Soberania

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Vivemos um mundo marcado por discussões políticas desnecessárias, muitos grupos influentes falam muito e nada de relevante, as conversas são sempre superficiais, ultrapassadas e limitadas. Os assuntos mais complexos, que demandam um maior aprofundamento, aqueles que impactam fortemente sobre a realidade nacional dos cidadãos são deixados de lado, ouso dizer, são ignorados, é mais fácil falar de banalidades, lacrar e agredir do que refletir sobre os problemas contemporâneos.

Um dos assuntos que ganham espaço no noticiário é a discussão referente a soberania, um assunto importante e relevante, onde poucos indivíduos conhecem, afinal vivemos numa sociedade centrada no trabalho constante, cobranças intensas, levando as pessoas a correrem atrás de metas inalcançáveis, cargas excessivas de trabalho e salários miseráveis, onde os indivíduos não têm tempo para conviver com os seus, ainda mais disposição efetiva de pensar, refletir e indagar.

Podemos definir soberania como o poder supremo e exclusivo que um Estado Nacional exerce sobre o seu território e a sua população, garantindo autonomia para tomar decisões políticas, jurídicas e econômicas sem interferências externas. A soberania das nações é a oportunidade de fazermos escolhas imediatas e estruturadas, definirmos os rumos da sociedade, a estrutura econômica e produtiva e as questões políticas que impactam sobre seus cidadãos, um assunto complexo e imprescindível, que demanda tempo, reflexão e a consciência do que queremos ser nos próximos anos.

Somos uma economia fortemente dependente de outras nações, somos importadores de tecnologias, compramos mercadorias sofisticadas e consumimos produtos produzidos e desenhados em outros países, tudo isso limita a nossa soberania e nossa autonomia, afinal, num ambiente de grandes confrontos políticos e geopolíticos, depender de outras nações é algo preocupante, como ficaríamos se o mundo entrasse em um conflito militar mais efetivo?

Vivemos num impasse preocupante, investir fortemente em ciência, pesquisa e em tecnologia pode e deve fortalecer a estrutura econômica e produtiva, garantindo uma sofisticação tecnológica e uma redução sistemática das fragilidades produtivas, gerando uma economia mais independente, mais soberana, gerando empregos mais qualificados e uma renda mais elevada. Mas, para isso, precisamos romper com uma estrutura econômica rudimentar, consolidada no período de colonização, dependente das nações desenvolvidas, importadora de tecnologias e máquinas sofisticadas e dependente da exportação de produtos primários de baixo valor agregado, este modelo concentra renda, gera empregos com baixos salários e uma desigualdade crescente, que limita o crescimento econômico sustentável.

Neste cenário, percebemos uma discussão superficial e eleitoreira, a sociedade internacional exige um posicionamento da sociedade brasileira e as escolhas estão sendo dadas abertamente, ou buscamos um desenvolvimento econômico autônomo e soberano que nos garanta e consolide uma emancipação política ou se vamos aprofundar um modelo baseado na subserviência dos grandes atores globais, nações desenvolvidas que conseguiram seu desenvolvimento econômico estimulando a pilhagem, o saque e a submissão incondicional. Atualmente, estamos recebendo grandes investimentos estrangeiros com o objetivo de extrair reservas minerais estratégicas para a economia contemporânea, entregar estas riquezas, a preço de banana e sem contrapartidas deve perpetuar a nossa submissão e nossa subserviência. O cenário da sociedade global é preocupante e os caminhos estão nítidos e evidentes, cabe a cada cidadão escolher os rumos que queremos trilhar nos próximos anos, mais soberania ou submissão total.

Ary Ramos da Silva Júnior, bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Mundo muito estranho

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Vivemos numa sociedade esquisita, preconceituosa e marcada por crescentes e intermináveis desigualdades sociais. Onde os valores estão sempre centrados na acumulação material e nos prazeres imediatos, tudo isso se transformou abertamente na tônica central dos indivíduos e da comunidade. Uma sociedade que premia o rentismo e o financismo, defende a meritocracia e a ascensão social, mas ao mesmo tempo, destrói a educação pública e humilha os professores, condenando seus filhos mais humildes a humilhações constantes, aumentando a desesperança, o medo e, ao mesmo tempo, observa atônita o crescimento acelerado da violência.

Uma sociedade que premia valores e comportamentos transitórios e imediatistas que colhe afastamento social, onde os relacionamentos passam por um cálculo econômico e financeiro, levando os indivíduos a se afastarem dos compromissos mais sólidos e consistentes como forma de evitar constrangimentos futuros e frustrações emocionais. Uma sociedade que defende, abertamente, a racionalidade e prega a eficiência produtiva e, ao mesmo tempo, degrada o meio ambiente, devastando as florestas, explorando de forma indiscriminada os rios, os mares e os oceanos, gerando graves constrangimentos nas águas, matando espécies e gerando um verdadeiro caos na natureza. Mesmo assim, acreditam, cegamente, que são racionais e agem abertamente em prol do desenvolvimento econômico.

Vivemos numa sociedade que premia a especulação financeira e se compraz na criação de fórmulas sofisticadas, defendendo a eficiência produtiva e os ganhos imediatos e, ao mesmo tempo, pouco contribui para o desenvolvimento econômico e produtivo e para a redução da desigualdade social. Cria cálculos matemáticos modernos, desenvolve fórmulas pouco compreensivas e acredita serem racionais e dotados de grande capacidade intelectual e, ao mesmo tempo, prega a racionalidade produtivo, trocando seres humanos por máquinas, ignorando sonhos e esperanças de seus concidadãos, espalhando pobreza e indignidade material, acreditando piamente que aqueles que não conseguirem se adaptar aos novos tempos são ineficientes e ultrapassados.

Vivemos numa sociedade marcada pela falsa eficiência material, que prega os valores da família e da religião, propagandeando a ascensão social via trabalho e dedicação na vida profissional e exige horas e mais horas de trabalho e de subserviência total, impondo metas impossíveis de serem cumpridas, cobranças exageradas e indevidas, salários arrochados e desvalorizados, além de atuar diretamente na redução dos benefícios dos trabalhadores, usando seu poder de convencimento material para defender menos direitos trabalhistas, espalhando que menos benefícios trarão mais empregos e melhorias crescentes para a toda comunidade, desta forma, cria uma classe de trabalhadores despreparados, subservientes e sem benefícios sociais e, mesmo assim, defende abertamente os interesses materiais de seus empregadores.

Vivemos numa sociedade marcada pelo crescimento da tecnologia, onde os valores estão em constante movimento, onde as tecnologias estão entrando em todas as casas, alterando comportamentos e tradições consolidadas, santificando a beleza física, os ganhos materiais e os corpos sarados, como forma de sucesso, estimulando a exposição exagerada, acabando com a privacidade e escondendo as frustrações emocionais e os vazios existenciais, gerando, desta forma, um exército de indivíduos frustrados, incultos e cultuadores de sua própria ignorância intelectual e sua pobreza moral.

Vivemos num mundo estranho, falamos constantemente na meritocracia e no empreendedorismo e nos esquecemos, cotidianamente, de darmos maiores oportunidades para nossos concidadãos, afinal, vivemos num mundo onde tantos talentos extraordinários morrem esquecidos, sem oportunidades e sem esperanças. Precisamos repensar a nossa sociedade, afinal o tempo urge.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciência Econômica e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Riquezas Naturais

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A sociedade internacional vive momentos de grandes agitações econômicas, políticas e geopolíticas. Onde as nações estão repensando seus desafios contemporâneos, as guerras e os conflitos militares crescem em todas as regiões do globo, o meio ambiente passa por degradações constantes pela ação irresponsável e imediatista dos seres humanos, o aumento constante da desigualdade dentro dos países, violências explodem na comunidade mundial, os imigrantes passaram a ser vistos como indesejáveis, a democracia representativa se degrada todos os dias, percebemos, ainda, a ascensão de uma extrema direita fascista, xenófoba e belicista. Neste cenário, as nações estão tendo que repensar os seus modelos de desenvolvimento econômico, suas políticas públicas, suas prioridades, seus desafios imediatos e suas oportunidades, num mundo conflagrado, violento, corrupto, sangrento e centrado nos valores do capital, da acumulação e do hedonismo.

A sociedade brasileira se caracteriza, desde os seus primórdios, como uma economia agroexportadora de produtos de baixo valor agregado, alternamos, desde a colonização, uma predominância de produtos primários, pau-brasil, cana de açúcar, metais preciosos, borracha, cacau, café… dentre outros.  Mais de duzentos anos de independência, permanecemos como uma nação exportadora de produtos primários, atualmente dependemos das vendas externas de soja, minério de ferro, carne, laranja, petróleo, açúcar dentre outros, desta forma, perpetuamos nossa dependência externa, enriquecendo uma pequena parte da sociedade e condenamos a indignidade uma grande parte da população, criando e consolidando uma elite econômica, política e financeira importadora de produtos sofisticados, compradora de tecnologias de última geração e sendo vistos como modernos, dominando o Estado Nacional, extraindo grandes somas de recursos através de subsídios, isenções fiscais e tributárias e, mesmo assim, lutam fortemente para reduzir os repasses governamentais para os grupos menos favorecidos.

