Todas as nações que conseguiram alçar, o tão sonhado desenvolvimento, antes deste intuito, tiveram que se conscientizar, verdadeiramente, da importância da educação como a verdadeira alavanca para o crescimento econômico e para o desenvolvimento social, mas, antes de tudo, estas nações conseguiram construir consensos sociais, coesão política e instituições sólidas, unindo os mais variados grupos sociais, planejando ações concretas, fomentando os investimentos e estruturando uma verdadeira estratégia de desenvolvimento.
São inúmeras as nações que saíram de condições de atraso, de pobreza e de carência material, para construir uma sólida estrutura econômica e diversidade produtiva, com a criação de empregos sofisticados, impulsionando setores dinâmicos e empreendedores, marcados por estruturas físicas consolidadas e garantindo, a todos os seus cidadãos, uma condição digna e decente, melhorando o bem-estar social e possibilitando as condições materiais e imateriais para uma vida mais abastada, com segurança e ascensão social.
Neste cenário, percebemos uma sociedade que se compraz com as imagens criadas nas redes sociais, onde as eleições que, sempre foram vistas como um espaço de debates e conversações atreladas aos grandes desafios da contemporaneidade, passou a ser vista como um momento de lacração, xingamento e mentiras constantes. A educação, sempre foi imprescindível para o desenvolvimento nacional, atualmente, infelizmente, está relegada aos chavões clássicos, aos clichês envergonhados e uma enxurrada de números, sem comprovação científica e sem consistência técnica, desta forma, percebemos, claramente, nosso atraso educacional, que coloca nossos alunos nos últimos lugares das provas internacionais.
Vivemos num país onde os professores estão sendo relegados a condição de insolvência e indignidade, seus parcos recursos monetários não garantem condições mínimas de sobrevivência, suas condições de trabalho pioram constantemente, as pressões por metas irracionais e cobranças exageradas levam muitos profissionais a desenvolverem síndromes emocionais, desta forma, os estudantes não cogitam a possibilidade de seguir a carreira docente, gerando um verdadeiro caos na educação, levando gestores pouco capacitados ou desqualificados a acreditarem que a solução está na plataformização do ensino, comprando computadores, tecnologias e equipamentos sofisticados, garantindo lucros elevados e polpudos para os empresários e perpetuando uma condição de subalternidade das grandes empresas de tecnologia.
A educação deve garantir, a todos os indivíduos, as condições dignas de sobrevivência, um espaço de integração social e uma troca constante de experiências entre os cidadãos, garantindo uma bagagem sólida e consistente para construir uma carreira profissional consistente, compreendendo, ainda, os grandes desafios da sociedade contemporânea e possibilitando um crescimento como ser humano, valorizando a empatia e a solidariedade, deixando para traz uma visão imediatista, hipócrita e centrada no eu, que valoriza o egoísmo, o hedonismo e a acumulação material, além de degradar o meio ambiente e deixar de lado os verdadeiros valores humanos.
Os investimentos na educação demandam tempo, competência técnica, inclusão social, estímulo à diversidade e valores humanistas, precisamos valorizar as escolas como um espaço de solidariedade, consolidar valores éticos e morais e valorizar um projeto nacional. Como nos foi dito pelo grande intelectual brasileiro, Darcy Ribeiro, o fracasso da educação pública no Brasil não é um acidente ou uma falha de planejamento, mas sim um projeto político deliberado da elite para manter a desigualdade social. Cabe refletirmos sobre isso…
Ary Ramos da Silva Júnior, bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitá

