Abertura econômica

0

A sociedade contemporânea se caracteriza pelo aumento da competição, os agentes produtivos se encontram num momento de incertezas e instabilidades, onde os governos nacionais percebem as alterações, os trabalhadores sentem na pele o aumento da concorrência e as organizações percebem os movimentos dos mercados, o surgimento de novos produtos, o nascimento de novos consumidores, com alterações dos hábitos e variados desafios, que deixam todos os atores sociais e econômicos em constantes preocupações.

Nestas reflexões encontramos a ascensão da civilização oriental, onde percebemos exemplos claros e verdadeiros de nações que eram pobres e miseráveis e, atualmente, crescem de forma acelerada, gerando melhoras substanciais de vida para as suas populações. Neste cenário, a ascensão asiática nos traz novos horizontes, novas perspectivas e novos desafios, que exigem das nações ocidentais uma compreensão dos equívocos adotados anteriormente, contribuindo para criar novos espaços de crescimento econômico e melhoras produtivas, refletindo sobre as melhores políticas públicas e renovando as estratégias, reestruturando seus sistemas produtivos e visando o desenvolvimento econômico.

No final dos anos 1980, surgem os receituários neoliberais para estimularem o desenvolvimento econômico das nações subdesenvolvidas ou em desenvolvimento, onde percebemos medidas centradas na abertura econômica, na privatização de empresas estatais e em uma forte desregulamentação financeira, estas medidas foram recebidas com ceticismo e com incredulidade pelas nações asiáticas, que rechaçaram todas as medidas preconizadas no chamado Consenso de Washington e passaram a adotar políticas diferentes, fortalecendo as empresas públicas, aumentando a proteção dos setores produtivos e fortalecendo seus sistemas financeiros, consolidando seus bancos e evitando a ascensão da chamada ciranda financeira, além de fortes investimentos em ciência, pesquisa e inovação, além de contribuir ativamente para a consolidação de um setor educacional sólido e consistente que, garantem, na contemporaneidade, resultados positivos nos índices internacionais.

Do outro lado, encontramos as nações latino-americanas, onde destacamos o Brasil, se entregando para os ideários neoliberais e passando a acreditar que éramos visionários e modernizadores, abandonando o atraso milenar e assim iniciando uma colheita de crescimento econômico, de melhorias sociais e dessa forma alcançaríamos, com sucesso, o tão sonhado desenvolvimento econômico.

Neste cenário, fizemos escolhas simples e acreditamos que rumaríamos para o desenvolvimento econômico, deixamos de lado o planejamento governamental e passamos a acreditar que o mercado faria as escolhas corretas, vendemos empresas públicas estratégicas, retiramos os monopólios públicos, abrimos nossas estruturas econômica e produtiva, reduzimos a regulação financeira, valorizamos nossa moeda, perdemos o controle de nossa economia e colhemos mais crescimento econômico, com redução da desigualdade social e melhorias substanciais para a nossa sociedade?

As escolhas dos rumos da economia nacional devem ser definidas internamente, as medidas neoliberais foram positivas para os donos do capital, os grupos que abdicaram da definição do futuro da economia nacional e se comprazem de serem sócios minoritários do capital internacional, perdendo capacidade produtiva, vendendo patrimônio nacional, destruindo nossa indústria nacional, estimulando o rentismo e o capital improdutivo, além de remunerar as falsas elites nacionais via juros escorchantes, subsídios exagerados e desoneração tributária, que futuro teremos como nação aceitando cartilhas externas e adotando receituários de outros países?

Neste momento de instabilidades externas, passamos da hora de estudarmos as experiências asiáticas, suas escolhas estratégicas, suas vivências econômicas, afinal quem está conseguindo crescer economicamente, são as nações submissas e subalternas que abraçaram os receituários neoliberais ou aquelas que escolheram caminhos heterodoxos e mais autônomos?

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Confronto secular

0

O mundo contemporâneo se caracteriza por grandes transformações estruturais na sociedade global, período marcado por grandes incertezas e instabilidades estruturais, além de variados confrontos entre nações, que podem culminar em guerras fratricidas. O século XXI traz em suas entranhas novos confrontos econômicos e geopolíticos globais que tendem a impactar fortemente todas as regiões do mundo, impactando os modelos produtivos, transformando as relações entre capital e trabalho e modificando as relações entre as nações.

Desde a segunda guerra mundial até o início dos anos 1990, o grande confronto econômico, político e geopolítico era entre os Estados Unidos da América (EUA) versus a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), este conflito moldou a sociedade global, gerando inimizades, enfrentamentos militares, conflitos culturais e uma verdadeira máquina de violências, marcadas por inverdades e cancelamentos recíprocos.