Muitas nações pobres, frágeis e desprovidas de riquezas naturais conseguiram seu desenvolvimento econômico e garantiram uma melhor qualidade de vida para seus cidadãos, investindo fortemente em educação, dispendendo grandes somas monetárias em pesquisa, ciência e tecnologia, aumentando a complexidade econômica de seu setor produtivo, com isso, garantiram um capital humano mais qualificado, mais dinâmico e, desta forma, conseguiram, construir uma economia mais independente, mais soberana, com autonomia política e garantiram espaços de destaque no cenário internacional.

Outras nações, podemos elencar inúmeros exemplos, caracterizadas por grandes riquezas naturais, dotadas de vegetação variada e diversificada, solos ricos, energias renováveis, ventos abundantes, características positivas que enchem os olhos de outras nações, gerando inveja e constrangimentos no cenário global. Mesmo assim, sendo detentoras de grandes riquezas não conseguiram se libertar do atraso econômico, favorecendo uma pequena parte da população, garantindo benesses e isenções constantes e, contribuindo, imensamente para a perpetuação da miséria, do analfabetismo e da indignidade humana de parte substancial da população.

A abundância de recursos naturais pode angariar uma melhora constante da vida da população, desde que a sociedade compreenda a importância de distribuir recursos para todos os grupos sociais, deixando de lado os ganhos indiscriminados de poucos e entendendo que a desigualdade degrada o tecido social, reduz as oportunidades, limitam o potencial inovador dos cidadãos, concentra a renda nas mãos de poucos, aumenta a violência cotidiana e perpetua uma guerra de todos contra todos, sem vencedores e apenas perdedores.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Poder do capital

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Vivemos numa sociedade interessante e preocupante e, ao mesmo tempo, marcada pela incerteza e instabilidade crescentes, nesta comunidade, percebemos o domínio da tecnologia e dos valores materiais, onde o dinheiro e a ganância financeira predominam. Uma sociedade marcada por grandes contradições, onde a régua do sucesso está atrelado aos rendimentos, aos valores monetários, as propriedades, as ações, as obras de arte e atrelada aos bens de luxo, nesta sociedade, os valores do sucesso estão no ter, no possuir ou, principalmente, no parecer ter.

Nesta sociedade, o poder do dinheiro é irrefutável, todos que os criticam são vistos como inimigos, delinquentes e devem ser eliminados, são aceitos os subservientes, os fracos e os entreguistas, aqueles que aceitam os valores da barbárie em prol de seu enriquecimento momentâneo, deixando os valores da solidariedade, da empatia e do humanismo e passam a abraçar valores temporários e se esquecem de que a história seria cruel a estes personagens.

O mundo contemporâneo é dominado pelo poder do capital, o dinheiro compra consciência, adquire empresas e destrói os seus concorrentes, acreditando que foi uma gestão eficiente e profissionalizada e pouco conhece os meandros da selvageria que comanda o mundo dos negócios, marcado por sabotagem e por chantagem, comprando uma justiça ineficiente, cara e muitas vezes corrupta, usando o poder do capital para contratar profissionais capacitados tecnicamente e desprovidos de valores morais, com isso, perpetua as desigualdades, as violências simbólicas, gerando calafrios, medos e desesperanças.

Vivemos numa sociedade onde o poder do capital passou a controlar as mídias, a imprensa e as redes sociais, controlando as informações, impedindo as discussões saudáveis, limitando a liberdade e  consolidando um verdadeiro pensamento único, afinal, as grandes revistas, os canais de televisão e a chamada mídia tradicional passaram a ser comandadas por agentes financeiros e grandes bancos de investimentos, controlando as redações, interditando o debate político, limitando as discussões econômicas, divulgando inverdades, espalhando fake News, dispensando profissionais que pensam diferente, com isso, limitam o debate, o pluralismo e a imparcialidade.

Os valores da sociedade estão em constante transformação, as tradições estão sendo destruídas, os comportamentos estão em movimentação, as necessidades dos indivíduos estão sendo alteradas, o trabalho passou a ser o centro da vida cotidiana, as atividades profissionais, marcadas pela competição crescente e desigual, estão degradando as relações sociais e políticas, transformando os seres humanos em verdadeiros robôs e agora, na contemporaneidade, estes robôs estão passando a ocupar os espaços dos trabalhadores, gerando incertezas, medos e inquietações, que levaram o CEO do maior fundo de investimento do mundo, BlockRock, que administra mais de US$ 12 trilhões, a mostrar preocupação com o mercado de trabalho e a rápida ascensão da inteligência artificial.

Na sociedade contemporânea, as discussões se afastam dos interesses sociais, os medos contemporâneos crescem de forma acelerada, as famílias estão assustadas com o futuro de seus filhos, o mundo do trabalho nos parece selvagem e alucinado, os relacionamentos humanos se concentram numa busca constante por interesses pessoais e imediatos, as discussões coletivas são deixadas de lado, as famílias estão se afastando constantemente, a classe política se compraz com seus ganhos pessoais e os pobres votam para perpetuar os ganhos daqueles que os escravizam. Estranha e perigosa modernidade…

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Mundo dos negócios

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Vivemos um momento marcado por uma verdadeira transformação na comunidade global, nesta nova sociedade tudo é comercializável. Encontramos, um verdadeiro ambiente de negociações constantes em todas as áreas e setores, neste cenário, aqueles que detém os poderes monetário e financeiro na sociedade contemporânea, compram e, muitas vezes, com valores elevados, para acumular seus recursos, garantir seus caprichos, aumentar seus ganhos monetários, consolidando sua força política e satisfazendo seus interesses.

Vivemos numa sociedade, onde tudo se compra, tudo se vende, os valores são deixados de lado e os preços aparecem visivelmente, os ganhos sedutores do dinheiro e do poder político transformam os seres humanos e garantem uma sociedade centrada nas injustiças, nas desigualdades, nas exclusões e, contribuem, ativamente, para dilacerar os laços sociais, aumentando a violência e uma verdadeira guerra de todos contra todos.

Nesta sociedade, os valores sociais estão em constante movimentação, os comportamentos estão em constante agitação, o mundo do trabalho está em transformação cotidiana, os relacionamentos estão sendo transformados rapidamente e em constante alvoroço. A ética, que nasceu para refletir e orientar o comportamento dos seres humanos, definindo o que é considerado certo ou errado, justo ou injusto, bom ou mau, ou seja, a ética sempre se pautou por princípios para guiar as ações das pessoas e garantir uma convivência respeitosa e pacífica.

Nesta sociedade, a ética e a moral perderam espaço, comportamentos vistos como justo ou injusto, bom ou mau, perderam significado e importância, dilemas como este, que muitas vezes levavam os indivíduos a reflexões constantes, passaram a ser resumidos em uma nova equação, os ganhos materiais e a acumulação monetária. A ética contemporânea é a ética do capital, do enriquecimento, da ostentação, essas são as verdadeiras bússolas das decisões dos indivíduos.

No mundo contemporâneo, encontramos comércio de tudo, órgãos humanos são encontrados e comercializáveis, a saúde se transformou num verdadeiro negócio bilionário, a educação e, principalmente, os diplomas são vendidos livremente neste grande mercadão, desde que o indivíduo tenha recursos monetários para pagar, algumas religiões estão se transformando num negócio extremamente lucrativo, movimentando bilhões, além de isenções fiscais e financeiras que enriquecem muitos “religiosos”. Os relacionamentos, cada vez mais líquidos, rápidos e passageiros, como dizia Zygmunt Baumann, autor da prestigiosa obra “Amor Líquido”, estão sendo estampados nas redes sociais, na programação das televisões comerciais e na camisa dos times de futebol, neste cenário, tudo está sendo comprado e vendido em troca de valores monetários.

No mundo dos negócios, os governantes se eximem de trazer políticas públicas inovadoras e passam a vender o patrimônio nacional, algo muito fácil, privatizam empresas tradicionais, criticam os monopólios públicos e os transformam em monopólios privados, sucateiam serviços públicos, reduzem seus recursos humanos e degradam suas estruturas estratégicas para, posteriormente, criticar os serviços públicos e justificar a entrega do patrimônio para grupos financeiros que pouco conhecem o serviço, que posteriormente, passam a majorar as tarifas e garantem, na próxima eleição, recursos monetários e apoio político, garantindo sua reeleição e a perpetuação na destruição do patrimônio público.

O mundo dos negócios não deve ser assim, sabemos disso, os mercados foram criados para satisfazer necessidades e integrar povos e comunidades, mas quando o capital passa a comandar a sociedade e impor seus valores materiais, encontramos degradação, violência e desigualdade social.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Deficiências estruturais

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Vivemos num mundo marcado por grandes transformações estruturais que impactam todas as regiões do globo, estas mudanças estão pressionando as organizações e assustando os indivíduos, nesta sociedade, dominada pelo desenvolvimento tecnológico e pela força do capital, poucas nações, na sociedade internacional, estão preparadas para competir neste ambiente marcado pelo incremento da concorrência, pelo crescimento da violência e pelas ameaças bélicas e militares.

