominada pelo crescimento do ódio e do ressentimento, onde muitas pessoas que se dizem esclarecidas e conscientes politicamente e, ao mesmo tempo, votam e defendem, abertamente, pessoas misóginas, estimulando a subserviência e a dominação das mulheres, cultuam uma sociedade patriarcal, sem direitos sociais e, num debate, ofendem aqueles que pensam diferente, agridem fisicamente, humilham, atacam a reputação de seus “inimigos” e se dizem civilizados.

Vivemos numa sociedade que transfere nossas responsabilidades políticas, terceirizam nossas escolhas eleitorais, adoramos ser conduzidos, esquecemos das trajetórias e desconhecemos a história dos candidatos, cultuamos os regimes autoritários, exaltamos governos imperiais e esperamos, constantemente, o verdadeiro salvador da pátria, como os portugueses, nossos colonizadores, que aguardam, ainda hoje, o retorno do Dom Sebastião, conhecido como “O desejado”, que morreu numa guerra no final do século XVI e, para muitos, retornará para melhorar as condições de sua população.

Percebemos uma sociedade marcada por grandes constrangimentos, onde muitos pobres e miseráveis defendem os interesses dos donos do capital, atuam para defender os interesses materiais das classes dominantes e rejeitam sua identidade de classe, desconhecem sua trajetória de subserviência e de exploração cotidianas, desta forma, estimulam uma alienação perpétua que impede o desenvolvimento econômico da nação. Neste cenário, os explorados escolhem seus governantes e, infelizmente, escolhem candidatos que defendem, abertamente, a redução de seus salários, a diminuição de seus benefícios previdenciários e desconhecem que suas escolhas degradam as suas condições de vida e perpetuam sua pobreza estrutural.

Ary Ramos da Silva Junior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Ascensão Social

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Vivemos um momento preocupante para toda a comunidade global, somos bombardeados por um marketing agressivo, imagens e propagandas nas mídias tradicionais e nas redes sociais  que estimulam, abertamente, o consumo constante e deliberado, nossos desejos de consumo e de acumulação material extrapolam as vontades individuais e se espalham para o mundo digital, gerando uma busca crescente pelo consumo, neste momento é imprescindível mostrar a compra, não é apenas adquirir o produto, precisamos expor nossa aquisição e mostrar que somos bem sucedidos.

A ascensão social sempre foi um dos maiores objetivos dos indivíduos, que motivava toda a família para a melhor escolha profissional. Anteriormente os grupos mais fragilizados economicamente buscavam essa ascensão através do estudo, qualificação profissional e a carreira era o centro das decisões mais estratégicas para os cidadãos, as escolhas corretas culminariam em empregos sólidos e com maior remuneração, melhorando as condições de vida e um futuro mais consistente para toda a família.

 O setor público sempre foi um espaço de ascensão social, onde profissionais liberais se preparavam para prestar os melhores concursos públicos, com isso, muitos alunos se encantavam com as áreas do direito que abriam novas oportunidades de carreira e valorização profissional. Muitos estudantes foram atraídos para a docência, se formaram como professores ou profissionais do ensino, sonhando com a estabilidade financeira, realização pessoal, benefícios sociais e melhores condições de aposentadoria.

Nos últimos trinta anos, percebemos uma redução substancial dos concursos públicos, o Estado vem passando por um emagrecimento sistemático, cargos estão sendo extintos, setores estão passando por transformações estruturais, ainda mais, percebemos um movimento crescente de terceirização de atividades profissionais e o incremento das parcerias públicas e privadas, gerando empregos precarizados e degradados, sem estabilidade, menores benefícios, cargas excessivas de trabalho, metas absurdas e preocupações crescentes com a saúde mental.

A ascensão do neoliberalismo nos anos 1990 elegeu o Estado como o grande responsável pelas desigualdades econômica e social, para resolver esse desequilíbrio, a ideologia dominante impôs uma forte reestruturação econômica e produtiva, acelerando a venda de estatais, redução dos cargos governamentais e carreiras públicas e acelerando a abertura econômica, tudo isso impactou as estruturas produtivas, o Estado empregador foi reduzido e o setor privado passou a ser o grande motor da geração de empregos nacionais.