Neste período os Estados Unidos construíram uma imensa estrutura econômica e produtiva, baseada em fortes investimentos em pesquisa, ciência e tecnologia, que impulsionaram os setores produtivos, financiados por fortes subsídios fiscais e financeiros, levando os norte-americanos a controlarem quase toda a sociedade global, exportando seus valores, controlando as questões monetárias, dominando os aspectos ideológicos e exportando para todas as regiões seu complexo industrial-militar, que integravam as forças armadas, a indústria de defesa e os formuladores de políticas públicas.

Os Estados Unidos foram os grandes responsáveis pela consolidação de um mundo centrado em regras, crescimento das trocas entre os países, com instituições internacionais consolidadas, investimentos externos diretos, recursos abundantes em ciência e tecnologia e organização produtiva, além de previsibilidade, credibilidade e uma grande estabilidade que impulsionaram a sociedade global, além de uma moeda estável, o dólar, responsável pela estabilização monetária mundial, com isso, a economia global cresceu, promovendo melhorias nas condições de vida da população.

Atualmente, percebemos novos confrontos geopolíticos em curso na sociedade global, a URSS se desintegrou, a Europa se perde em suas mazelas crescentes e, percebemos uma grande ameaça da manutenção do poderio norte-americano, a ascensão da China, seu desenvolvimento tecnológico e seu potencial exportador, ameaça a dominação global dos Estados Unidos, inaugurando um momento único para a sociedade global, onde os movimentos geopolíticos estão em transformações, disputas econômicas e produtivas ganham relevância e o sucesso anterior pode não ser suficiente para garantir avanços substanciais nos próximos anos.

Vivemos um momento de confronto secular entre Estados Unidos e China, tudo isso impacta sobre as políticas públicas e os acordos estratégicos das nações, moldando a sociedade global nos próximos anos, exigindo maturidade dos governantes para escolherem novos espaços que privilegiam a soberania nacional e a autonomia política, exigindo ainda contrapartidas econômicas sólidas e consistentes para participar ativamente do xadrez global, mostrando nossas inúmeras potencialidades, nossa capacidade de inovação e nosso espírito empreendedor, evitando escolhas equivocadas que caracterizaram a sociedade brasileira, escolhas estas que contribuíram, diretamente, para que construíssemos uma nação marcada pela desigualdade, pela exclusão e pela injustiça.

Estamos num momento estratégico para a sociedade brasileira, externamente. as nações se digladiam para novos espaços de poder do século XXI e, internamente, temos uma elite econômica e grupos políticos que querem manter e perpetuar seus privilégios, além de consolidar o sistema econômico dominante, mesmo sabendo que este modelo beneficia seu grupo, garantindo vantagens e aprofundando imensamente os interesses da maioria da população.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel de Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Economia Complexa

0

A sociedade global vem percebendo grandes transformações no mundo do trabalho, onde ocupações tradicionais estão sendo destruídas, fragilizadas e reinventadas, exigindo dos setores produtivos novas habilidades, novos valores e novos comportamentos. Todas estas transformações estão revolucionando a relação entre capital e trabalho, gerando preocupações constantes, ansiedades, medos e transtornos variados.

Nesta sociedade, percebemos inúmeros questionamentos sobre o mundo do trabalho, desta forma, o trabalho vem sendo transformado muito rapidamente e essas transformações exigem mais qualificação e mais capacitação dos trabalhadores, o que demanda fortes investimentos sociais e políticas públicas em prol do trabalho, sob pena de serem alijados do mercado de trabalho e, sem salário, sem renda, sem esperanças e sem perspectivas, desta forma, muitos tendem a se albergar nas marquises dos espaços urbanos, aumentando o contingente de moradores de ruas, elevando a violência e a exclusão social.

Neste cenário, todas as nações que fizeram fortes investimentos em educação, priorizando os setores de ciência e de tecnologia colheram retornos excepcionais, com aumento, substancial, da complexidade econômica. Estes investimentos produtivos criaram as condições para melhorar o perfil de suas economias, industrializando seus setores produtivos e garantindo retornos elevados na estrutura econômica, impulsionando empregos melhores, salários mais elevados e contribuindo para a melhora das condições de vida da população.

Alguns países fizeram investimentos elevados em educação e deixaram de lado uma estratégia mais efetiva de industrialização econômica, embora a indústria não consiga gerar mais empregos como em períodos anteriores, o incremento da complexidade econômica contribui para aumentar a produtividade da economia, produzindo produtos mais elaborados, exportando bens e serviços mais complexos e mais dinâmicos, além de garantir retornos monetários elevados.

As nações que se caracterizam por serem exportadores de produtos primários de baixo valor agregado tendem a se perpetuar nesta equação perigosa, demandam pouca mão-de-obra e absorvem poucos trabalhadores qualificados na estrutura produtiva, além de importarem tecnologias externas e pouco investem em inovação, desta forma, os trabalhadores mais qualificados, dotados de curso superior e mais capacitados, são empurrados para outras nações em busca de um emprego melhor ou são absorvidos pelas empresas de aplicativos e se transformam em motoristas, sendo explorados, recebendo salários degradantes, fortemente endividados, sem direitos sociais, sem proteção previdenciária e sem perspectivas futuras, criando uma legião de trabalhadores desesperançados e, ao relatar sua história, contribuem negativamente para que milhões de estudantes abandonem as escolas e os estudos, sobrevivendo sem horizontes e, muitas vezes, como verdadeiros analfabetos funcionais.

Aumentar a complexidade da economia nacional demanda uma sólida estratégia de desenvolvimento e uma grande maturidade institucional, o investimento em capital humano é imprescindível, atrair os setores produtivos para a construção de uma transformação estrutural da economia é fundamental, reduzir o poder dos grupos econômicos e políticos que ganham com essa situação de subserviência e de desesperança que vivenciamos atualmente, além de atrair as universidades e as faculdades na construção de uma mão-de-obra capacitada e consciente dos desafios contemporâneos, evitando excesso de profissionais despreparados e estimularem setores centrais para a economia do conhecimento. Num momento de grande desenvolvimento tecnológico, de grandes alterações do mundo do trabalho e de grandes transformações geopolíticos, a indústria deve ser fortalecida e impulsionada, sem ela, continuamos importando tecnologias, seguindo cartilhas que perpetuam o subdesenvolvimento e impedem nosso potencial na construção de uma economia complexa.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e Professor Universitário.

Corrupção e Subdesenvolvimento

0

Todos os povos e todas as civilizações sempre sonharam com o desenvolvimento econômico, com seus impactos sociais positivos para a comunidade, melhoras substanciais na qualidade de vida, oportunidades crescentes para todos os cidadãos, serviços públicos e privados desenvolvidos e bem-estar para toda a sociedade. Para que o desenvolvimento se efetive é fundamental uma maturidade social e institucional, regras sólidas e consistentes e um sistema baseado em planejamentos constantes, tudo isso pode impedir que o sonho do desenvolvimento se transforme em um verdadeiro pesadelo.

No caso brasileiro, os cidadãos sonham com este desenvolvimento econômico e seus benefícios coletivos e, percebemos constantemente, impasses que nos mantem em situação econômico e social preocupante, dentre elas, destacamos as questões relacionadas a corrupção, que impactam negativamente sobre o desenvolvimento econômico, limitam a alocação de recursos produtivos escassos, reduzindo o crescimento e o dinamismo econômico, fragilizando os agentes governamentais e impactando negativamente os investimentos produtivos, além de limitar a inovação e o empreendedorismo.

Neste cenário, percebemos que países como o Brasil apresentam indicadores elevados de corrupção, apresentando arcabouços legais frágeis, menor renda, pior educação e baixa capacidade estatal —fatores que, por si só, reduzem o crescimento econômico, diminuindo as potencialidades e perpetuando uma condição degradante da sociedade. A corrupção impacta fortemente no desenvolvimento econômico brasileiro, exigindo que o combate a corrupção se torne uma das maiores prioridades, exigindo atitudes consistentes de todos os setores da comunidade e conscientizando a sociedade sobre os males da corrupção para as condições de vida da população.

No decorrer da história brasileira, encontramos casos escandalosos de corrupção que limitaram o crescimento econômico e contribuíram ativamente para variados desequilíbrios políticos e limitaram as potencialidades econômicas nacionais. Muitos acreditavam que a corrupção era um instrumento positivo para contornar as inúmeras burocracias que sempre caracterizaram a sociedade brasileira. De outro lado, alguns especialistas acreditam que a corrupção afeta fortemente a alocação de recursos, favorecendo empresas pouco produtivas e, muitas organizações passaram a investir mais em angariar benefícios políticos e econômicos imediatos ao contrário de focar no incremento de produtividade.

A corrupção acontece em todas as esferas da sociedade brasileira, nos setores públicos e, também, dos setores privados, cujos impactos são violentos para a sociedade brasileira, aumentando os custos dos investimentos produtivos, degradando os serviços e perpetuando uma verdadeira erosão social, onde uma pequena parte da sociedade vive de forma nababesca, centrada em luxos e desperdícios e uma grande parte sobrevive em condições degradantes, cercada pela pobreza e pela indignidade.

Neste ambiente de degradação dos serviços públicos, como vivemos cotidianamente, serviços estes descritos como ineficientes, caros e desnecessários, onde muitos defendem que a solução para acabar com a corrupção está na retirada das esferas públicas e o repasse para os setores privados, mais eficientes, menos dispendiosos e mais produtivos, será mesmo essa solução?

Muitos países desenvolvidos embarcaram neste discurso ideológico nos anos 1990, diminuíram o papel do Estado e passaram a exaltar o poder do mercado, privatizaram, desnacionalizaram e desregularam, acreditando que estavam fazendo as escolhas corretas. Atualmente, muitas nações estão voltando atrás, reestatizando empresas, retomando a regulação de setores estratégicos e aqui, no Brasil, estamos ensaiando, mais uma vez, vender patrimônio público a preços módicos, acreditando que somos modernos e, na verdade, somos entreguistas e verdadeiros dinossauros.
Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas, Mestre, Doutor em Sociologia.

Novo Livro

0

O livro Reflexões Espíritas: Análises e pensamentos num mundo em transformação faz parte de alguns escritos do autor no decorrer de décadas de estudos e conversações referentes a Doutrina Espírita, onde a obra aborda assuntos relacionados as questões contemporâneas que preocupam imensamente a sociedade, onde destacamos as questões econômicas e produtivas, o crescimento da tecnologia, os impactos da transição planetária, as mudanças no mundo do trabalho, o incremento de casos de suicídio, além de abordar assuntos referentes ao aumento da ansiedade, da depressões, dos transtornos e das preocupações constantes do mundo atual, os desafios crescentes, os medos invisíveis e as oportunidades que surgem neste momento de grandes transformações estruturais.

O livro Reflexões Espíritas: Análises e pensamentos num mundo em transformação reúne variados artigos referentes a assuntos atuais e contemporâneos que podem ser lidos de forma independente, onde encontramos reflexões das grandes transformações da sociedade e seus impactos sobre os indivíduos, as famílias e as comunidades em geral. Nesta sociedade, percebemos mudanças estruturais em todas as áreas e setores, valores consolidados anteriormente estão sendo colocados em xeque, mudanças no mundo do trabalho, exigindo movimentações crescentes e, ao mesmo tempo, percebemos o incremento do chamado individualismo, o imediatismo, o hedonismo e a busca crescente por prazeres imediatos, levando os seres humanos a se afastarem de valores espirituais, valorizando as conquistas materiais, a acumulação e as sensações de prazer e de enriquecimento, deixando de lado os valores imateriais.

O desenvolvimento da ciência nas últimas décadas está transformando as relações sociais, alterando modelos econômicos, criando novas formas políticas e impondo novos valores cotidianos, exigindo uma modificação estrutural na sociedade, colocando no centro da sociedade uma nova forma de convivência social, onde as famílias estão sendo transformadas, gerando constrangimentos e, ao mesmo tempo, novos desafios, afinal, sabemos que a família é o mais nobre espaço de convivência social da comunidade, sem família os indivíduos perdem a bússola da convivência social.

A obra Reflexões Espíritas: Análises e pensamentos num mundo em transformação fala sobre questões relacionadas a economia contemporânea, destacando que estamos vivendo um modelo econômico que impõe aos indivíduos desafios gigantescos, a Ciência Econômica, em sua raiz, foi constituída para ser a ciência da escassez, ou seja, surge como espaço para administrar recursos naturais limitados existentes na natureza e compatibilizar as demandas ilimitadas dos seres humanos, um desafio elevado e exige produtividade crescente, bom senso, solidariedade e discernimento para dividirmos os recursos escassos disponíveis na sociedade mundial. Nas últimas décadas, percebemos que as Ciências Econômicas passaram a ser administradas com o intuito da maximização dos ganhos monetários, garantindo escalas crescentes de lucro para pouco e uma verdadeira penúria para uma grande parte da população, isso denota que as Ciências Econômicos passaram a ser refém dos interesses dos donos do mundo, gerando uma sociedade, em escala global, marcada por desigualdades crescentes, com aumento da violência, degradação do Meio Ambiente e uma verdadeira polarização política, como presenciamos no mundo contemporâneo.

O livro mostra ainda que vivenciamos uma verdadeira transição planetária, onde o nosso Planeta Terra está caminhando, a passos largos, para sairmos de um mundo de provas e expiações e se transformando num mundo de regeneração, onde os valores tendem a ser diferentes, os interesses dos indivíduos serão alterados e os desafios passarão a ser diferenciados, uma verdadeira transformação em curso no Planeta Terra.

O livro Reflexões Espíritas: Análises e pensamentos num mundo em transformação tem como intuito trazer aos espíritas novos horizontes de reflexões, sabemos que a Doutrina dos Espíritos nos auxilia a compreender os grandes desafios da sociedade contemporânea, trazendo obras doutrinárias de vulto, autores espíritas e mensagens edificantes, vislumbrando uma nova sociedade, menos conflituosa, mais estudiosa, reduzindo as radicalidades e contribuindo ativamente para este momento de transição planetária.

Abraços!!

Multilateralismo

0

A sociedade internacional criou, no período posterior da pós-segunda guerra mundial, as bases do chamado multilateralismo, neste ambiente foram criadas inúmeras instituições multilaterais, neste cenário foram construídas regras de convivência e tolerância entre as nações, definindo fronteiras entre os países, reduzindo os conflitos militares, construindo novos espaços de recuperação econômica e o tão desejado desenvolvimento econômico.

Depois de mais de 60 milhões de mortos na segunda guerra mundial, as nações acreditavam que eram necessárias, para evitar novos conflitos militares, a construção de uma nova estrutura institucional, neste momento foram criadas instituições como Organização das Nações Unidas (ONU), Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT), posteriormente substituída pela Organização Mundial de Comércio (OMC), Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional (FMI) e inúmeras outras instituições vinculadas a estas agências multilaterais, tais como Organização Mundial de Saúde (OMS), Unicef, Unesco, FAO, dentre outras.

Este modelo de organização institucional foi, relativamente, bem sucedido, evitando a tão temida terceira guerra mundial, preocupação de todos os povos, a economia internacional entrou num momento de grande crescimento econômico, os setores produtivos passaram a se integrar rapidamente, surgiram novos produtos e novas mercadorias, novos modelos produtivos substituíram o consolidado modelo fordista e taylorista, inaugurando novos espaços de desenvolvimento econômico e melhorias substanciais para a população.

Neste período, os conflitos militares continuaram, como sempre, mas estes confrontos eram localizados em algumas regiões do mundo, conflitos fronteiriços, guerras regionais e questões culturais milenares. Importante destacar ainda que, neste momento, o mundo sentiu na pele a chamada Guerra Fria, conflito entre os Estados Unidos e União Soviética, responsável por afrontas constantes, discursos calorosos e ameaças permanentes, mesmo assim, o arranjo institucional, criado no pós-guerra, teve êxito para evitar um confronto militar fratricida entre potências nucleares que poderiam destruir a civilização.

Nos últimos anos, percebemos que o arcabouço institucional criado depois da segundo guerra mundial vem se fragilizando cotidianamente, os acordos internacionais vem sendo rompidos, as invasões militares estão crescendo, a soberania das nações está sendo desrespeitada, as agressões verbais entre autoridades estão aumentando e o multilateralismo vem perdendo espaço na agenda internacional, levando a sociedade a um escalada perigosa e assustadora, impulsionando incertezas, volatilidades e instabilidades que, prejudicam o funcionamento da economia mundial e impacta fortemente sobre os setores produtivos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) vem perdendo espaço, a Organização Mundial de Comércio (OMC) foi escanteada, acordos globais assinados pelas nações, como aqueles relacionados a defesa do meio ambiente e dos direihumanos estão sendo abandonados e, ao mesmo tempo, as tensões militares crescem de forma acelerada e o medo e o desespero aumentam rapidamente, gerando ansiedades, violências e ressentimentos.

Neste momento, percebemos preocupações constantes em todas as regiões globais, o discurso do primeiro-ministro do Canadá Mark Carney, no Fórum Econômico Mundial, foi inspirador e preocupante, afinal ele nos mostra, claramente, que a “ordem baseada em regras” acabou, embora todos saibamos que esta ordem sempre priorizou os interesses do Império, neste momento a hipocrisia acabou e o verniz moral ficou para trás.

Anteriormente, era preciso utilizar o idioma da “democracia”, da “liberdade”, das “regras”, da “responsabilidade”. No mundo contemporâneo, o Trumpismo deixa claro, “manda quem pode, obedece quem precisa. E não pede desculpas. Ao contrário: exibe a brutalidade como virtude”.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Mundo conturbado

0

Neste espaço buscamos refletir sobre questões econômicas, sociais, políticas e culturais com o intuito de compreendermos os grandes desafios da sociedade contemporânea, ainda mais, quando percebemos que o mundo passa por momentos de grandes incertezas e de fortes instabilidades, novas tecnologias que podem gerar graves constrangimentos para o mundo do trabalho, alterações climáticas que podem modificar regiões e estruturas produtivas, conflitos militares que podem se espalhar para outras nações, tudo isso está afetando empresas, setores produtivos e os indivíduos.

O ano de 2026, nos traz grandes preocupações e receios em todas as regiões mundiais, invasões na América Latina, violências populares em ascensão no Irã, rusgas crescentes nas relações conflituosas entre as Coreias, ensaios militares nas cercanias entre China e Taiwan, confrontos nas fronteiras das nações, incremento da guerra Ucrânia e Rússia, aumento do imperialismo e do intervencionismo, agitações de produtores rurais na França contra o Acordo Mercosul/União Europeia, além das manifestações populares nos Estados Unidos, dentre outras, tudo evidenciando um momento de grandes incertezas e alterações geopolíticas que impactam em todas as regiões do globo.

Vivemos numa sociedade marcada por inúmeros conflitos econômicos e políticos que podem impulsionar variados confrontos militares, que estão levando os governos a reduzirem seus recursos orçamentários para atenderem os grupos mais fragilizados de sua população e, em contrapartida, estes mesmos governos estão aumentando os aportes monetários para os setores militares e para a indústria bélica, inflacionando os preços das ações de empresas de tecnologias ligadas a defesa e a indústria da guerra.

Estamos presenciando governos intervencionistas e Estados imperialistas a demostrarem seus poderes militar e bélico, espalhando os seus tentáculos de dominação para todas as regiões, intervindo fortemente em algumas nações, supostamente para defenderem a democracia, criando protetorados e dominando suas riquezas naturais e ameaçando outros países de uma possível intervenção militar, rasgando acordos assinados anteriormente, ridicularizando instituições multilaterais e mostrando que as leis estão sendo substituídas por um novo marco institucional, centrado na lei do mais forte, um verdadeiro retrocesso civilizacional.

Anteriormente, as intervenções eram motivadas pela posse dos recursos naturais, os produtos primários, notadamente alimentos, minerais e petróleo, na linguagem econômica estamos falando das chamadas commodities. Na contemporaneidade, os conflitos militares apresentam características parecidas, embora os recursos minerais estejam no radar das nações desenvolvidas, percebemos que os focos estão nas chamadas terras raras, minerais fundamentais para o desenvolvimento dos setores de tecnologia e também nas fontes de energias renováveis, as nações que não os possuem vão buscar nos países mais ricos destes minerais e suas energias sustentáveis, afinal, estes produtos são fundamentais para o crescimento e a consolidação econômica.

Na busca por estes produtos fundamentais para a economia do século XXI, muitos governos estão intervindo em outras nações, novamente, e de forma descarada, boicotando outras economias, financiando movimentos oposicionistas, pressionando governos, impondo tarifas elevadas e investindo fortemente na chamada guerra cultural para gerar desestabilização interna.

Historicamente, nações dependentes de produtos primários tiveram elites predatórias, que sempre atuaram como sócios menores de governos estrangeiros, garantindo seus lucros marginais e, com isso, entregavam suas nações para grupos externos. Tudo se mantém como anteriormente, desta forma, conseguimos entender que nosso subdesenvolvimento não é apenas econômico e político, mas antes disso, nosso subdesenvolvimento é moral e, principalmente, intelectual.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e Professor Universitário.

Intervenções militares

0

O ano de 2026 começou com grandes inquietações na sociedade internacional, a intervenção militar dos Estados Unidos na América Latina gerou instabilidades na economia internacional, impactando sobre o direito internacional, gerando incertezas em todas as regiões do mundo, depois da Venezuela qual nação será atacada militarmente pelo todo poderoso governo norte-americano? Alguns comentaristas e especialistas fazem apostas de que a próxima nação na mira norte-americana será a Groenlândia, outros acreditam que será Cuba e outros especialistas ainda fazem as apostas no México, na Colômbia e até mesmo o Irã.

Difícil responder esta questão, mas ao mesmo tempo, percebemos que as regras internacionais foram destruídas, reinando a lei da força, com isso, vamos viver, mais intensamente uma grande escalada militar, com aumentos gigantescos nos setores bélicos que podem levar os governos nacionais a reduzirem os dispêndios em políticas públicas para os grupos mais fragilizados das sociedades, impulsionando os desequilíbrios sociais e, para resolver essa situação, o remédio é mais repressão, mais violências internas e mais liberalização do porte de armas.

Vivemos numa sociedade global marcada pela escalada da violência militar generalizada, onde as regras multilaterais, construídas no pós-segunda guerra mundial (1945), estão sendo devastadas rapidamente, organismos multilaterais criados para melhorar a convivência entre as nações perderam espaço no cenário global. A Organização da Nações Unidas (ONU) perdeu relevância, a Organização Mundial do Comércio (OMC) se fragilizou e perdeu espaço no comércio internacional, acordos internacionais foram abandonados, desta forma, estamos caminhando a passos largos para um mundo sem regras, ou melhor, as regras serão definidas para as nações que tiverem poder para impor seus interesses militares imediatos, ao contrário, as outras nações, frágeis militarmente e dependentes tecnologicamente, se restringiriam a serem verdadeiros vassalos.

As intervenções militares impactam sobre toda a sociedade global, neste momento, os especialistas em geopolítica denunciam que, na contemporaneidade, o mundo apresenta mais de 130 conflitos militares, um número preocupante que impacta sobre todas as regiões do mundo, aumentando as imigrações, devastando a economia local, impulsionando os confrontos culturais e xenofobias.

Um estudo conduzido e publicado por especialistas da Universidade Estadual de Bridgewater (Massachusetts/Estados Unidos), no período entre 1776 e 2019, com grande concentração após a Guerra Fria, identificaram quase 400 intervenções militares (incluindo operações menores) dos Estados Unidos no mundo, corroborando que a intervenção atual norte-americana na América Latina e as ameaças em todas as regiões podem reviver tristes memórias de conflitos fratricidas, destruições generalizadas e violências políticas.

Ao rever a história e refletirmos sobre as intervenções militares dos Estados Unidos, precisamos evitar comentários favoráveis e apaixonados, acreditando que a intervenção militar tenderá a gerar liberdades e democracias nas nações invadidas, ainda é muito cedo e precisamos estudar e refletir sobre os impactos mais estruturados, vale a pena lembrar os casos do Iraque e Afeganistão, será que a intervenção norte-americana trouxe alívios e crescimento econômico para estes países?

No começo do século XX os povos invadidos foram os iraquianos e os afegãos, atualmente os venezuelanos estão na berlinda, quem será o próximo? Esperamos que nosso país não esteja na mira dos norte-americanos, afinal muitos indivíduos que apoiaram a invasão podem sentir na pele a violência gerada pelos invasores.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e Professor Universitário.

Caos nacional

0

Este artigo está sendo escrito no último dia de 2025, um ano de grandes alterações no cenário global, incremento dos conflitos econômicos entre nações, aumento dos confrontos militares em todas as regiões do globo e expectativas sobre o comportamento da economia brasileira, uns grupos apostando fortemente no caos generalizado, inflação em ascensão, aumento do desemprego, degradação da renda nacional, diminuição dos investimentos estrangeiros e uma devastação econômica. Será que essas previsões se concretizaram?

Depois de dois anos de crescimento econômico na casa dos 3% ao ano, 2023 e 2024, as expectativas dos grupos oposicionistas eram de uma retração econômica, neste ano de 2025 devemos confirmar um crescimento do produto interno bruto na casa dos 2,2%, garantindo um triênio de crescimento satisfatório, ainda mais numa sociedade internacional marcada por grandes instabilidades econômicas e variados conflitos políticos, gerando incertezas crescentes e vários conflitos militares que podem se espalhar para outras nações e culminar em conflitos generalizados.

Os dados econômicos nacionais deste ano são auspiciosos, apesar das taxas de juros escorchantes adotadas pela Autoridade Monetária, Banco Central, na casa dos 15% ao ano, o país conseguiu algum fôlego no crescimento econômico, melhorando substancialmente os indicadores sociais, com redução da pobreza extrema, aumento no emprego e, em contrapartida, redução do desemprego, além do incremento da renda nacional e a redução da inflação, tudo isso contribuiu, ativamente, para a movimentação econômica, que impulsionaram o consumo e a renda agregada.

Ao analisarmos os indicadores macroeconômicos, o contraste entre a expectativa e a realidade é notável. A projeção inicial deste ano da inflação (IPCA) era de 5,8%, mas o resultado efetivo deve fechar o ano de 2025 em 4,32%, abaixo das inúmeras previsões do mercado. Essa reversão demonstra um controle de preços mais eficaz do que o previsto, mesmo sabendo que as taxas de juros praticadas inviabilizam um crescimento mais consistente.

Outro indicador macroeconômico que mostrou grande resiliência da economia brasileira foi o Investimento Estrangeiro Direto (IEDs), ainda mais num ambiente externo marcado por grandes instabilidades, tarifaços, protecionismos e intervencionismos crescentes. Em 2024, o Brasil recebeu mais de US$ 74 bilhões de recursos externos e, em 2025, as estimativas mostram mais de US$ 84 bilhões, mostrando condições externas positivas e pujantes, além de mostrarem que a diversificação externa pode gerar grandes espaços de crescimentos econômico e comercial.

Recentemente, o relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) confirmou que menos de 2,5% da população brasileira estava em situação de subalimentação grave, resultado de políticas públicas focadas em combate à fome e insegurança alimentar, uma grande conquista da população brasileira e nos mostram que políticas públicas e sociais bem estruturadas e bem desenhadas podem gerar grandes benefícios para a sociedade.