Estamos visualizando guerras crescentes em inúmeras regiões do mundo, ameaças aos imigrantes, intolerâncias crescentes, aumento dos conflitos e das invasões militares, um forte incremento dos dispêndios em tecnologias, radares, drones e equipamentos bélicos, além das violências crescentes contra as minorias e avanço crescente de governos de direita e, principalmente, da extrema-direita com feições fascistas, todos estes fatores, somados, evidenciam uma forte degradação da democracia.

Neste ambiente, as nações buscam desenvolver tecnologias para reduzirem suas deficiências estruturais, governos nacionais aumentam os dispêndios na educação, incrementando os investimentos em ciência, pesquisa e tecnologia. Neste cenário as nações estão buscando construir energias alternativas e sustentáveis para suportar os desafios da economia do século XXI e ainda, buscam preservar seu meio ambiente, combatendo as queimadas e consolidando o combate aos grupos, nacionais e internacionais, que ganham com a degradação da naturezacom isso, estes países vislumbram uma soberania maior, fortalecimento de suas economias, aumentando a proteção para seus cidadãos.
A palavra soberania vem ganhando espaço na sociedade brasileira nos últimos anos, embora as discussões nos pareçam interessantes e atuais, precisamos compreender que, para consolidarmos nossa soberania, precisamos construir um ecossistema sofisticado que abarque variados setores estratégicos da sociedade. A verdadeira soberania demanda das nações uma autonomia em algumas áreas estratégicas, tais como: militar, tecnológica, alimentar, energética e econômica.

Poucos países conseguem acumular autonomia em todas estas áreas, algumas nações possuem força militar e tecnológica, mas carecem de uma maior autonomia alimentar ou energética. Outras nações possuem autonomias econômica, energética e tecnológica, mas precisam construir estratégias mais consistentes em outros setores. Ao analisarmos a autonomia brasileira, percebemos que somos dotados de força energética e alimentar, somos referência nestas áreas, mas precisamos construir uma autonomia econômica, tecnológica e militar, sem estas autonomias somos frágeis e dependentes de outras nações, ainda mais num mundo marcado por grandes disrupturas, onde os poderes da lei e da institucionalidade estão sendo sobrepostos pela força militar e pelo poder do capital financeiro.

Neste momento, a sociedade brasileira vem passando por um momento importante e imprescindível, as eleições presidenciais demandam seriedade, lucidez e compromisso nacional. Escolher as melhores ideias e analisar os cenários possíveis exigem maturidade e uma forte capacidade de compreensão dos desafios em curso na contemporaneidade.

A sociedade global nos mostra oportunidades crescentes, a inteligência artificial pode abrir novos horizontes e grandes desafios, a robótica nos auxilia e pode reduzir os custos produtivos, mas ao mesmo tempo, pode trazer um exército de desempregados, aumentando o contingente de degradados e excluídos. Estamos num momento fundamental para a sociedade brasileira, precisamos analisar as nossas deficiências estruturais, construir novas estratégias para superar as desigualdades que sempre marcaram nosso país e fortalecer nossa soberania, nossa autonomia e nossa independência, além de evitar que sejamos comandados pelos vendilhões do templo que se pintam de nacionalistas e são, verdadeiramente, hipócritas e entreguistas.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Donos do mundo

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Vivemos numa sociedade marcada por novos valores internacionais, as regras estão sendo transformadas todos os dias, os modelos de negócios, anteriormente exitosos, estão sendo contestados diuturnamente, as instituições globais criadas, no pós-segunda guerra mundial, para criar um espaço de crescimento econômico e de desenvolvimento social estão sendo desmontadas e os governos hegemônicos usam seus poderes bélicos e militares para subjugar outros povos, impondo seus interesses e garantindo seu poder no xadrez internacional.

Estamos sentindo na pele o surgimento de novas formas de organização produtiva, a ascensão do mundo digital está criando novas estruturas econômicas e produtivas, organizações criadas há poucos anos estão sendo negociadas e comercializadas no cenário internacional, por bilhões de dólares, destruindo modelos econômicos tradicionais e organizações consolidadas, além de colocar em xeque milhões de empregos, afetando famílias e comunidades inteiras, além de espalhar sentimentos conflituosos, agressividades represadas e violências crescentes.

Estamos vivendo uma sociedade marcada pelo grande poder do mercado financeiro internacional, são eles os donos no mundo contemporâneo, definem a política econômica das nações, comandam as taxas de juros das Autoridades Monetárias, estruturam os instrumentos de pagamentos, comandam os rumos dos Bancos Centrais colocam as taxas de câmbio nos patamares mais rentáveis e, muitos ainda, acreditam, que vivemos numa sociedade democrática e temos liberdade de expressão e de pensamento.

Os três maiores gestores de ativos do mundo, Black Rock, Vanguard e Fidelity administram mais de US$ 30 trilhões, valores maiores de que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, detêm ações de empresas nas mais variadas regiões de mundo, controlando recursos e comandando direta ou indiretamente, muitas organizações são vistas como empresas de capital nacional e, na verdade, são braços controlados por estes conglomerados estrangeiros gestores de ativos e dotados de grande poder econômico e financeiro, com influência marcante sobre os governos, as autoridades monetárias e os fundos de investimentos.

Destacando o xadrez do poder internacional, precisamos destacar a força e a influência das grandes empresas de tecnologia, as chamadas Big Techs, onde destacamos Meta (Facebook e Instagram), Alphabet (Google), Microsoft, Amazon, Apple, Nvídia e Tesla, todas organizações dotadas de grande poder e seus valores de mercado são assustadores, todas empresas norte-americanas e usam seu poder para manter seu poderio e impedir que os governos nacionais usem instrumentos institucionais para regular, afetar seus ganhos e limitar sua capacidade de influenciar os cidadãos, vender seus produtos, valorizar suas ações e garantir lucros estratosféricos.

Vivemos num momento de grandes transformações na sociedade internacional, a riqueza, antes atrelada a valores materiais passou a ser associada ao conhecimento científico, a imaterialidade e a reflexão crítica, neste ambiente, a sociedade brasileira está tendo a oportunidade de construir novos horizontes, somos detentores de produtos imprescindíveis para a economia do século XXI, possuímos energias renováveis, somos detentores de minerais críticos e terras raras, além de sermos uma sociedade criativa e empreendedora, precisamos apenas construir um projeto de futuro e canalizar nossas energias em discussões produtivas e lucrativas, abandonando visões atrasadas, entreguistas e rechaçar os defensores do complexo de vira latas que perpetuam nosso subdesenvolvimento e nosso atraso moral.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Novos ventos

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Nestas últimas décadas percebemos inúmeras transformações na economia mundial, o processo de globalização alterou fortemente as estruturas produtivas, novos comportamentos se espalharam para todas as regiões do globo, a globalização reconfigurou as estruturas produtivas internacionais, tudo isso, contribuiu imensamente para o surgimento de novos valores, novos comportamentos e uma nova volatilidade.

Desde os anos 1980 a sociedade internacional passou por grandes alterações estruturais, novos valores e novas formas de organização produtiva, a teoria econômica dominante passou a defender mais mercados e menos Estado, onde os ideários econômicos e políticos passaram a divulgar conceitos como privatização, desregulação, abertura econômica, redução do papel do Estado na economia, dentre outras, ideias ligadas ao pensamento neoliberal, todas estas medidas eram vistas como o instrumento para que as nações subdesenvolvidas conseguissem alavancar seu crescimento econômico, com incremento da produtividade do trabalho, melhora nas condições de vida da população e levando estas nações ao tão sonhado desenvolvimento.

Países como o Brasil e a América Latina, abraçaram, sem titubear, este novo ideário econômico, motivado e estimulado pelos países desenvolvidos ocidentais, desta forma, passaram a diminuir o papel do Estado na Economia, iniciaram a venda do patrimônio público nas mais variadas áreas e setores, reduzindo as regras, as fiscalizações e as regulações dos sistemas econômicos, passando a abrir espaço para os setores privados, onde os mercados passaram a ser os grandes condutores e alavancadores da economia, gerando, como num passe de mágica, mais prosperidade, mais riqueza e bem-estar para a sociedade.

Nos anos 1990, as instituições multilaterais, dependentes das nações desenvolvidas ocidentais, passaram a pressionar os governos nacionais a abrirem suas economias e atraindo grandes conglomerados internacionais, desta forma, esta abertura trouxe, como efeito colateral, a fragilização dos setores produtivos nacionais, a chamada desindustrialização, que transformou as estruturas produtivas e contribuíram, ativamente, para a perpetuação de um modelo econômico agroexportador baseado em produtos de baixo valor agregado, aumentando a dependência da importação de máquinas, equipamentos e tecnologias externas.