A ascensão social perdeu espaço na sociedade contemporânea, os setores que ascendem são, na maioria, os grupos que nasceram em condições diferenciadas, grupos sociais oriundos de famílias abonadas financeiramente, dotadas de grande influência política, desta forma, a ascensão social pelo esforço e pela dedicação perderam espaço na comunidade. O estudo, que sempre foi visto como o farol da construção da cidadania e da melhora econômica, perdeu espaço e, em muitos casos, percebemos nas redes sociais o culto da ignorância, do despreparo intelectual e a desfaçatez moral.

Neste ambiente marcado por grandes instabilidades e incertezas crescentes, a ascensão social nos parece uma grande ilusão para uma parte substancial da sociedade global, desta forma, percebemos uma democracia disfuncional, que aceita conviver livremente, lado a lado, bilionários detentores da grande riqueza mundial e, uma grande maioria de pobres e miseráveis. Estamos chegando, a passos largos, no momento em que, a ascensão social, se restringirá ao nascimento, ao sobrenome e ao poder financeiro. Onde está a tão chamada meritocracia?

Ary Ramos da Silva Júnior, bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Ilusões contemporâneas

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Vivemos momentos de grandes transformações na sociedade contemporânea, com novas oportunidades, novos desafios, novos modelos de negócios, novas tecnologias, novos consumidores, novos modelos de família e, o crescimento de grandes ilusões que dominam a comunidade e os seres humanos, levando os indivíduos a confundirem ideais momentâneos, prazeres imediatos e enriquecimento instantâneo como objetivos de vida e de sobrevivência e, com isso, acabam gerando frustrações, constrangimentos e desilusões quando estes objetivos não se efetivam, aumentando os desequilíbrios afetivos e emocionais.

Vivemos numa sociedade baseada no consumo sistemático, exagerado e imediato de mercadorias, bens e serviços, estamos transformando este consumo em um ideal de felicidade, de prosperidade e de realização. No século XVII, o grande pensador francês René Descartes destacou, em frase clássica: “Penso, logo existo”. Na sociedade contemporânea, percebemos, uma alteração, nada sutil, da máxima do pensador francês: “Consumo, logo existo”.

Nesta sociedade baseada na aparência e na acumulação financeira, percebemos o aumento substancial de  pessoas que frequentam os templos religiosos, nas mais variadas religiões e filosofias existenciais e, ao mesmo tempo, percebemos que, muitos destes contingentes de pessoas participam desta religião como uma verdadeira convenção social, muitos saem de suas casas para fazer negócios e angariar novos contatos profissionais, falam da caridade material e, ao mesmo tempo, em cargos de chefia, exploram seus subordinados, pagam salários indignos e, deixam de lado, os verdadeiros objetivos da religião que, sempre foi vista como o espaço de solidariedade, empatia e integração entre o material e o imaterial.

Vivemos numa sociedade que estimula o empreendedorismo e a inovação, vistos como a chave para o desenvolvimento econômico e para a melhora das condições de vida da população e, ao mesmo tempo, destroem o ensino, degrada a carreira docente, restringe os recursos públicos para setores estratégicos, como educação e saúde, privatizam as riquezas naturais, limitando as oportunidades dos seus cidadãos e continua, abertamente, irrigando os bolsos dos ricos e dos poderosos com subsídios gigantescos, isenções fiscais e tributárias e penduricalhos variados para garantir uma classe de maganos e privilegiados.

Vivemos numa sociedade que entrega abertamente as nossas riquezas naturais e metais estratégicos para grupos estrangeiros, abraçamos cotidianamente as bandeiras dos forasteiros, desfilamos em avenidas lotadas para adorar as cores dos nossos feitores, falamos de liberdade e fugimos dos bancos escolares, não sabemos nossa trajetória e nossos valores e, desta forma, assumimos claramente a nossa subalternidade e a incapacidade de pensarmos como nação soberana.

Vivemos uma sociedade que estimula a compra e os prazeres materiais e, se esquecem, diariamente, que perpetuamos taxas de juros estratosféricos, que aumentam o endividamento das famílias, reduzem os investimentos produtivos e condena uma parte substancial da população a salários reduzidos, cargas de trabalho escorchante e tributos exagerados, além de metas impossíveis de serem cumpridas e, neste ambiente, repercutem a necessidade da construção de uma família equilibrada e estruturada, sonho distante da maior parte da população.

Nesta sociedade, marcada pela ilusão crescente, percebemos o aumento assustador de pessoas em situação de rua, os desequilíbrios emocionais, os suicídios silenciosos, a corrupção crescente, uma justiça ineficiente e dispendiosa, educação pública degradada, trabalhadores próximos da insolvência e uma suposta elite incapaz de compreender os desafios sociais e, interessada, apenas, em garantir seus benefícios financeiros e continuar recebendo proventos vinculados aos juros elevados.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Confrontos abertos

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A sociedade brasileira vem passando por transformações generalizadas, com impactos sobre todos os atores sociais, gerando calafrios crescentes, desequilíbrios estruturais, instabilidades variadas e preocupações gigantescas, com impactos sobre a democracia, elevando as incertezas e os confrontos internos, aumentando as movimentações externas e os receios de intervenções internacionais. Vivemos um momento de medos e desesperanças que podem levar a ascensão de grupos políticos que pregam rupturas democráticas e retrocessos sociais, impulsionando uma guerra de todos contra todos.

Recentemente, percebemos o aumento das inverdades e das chamadas fake news, na verdade, estas inverdades sempre existiram na sociedade e, neste ambiente de eleições generalizadas, as mentiras crescem aceleradamente, as chamadas narrativas crescem como forma de evitar uma reflexão mais consistente, criando interpretações equivocadas e, com isso, acabam gerando confrontos verbais, desrespeitos físicos, aumentando a violência, as agressões e os ressentimentos, deixando claro, que vivemos numa sociedade marcada por dificuldades de reflexão, ausência de planejamento, desconhecimento histórico e a incapacidade de estratégias de desenvolvimento.

Vivemos uma sociedade onde os confrontos crescem de forma acelerada, no trânsito reina a força do mais forte, os condutores estacionam seus veículos em locais impróprios, percebemos motoristas desrespeitando a sinalização, passando no sinal vermelho, ultrapassando em locais proibidos, transeuntes desrespeitando as regras de convivência cotidiana e as brigas, o incremento de confrontos físicos que podem culminar em mortes e agressões violentas, com isso, consolidamos uma sociedade violenta, longe do chamado homem cordial, destacado pelo ilustre sociólogo Sérgio Buarque de Holanda no aclamado Raízes do Brasil.

As escolas, que deveriam ser vistas como um espaço de cidadania, do respeito e da convivência pacífica se transformaram em locais de confrontos constantes, professores e funcionários estão sendo agredidos violentamente, gerando um caldo crescente de agressividade e desrespeito, com isso, consolidamos uma nação sem educação, sem horizontes e colhemos uma nação sem horizontes tangíveis. Os professores, anteriormente eram vistos como um grupo respeitado, perderam este status social, gerando jovens que fogem da docência, repudiam as escolas, abominam o ensino superior e sonham em ser empreendedores, vislumbrando carreira de produtor de conteúdo e de influencers.

Os confrontos crescem em todas as searas, os tribunais se tornaram espaço de xingamentos, grosserias e ofensas generalizadas, onde a corrupção, o compadrio e o corporativismo crescem e a defesa “invisível” e indiscriminada dos donos do poder se tornam cada vez mais evidentes, desnudando as relações entre o capital e a justiça e, contribuindo, para a perpetuação de uma estrutura social atrasada, violenta e corrupta.

Os confrontos contemporâneos mostram uma degradação da democracia representativa, os eleitos se utilizam do poder financeiro para garantir a preservação de suas benesses, ventilando mentiras e manipulações como instrumento de proteção e, com isso, garantem a sua perpetuação nas barbas do poder, se vendendo para os donos do dinheiro, embolsando migalhas materiais e se afastando dos interesses da população.

As ofensas e os confrontos abertos nas cortes superiores servem como uma cortina de fumaça para encobrirmos a inoperância de uma sociedade que perpetua a desigualdade, a exclusão e preserva o atraso institucional, somadas a degradação social e financeira dos profissionais da educação, o incremento do feminicídio e o crescimento da violência urbana, tudo isso nos mostra, claramente, que chegamos ao limite da degradação, o próximo passo é, com certeza, a verdadeira barbárie.

Ary Ramos da Silva Júnior, bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário

Educação

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Todas as nações que conseguiram alçar, o tão sonhado desenvolvimento, antes deste intuito, tiveram que se conscientizar, verdadeiramente, da importância da educação como a verdadeira alavanca para o crescimento econômico e para o desenvolvimento social, mas, antes de tudo, estas nações conseguiram construir consensos sociais, coesão política e instituições sólidas, unindo os mais variados grupos sociais, planejando ações concretas, fomentando os investimentos e estruturando uma verdadeira estratégia de desenvolvimento. São inúmeras as nações que saíram de condições de atraso, de pobreza e de carência material, para construir uma sólida estrutura econômica e diversidade produtiva, com a criação de empregos sofisticados, impulsionando setores dinâmicos e empreendedores, marcados por estruturas físicas consolidadas e garantindo, a todos os seus cidadãos, uma condição digna e decente, melhorando o bem-estar social e possibilitando as condições materiais e imateriais para uma vida mais abastada, com segurança e ascensão social. Neste cenário, percebemos uma sociedade que se compraz com as imagens criadas nas redes sociais, onde as eleições que, sempre foram vistas como um espaço de debates e conversações atreladas aos grandes desafios da contemporaneidade, passou a ser vista como um momento de lacração, xingamento e mentiras constantes. A educação, sempre foi imprescindível para o desenvolvimento nacional, atualmente, infelizmente, está relegada aos chavões clássicos, aos clichês envergonhados e uma enxurrada de números, sem comprovação científica e sem consistência técnica, desta forma, percebemos, claramente, nosso atraso educacional, que coloca nossos alunos nos últimos lugares das provas internacionais. Vivemos num país onde os professores estão sendo relegados a condição de insolvência e indignidade, seus parcos recursos monetários não garantem condições mínimas de sobrevivência, suas condições de trabalho pioram constantemente, as pressões por metas irracionais e cobranças exageradas levam muitos profissionais a desenvolverem síndromes emocionais, desta forma, os estudantes não cogitam a possibilidade de seguir a carreira docente, gerando um verdadeiro caos na educação, levando gestores pouco capacitados ou desqualificados a acreditarem que a solução está na plataformização do ensino, comprando computadores, tecnologias e equipamentos sofisticados, garantindo lucros elevados e polpudos para os empresários e perpetuando uma condição de subalternidade das grandes empresas de tecnologia. A educação deve garantir, a todos os indivíduos, as condições dignas de sobrevivência, um espaço de integração social e uma troca constante de experiências entre os cidadãos, garantindo uma bagagem sólida e consistente para construir uma carreira profissional consistente, compreendendo, ainda, os grandes desafios da sociedade contemporânea e possibilitando um crescimento como ser humano, valorizando a empatia e a solidariedade, deixando para traz uma visão imediatista, hipócrita e centrada no eu, que valoriza o egoísmo, o hedonismo e a acumulação material, além de degradar o meio ambiente e deixar de lado os verdadeiros valores humanos. Os investimentos na educação demandam tempo, competência técnica, inclusão social, estímulo à diversidade e valores humanistas, precisamos valorizar as escolas como um espaço de solidariedade, consolidar valores éticos e morais e valorizar um projeto nacional. Como nos foi dito pelo grande intelectual brasileiro, Darcy Ribeiro, o fracasso da educação pública no Brasil não é um acidente ou uma falha de planejamento, mas sim um projeto político deliberado da elite para manter a desigualdade social. Cabe refletirmos sobre isso… Ary Ramos da Silva Júnior, bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitá

Poder imperial

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O mundo vive um momento de grandes incertezas e polarizações constantes, marcados por conflitos militares, intervenções diplomáticas e pressões econômicas, onde muitos governos soberanos estão sentindo na pele uma violência continuada de um poder imperial, gerador de instabilidade, criando um caos generalizado, espalhando medo e incertezas crescentes. Neste ambiente, percebemos que os Estados Unidos atuam diretamente como a potência enraivecida, atacando nações em todas as regiões do globo, agredindo nações soberanas, matando lideranças, conspirando contra governos, espalhando instabilidade e disseminando rancor e ressentimento, atacando inimigos e ofendendo aliados. Nos últimos anos, o governo norte-americano atacou militarmente algumas nações, capturou governos legítimos e reconhecidos pela comunidade internacional, ameaçou Estados soberanos, bombardeou povos, disseminando agressões, escondendo atrocidades, expulsando empresas estrangeiras e pressionando grandes conglomerados a aumentarem os investimentos produtivos e a geração de empregos na economia norte-americana. Neste cenário, percebemos uma intervenção constante contra as instituições multilaterais, organismos construídos no período posterior da segunda guerra mundial, mantidas e inspiradas por brilhantes formuladores de políticas internacionais. Estas instituições nasceram para auxiliar na reconstrução das economias destruídas neste período, onde o dólar norte-americano, se transformou na moeda global e sua indústria se consolidou como o grande espaço produtivo mundial, responsável pela internacionalização do modelo fordista que dominou o século XX. A destruição deste modelo está impactando todas as nações, gerando um verdadeiro caos entre os países, reduzindo a legitimidade e contribuindo para vislumbrarmos um cenário externo de incertezas, conflitos militares e soberanias contestadas, desta forma, exige-se urgentemente, de todas as nações, a reconstrução de conceitos fundamentais, tais como soberania, autonomia, acordos internacionais, instituições multilaterais e os espaços geográficos. Depois de uma excursão violenta no Oriente Médio, cercado por guerras e conflitos militares, justificados pelo ataque nas Torres Gêmeas, de 2001, as forças armadas norte-americanos invadiram países da região, como Iraque e Afeganistão, matando milhões de pessoas, gerando caos e alimentando conflitos culturais, impactando fortemente sobre a economia local, despejando trilhões de dólares e os resultados desta incursão militar foram fortemente questionáveis interna e externamente. Nos últimos dez anos, os Estados Unidos não declararam guerra contra nenhuma nação, mas se envolveram diretamente em operações de combate, intervenções aéreas, ataques de drones, bombardeios, missões antiterrorismo e operações especiais em pelo menos 8 países, desta forma, espalhou no mundo todo, preocupações crescentes de aliados e inimigos, levando muitas nações a aumentarem seus gastos militares como forma de se defender. Com o retorno de Donald Trump, as pressões utilizadas foram diferentes, os norte-americanos aumentaram as tarifas comerciais, se desentenderam com antigos aliados e se retiraram de inúmeras organizações e tratados multilaterais tais como: Organização Mundial de Saúde (OMS), o Acordo de Paris sobre o clima, a UNESCO e o Conselho de Direitos Humanos, desta forma, suspenderam o financiamento de 66 entidades internacionais, gerando insatisfação e um clima de revolta e de indignação. O poder imperial mostra suas armas, suas fraquezas e seu desespero, afinal percebe a ameaça crescente da China, seu poder econômico e sua força geopolítica, neste cenário, os Estados Unidos buscam revisar uma nova doutrina de segurança e tentam retomar a América Latina, para isso, mais uma vez, atrai, novamente, sua elite financeira, corrupta, subserviente e entreguista, que se pinta de nacionalista, mas no fundo, trabalha intensamente, para a perpetuação do nosso subdesenvolvimento. Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.