Os indicadores macroeconômicos nos mostram avanços substanciais para a economia nacional, sabemos que os desafios macroeconômicos são gigantescos, nossa estrutura produtiva ainda carece de complexidade econômica, os empregos nacionais pagam salários reduzidos, a produtividade do trabalho é limitada, a estrutura tributária apresenta grandes distorções históricas, ricos pagam poucos impostos e a carga tributária se concentra na classe média e nos grupos mais precarizados. Os avanços são positivos, tímidos e poderiam ser maiores se os grupos políticos e econômicos se interessassem em defender os interesses da maioria e deixar de lado seus próprios interesses imediatos.

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e professor universitário.

Estado e Mercado

0

Vivemos momentos interessantes, marcados por grandes rupturas e contradições, onde os agentes econômicos e produtivos se organizam para competir num ambiente centrado na competição e na concorrência, onde os mais capacitados sobrevivem, ganham musculatura, em detrimento daqueles que não conseguem aumentar sua capacidade produtiva e sua eficiência, ficando para trás literalmente, reestruturando suas estratégias de mercado, investindo mais em tecnologias e passando a criar novos instrumentos de sobrevivência.

Dentre as grandes transformações na sociedade global, destacamos as modificações no ambiente ideológico, uns grupos defendendo cabalmente a concorrência como instrumento de consolidação dos atores econômicos, por estas teorias as intervenções estatais eram vistas como desnecessárias, aumentariam os custos de oportunidades e gerariam novos constrangimentos na estrutura econômica, deixando de lado a criação de riquezas materiais e protegeriam os setores mais ineficientes da estrutura produtiva.

Os defensores dos méritos dos mercados desregulados defendiam a competição constante, a concorrência continuada traria grandes vantagens para os sistemas econômico e produtivo, os grandes defensores destas ideias eram os países ocidentais, notadamente a Inglaterra e os Estados Unidos, que espalharam para todos os poros da economia mundial as vantagens da competição constante, espalhando as ideias para as melhores universidades estrangeiras, criando e inaugurando institutos de pesquisas renomados e investindo milhões de dólares na formação de várias gerações de economistas, jornalistas, gestores, sociólogos e cientistas políticos para defenderem seus ideários, seus valores e seus interesses.

Do outro lado, encontramos defensores de ideias progressistas que defendiam a intervenção do Estado Nacional, acreditando que a atuação estatal seria fundamental para evitar as falhas do mercado, defendendo uma maior fiscalização dos excessos dos capitalistas e criando espaços para reduzir as desigualdades sociais criadas pelos mercados, garantindo oportunidades para todos os setores da comunidade, privilegiando os mais precarizados da sociedade, afinal, percebemos que vivemos numa das nações mais desiguais da comunidade internacional.

Estas teorias defendiam políticas públicas progressistas, defendendo protecionismo para os setores produtivos e investimentos governamentais para melhorar a convivência entre capital e trabalho, trazendo uma nova pauta para as discussões sociais e políticas, tais como mais investimentos em educação e em capital humano, maiores investimentos em escolas, ensino técnico e universidades e mais políticas públicas visando os interesses coletivos, além de defenderem maior tributação para os grupos mais privilegiados da sociedade, diminuição das isenções fiscais e tributárias, pautas rechaçadas pelos detentores do capital, que sempre pregaram e defenderam suas isenções fiscais que sempre garantiram seus interesses imediatos.

Neste momento, percebemos uma mudança substancial nas discussões na sociedade global, nações ocidentais ricas e desenvolvidas, além de industrializadas, passaram a defender mais protecionismos econômico e comercial, menor concorrência no ambiente produtivo internacional e, em contrapartida, nações anteriormente vistas como pobres e miseráveis, passaram a defender e estimular maior competição no comércio internacional. Países que rechaçavam a atuação dos governos nacionais e defendiam a concorrência global agora, clamam para a intervenção dos seus governos, pressionando seus governantes para defenderem seus interesses econômicos e produtivos, aceitando e estimulando a atuação militar e o uso da força bélica, como estamos vivenciando no ambiente global contemporâneo.

O mundo passa por grandes transformações estruturais, as ideologias estão em constantes movimentações, anteriormente as propostas eram ideológicas e coerentes, atualmente os interesses são puramente econômicos, neste cenário os escrúpulos inexistem, tudo se transformou em verdadeiros negócios, apenas…

Ary Ramos da Silva Júnior, Bacharel em Ciências Econômicas e Administração, Mestre, Doutor em Sociologia e Professor Universitário.