Nos últimos anos, percebemos que este ideário neoliberal vem perdendo espaço na agenda econômica global dos países desenvolvidos, como demonstrou o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), sugerindo que o mundo está entrando em uma nova fase, onde nações como França, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos, Rússia, dentre outras, estão nacionalizando empresas de energia, ferrovias, saneamento básico, telecomunicação, siderurgias, além disso, muitos governos passaram a controlar recursos minerais estratégicos, como terras raras, lítio, ouro, urânio, níquel, etc… produtos fundamentais para o domínio das cadeias globais de produção.

As alterações do sistema econômico mundial são violentas e exigem, dos setores produtivos, uma integração com governos nacionais, precisamos construir uma nova governança entre Mercado e Estado, deixando de lado as teorias neoliberais ultrapassadas e entreguistas. As nações que embarcaram cegamente nestas ideias foram penalizadas, perderam espaço no sistema econômico global, foram superadas por outras nações e viram seus poderes locais e regionais se reduzirem e, ao mesmo tempo, foram ultrapassadas por nações asiáticas que se afastaram do neoliberalismo, centrando no planejamento, no intervencionismo governamental, nas políticas públicas, atraindo tecnologias, com subsídios estatais e exigências para investidores internacionais. Neste cenário, onde os defensores do pensamento neoliberal estão mudando de ideia e revendo políticas, percebemos que, no Brasil, ainda estamos abraçados neste pensamento e, infelizmente, estamos perpetuando nossa dependência, nosso entreguismo e ainda, acreditamos que somos modernos.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Ilusões

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Vivemos momentos nebulosos e transformadores, marcados por inúmeras oportunidades e desafios e, ao mesmo tempo, dificuldades e aprendizagens constantes, onde os seres humanos estão em movimentos cotidianos, marcados por incertezas, desequilíbrios íntimos e novos comportamentos sentimentais, afetivos e emocionais.

Neste cenário, percebemos o crescimento de ilusões constantes e variadas, onde as redes sociais passaram a ganhar relevância na vida dos indivíduos e das organizações, criando valores novos, necessidades crescentes, desejos pessoais e comportamentos variados, levando os sistemas econômicos e produtivos a se reinventarem, exigindo novas estratégias para atingir seu público, instrumentos novos de monetização e, no mundo digital, novos espaços de curtidas e likes constantes.

Neste ambiente, percebemos o crescimento e a consolidação do mundo digital, as pessoas estão namorando no mundo virtual, os indivíduos estão estudando, se qualificando e se capacitando à distância, as conversas pessoais perdem a relevância e a centralidade, passando a ser substituídas por conversas nos meios digitais, criando novas formas de sociabilidade, gerando desafios inéditos e, ao mesmo tempo, criando novas oportunidades, uma verdadeira revolução está acontecendo na sociedade contemporânea, com grandes progressos e, ao mesmo tempo, variados retrocessos.

Neste novo ambiente, a concorrência cresce de forma acelerada, os agentes econômicos e produtivos sentem um incremento na competição, levando estes agentes a estarem sempre abertos para as movimentações dos mercados, este mercado que não se restringe aos concorrentes locais ou regionais, agora percebemos que a competição contemporânea é global, nossos concorrentes estão alojados em todas as regiões do mundo, aumentando os desafios, os medos e as instabilidades.

Neste ambiente marcado por intensa competição que exige uma verdadeira estratégia de atuação, onde as organizações, os governos e os trabalhadores precisam atuar conjuntamente, onde todos os setores devem se comprometer, os governos precisam desburocratizar, combater os desperdícios e a corrupção generalizada, investir fortemente em infraestrutura e aumentar os dispêndios em ciência, pesquisa e tecnologia. No lado das organizações, precisamos reduzir os subsídios e os protecionismos, investir fortemente em uma integração constante com as universidades e os centros de pesquisas, angariando informações e dados estratégicos para a competição internacional. Aos trabalhadores, é importante investir fortemente no incremento da produtividade do trabalho, capacitando a força de trabalho e exigindo uma melhoria dos setores educacionais, criando oportunidades e espaços de construção de utopias.

Nas nações que alcançaram grandes níveis de desenvolvimento econômico, os setores produtivos se integraram imensamente, criando estratégias de crescimento produtivo e sofisticação tecnológica, aumentando a complexidade dos sistemas e deixaram de lado a ilusão de que os mercados, por si só, tendem a levar a economia ao desenvolvimento, vide os exemplos dos países asiáticos que fizeram grandes apostas nos Estados Nacionais como instrumento indutor do crescimento econômico, gerando melhorias produtivas, aumentando a renda e melhorando as condições sociais.

