Retrocessos

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Vivemos mais uma guerra no Oriente Médio com muitas mortes e destruições da infraestrutura, devastando famílias e gerando dramas individuais e coletivos, com impactos variados sobre a economia internacional, gastando bilhões de dólares para patrocinar mais uma guerra fratricida, desviando recursos para uma escalada militar e espalhando corrupção e desperdícios de recursos público e privado que poderiam ser melhor utilizados para reduzir as mazelas sociais que crescem de forma acelerada na sociedade contemporânea, gerando mais violências, degradações morais e a desesperança na humanidade.

Neste momento, percebemos que uma guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã está espalhando destruições na região, com ataques se espalhando para países como Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita, Jordânia, Iraque, Turquia, dentre outros, onde os iranianos passaram a atacar bases dos Estados Unidos nestes países, gerando medos, mortes e destruições que podem levar o conflito para outras regiões e disseminando uma violência generalizada.

Vivemos momentos de grandes inquietações na sociedade internacional, com discursos calorosos, com ofensas verbais e agressividades físicas, onde a verdade e a realidade objetiva estão sendo escondidas e crescem rapidamente, neste ambiente de guerras e conflitos armados, as fake news crescem, surgindo canais para explorar as misérias humanas, youtubers e influenciadores estão acumulando fortunas e disseminando inverdades do conflito para uma população atônita, desesperada e assustada.

Estamos num cenário de transformações da geopolítica internacional, onde o multilateralismo tem dificuldades para se instalar por completo, gerando conflitos em todas as regiões, levando a Organização das Nações Unidas (ONU) a calcular mais de 120 guerras em curso na comunidade global, com impactos destrutivos para todas as regiões do mundo, com a disseminação de ódios, rancores e ressentimentos.

As guerras servem como um verdadeiro retrocesso para a humanidade, um momento em que a tecnologia cresce e passa a ganhar espaço na comunidade internacional, com equipamentos complexos que estão revolucionando as mais variadas áreas do conhecimento humano, doenças raras e violentas, vistas como de difícil tratamento, que levavam milhares de indivíduos a morte, estão sendo tratadas com novas técnicas revolucionárias e, desta forma, evitando mortes e criando uma sobrevida para os pacientes. Tecnologias de comunicação e de informática estão gerando uma verdadeira transformação nos modelos de negócios e a inteligência artificial está criando um prelúdio para novas conquistas nos mais variados setores da sociedade mundial.

Vivemos numa sociedade onde as nações estão se integrando cada vez mais, o comércio e as comunicações estão abrindo novos horizontes para a economia internacional, nações pobres e miseráveis estão ganhando relevância e importância no cenário mundial através do comércio e das trocas comerciais, novos atores estão se consolidando no novo mercado global, construindo novas oportunidades e superando os desafios anteriores.

Vivemos num momento de grandes preocupações imediatas, países que se arvoram como defensores da liberdade e da democracia se esquecem de seus históricos de guerras e de destruições, se esquecem de olhar para seus aliados, será que estão se aliando a nações democráticas e defensoras da liberdade? Vivemos num mundo onde o que reina é a hipocrisia e a ignorância humana, um verdadeiro retrocesso civilizacional, passamos a controlar novas tecnologias e, ao mesmo tempo, temos prazer na guerra, na devastação e na miséria humana.

Ary Ramos da Silva Júnior, bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Ary Ramos
Ary Ramos
Doutor em Sociologia (Unesp)

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