Nações como o Brasil ainda estão apostando no mito de que o mercado vai levar ao desenvolvimento econômico, vivendo numa ilusão estrutural e se perpetuando no subdesenvolvimento e normalizando as desigualdades sociais, acreditando que sempre conseguiremos comprar tecnologias de ponta como exportadores de produtos primários, extraindo do nosso solo produtos fundamentais para a economia do século XXI e vendendo a preço de banana, beneficiando poucos grupos sociais, os mesmos setores que vendem o país no mercado internacional, entrega nossas riquezas e conseguem angariar apoio de desavisados, mal-informados e entreguistas.

Ary Ramos da Silva Júnior, bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Desemprego e informalidade

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O crescimento e o desenvolvimento tecnológicos vem ganhando espaço na sociedade contemporânea, gerando, de um lado, entusiasmo, excitação e expectativas positivas, mas do outro lado, percebemos uma grande preocupação com as mudanças no mundo do trabalho, contribuindo, imensamente, para a instabilidade e as incertezas que crescem na sociedade global.

No cenário internacional, a sociedade brasileira é compradora de tecnologias, somos importadores de produtos, bens e mercadorias sofisticadas que dominam o ambiente global e, ao mesmo tempo, somos exportadores de matérias primas de baixo valor agregado, avançamos pouco em alguns mercados competitivos, mas continuamos dependentes de tecnologias externas, compramos máquinas, softwares e equipamentos refinados, nossos investimentos em ciência e tecnologia são pífios e, ao mesmo tempo construímos um ecossistema de inúmeras universidades públicas, altamente qualificadas e dotadas de grande conhecimento em variadas áreas e setores, mesmo assim, degradamos nosso patrimônio, destruímos nossa infraestrutura científica e expulsamos pesquisadores qualificados para outras regiões do mundo, desta forma, continuamos dependentes do mercado internacional e perpetuamos, internamente salários precarizados, informalidade elevada e péssimas condições de sobrevivência.

Nesse contexto, percebe-se que a estrutura de emprego e renda permanece marcada pela precariedade. Embora os dados oficiais indiquem a geração de inúmeros postos de trabalho e apontem para baixos índices de desemprego, observa-se que grande parte dessas vagas é caracterizada por baixos salários, jornadas de trabalho intensas, elevada rotatividade e reduzida proteção social. Como consequência, perpetua-se um cenário de deterioração das relações de trabalho, marcado pelo crescimento da informalidade, pela redução dos rendimentos dos trabalhadores e pelo aumento da exploração da força de trabalho. Além disso, essa realidade exerce forte pressão sobre o sistema de seguridade social, podendo comprometer sua sustentabilidade financeira nas próximas décadas e impor desafios significativos às futuras gerações.

Percebemos ainda, governos que estimulam o crescimento econômico através de uma política fiscal expansionista e, ao mesmo tempo, utilizam uma política monetária restritiva, ou seja, aumentamos os gastos públicos, geramos empregos e informalidade e utilizamos taxas de juros elevadas que impulsionam o endividamento da população, com isso, os governos adotam políticas públicas para reduzir o endividamento, criando inúmeros refis, o desenrola I, II… até quando?

Vivemos um verdadeiro ornitorrinco, estimulamos a economia, aumentamos os investimentos públicos, construímos políticas públicas exitosas, aumentamos o emprego formal, movimentamos o sistema produtivo, agitamos o mercado de consumo e, posteriormente, percebemos pressões fortes dos preços e o retorno do conhecido mostro da inflação. Neste cenário, as pressões de preços pressionam a Autoridade Monetária a aumentar as taxas de juros, elevando o endividamento das empresas, dos governos e dos indivíduos, ou seja, estamos correndo atrás do rabo, postergamos decisões estratégicas há décadas, gerando uma verdadeira classe de rentistas e financistas.

Estamos perpetuando um modelo deletério para a sociedade brasileira, precisamos atacar desequilíbrios estruturais da economia nacional, não aumentaremos a produtividade do trabalhador sem fortes investimentos em ciência, pesquisa e tecnologia, não conseguiremos reduzir as variadas desigualdades sociais que se espalham na sociedade sem uma verdadeira reforma tributária que impacte sobre a renda e a propriedade, não conseguiremos eleger representantes capacitados e conscientes de suas responsabilidades sociais sem uma verdadeira transformação educacional, onde os filhos dos pobres possam ter as mesmas oportunidades dos filhos dos ricos, como infelizmente todos os requisitos listados anteriormente nos parecem distantes, neste momento de eleições, precisamos escolher entre os candidatos, os menos piores.

Ary Ramos da Silva Júnior, Doutor em Sociologia e professor universitário.